segunda-feira, 21 de abril de 2014

Sobre a refinaria de Pasadena: reais objetivos, perspectiva histórica e responsabilidades

Este caso é grave. Grave porque qualquer coisa que envolva a nossa Petrobrás merece atenção. Mas, senhoras e senhores, é algo que está publicado porque a Petrobrás é uma estatal... esse tipo de coisa ocorre corriqueiramente, por vezes mais ou menos grave, em empresas privadas e nunca será notícia de jornal porque permanecerá na área privada.. incógnita, como inclusive a gigantesca corrupção que graça pela área privada e que, segundo artigo publicado no Anselmo Góis ou Flávia Oliveira há uns dois anos, foi mensurado pela KPMG como 5% de toda a produção e faturamento da área privada... fique você sabendo.

Bem, mas como fomos "interrogados" por nossa posição no tema, e também porque, como qualquer coisa hoje em dia, está sendo objeto de exploração midiática com fins eleitoreiros para benefício evidente da direita (veja, bem, não é benefício da verdade ou da sociedade, é benefício da direita, hoje capitaneada pelo PSDB), explicaremos o caso a nossos leitores.

A compra da refinaria ocorreu por quê?

Na época da compra da refinaria de Pasadena, o petróleo estava caro, o refino estava caro e a importação de derivados de petróleo estava caro. Isso prejudicava os resultados da Petrobrás, que sempre exportou petróleo bruto e de baixa qualidade (que é o nosso, exceto o do pré-sal, recente) e importou derivados (gasolina, diesel, querosene de avião...). Construir refinaria demora muito como estamos vendo então qual a saída de curto prazo? Comprar refinarias já prontas. Mas onde? Em locais emque a Petrobrás pudesse vender os derivados e importá-los para o Brasil também.

E à época, os EUA estava mal economicamente, então tinha-se aí uma oportunidade de entrar no mercado americano (porque era difícil e o lobby contra era gigante), passar a vender para um mercado gigante (o americano) e ainda transformar as despesas com importações de derivados e lucro, já que o petróleo bruto brasileiro, sendo refinado em refinaria nos EUA da Petrobrás, geraria divisas à Petrobrás pelo petróleo bruto comprado por Pasadena, e o dinheiro pago pela Petrobrás pelos derivados à Pasadena, se transformariam em receitas, ao menos em boa parte, já que gerariam remessa de lucros à petrobrás um pouco mais à frente da operação. De quebra, o saldo comercial brasileiro ainda melhoraria com essa remessa de lucro!! Então, era um negócio da China!!! Todo mundo apoiou na época, em 2008. E assim foi feito ainda no Japão e em outro país, creio que europeu.


E o valor?

Uma empresa belga havia adquirido a refinaria por menos de 50 milhões de dólares três anos antes e a Petrobrás adquiriu por uns 386 milhões de dólares. É claro que nõa li o relatório (rsrsrs), mas parece que durante três anos houve investimentos realizados pela empresa belga que teriam justificado o valor mais alto, além do interesse estratégico em entrar no mercado americano e fazer a jogada de importação, exportação e refino com remessa de lucros.. tudo isso ponderado em conjunto teria sugerido ser um bom negócio a compra de Pasadena.

O que deu errado?

O problema é que, aí sim, por incompetência da área internacional, sob responsabilidade de um indicado do PMDB (esse problema de indicação política para cargos altos da Petrobrás realmente é grave), Nestor Cerveró, o relatório resumido e a apresentação de power point para o Conselho da Petrobrás, cuja Presidente era a Dilma, à época, teve duas falhas gravíssimas: (a) não chamou a atenção do Conselho para o fato de que para Pasadena refinar o petróleo grosso brasileiro seria necessário investimento brutal em adaptação da refinaria e (b) havia duas cláusulas contratuais que, a grosso modo, gerava a obrigação de a Petrobrás comprar a parte das ações da outra empresa que permanecia sócia do empreendimento.

Isso gerou uma demanda judicial nos EUA e a Petrobrás foi obrigada a pagar uma fortuna à outra empresa que preferiu usar seu direito de venda quando viu boa oportunidade financeira para isso. A conta total saiu em um bilhão de dólares (compra da parte da empresa belga e condenação judicial a comprar a outra metade de ações da empresa sócia remanescente)!! Assim, mesmo com operações mensais lucrativas, a necessidade de investir pesado em adaptação para refino do petróleo brasileiro de baixa qualidade, junto com a necessidade de investir nas refinarias aqui e na exploração do pré-sal, acabaram evidenciando que, hoje, não interessava à Petrobrás continuar lá e daí a venda. Resultado final: foi lançado contabilmente prejuízo de 500 milhões de dólares com toda essa operação.

E então?

Gente, foi isso o que ocorreu. De quem é a culpa? do responsável pelo Resumo que induziu o Conselho em erro. E o que deve ocorrer? Sua demissão. Isso ocorreu na época, mas por pedido do PMDB, ele foi recolocado na vaga do PMDB na BR Distribuidora e virou presidente dessa empresa de´pois de ser demitido da área internacional da Petrobrás S/A. Duro e injusto e ficou mal para a imagem da empresa, claro, mas foi um problema político criado pelo PMDB, com uma fraqueza e anuência do PT, no caso, que deveria ter pedido outra indicação já que Cerveró tinha sido demitido.

E corrupção?

Vejam, encontraram dinheiro não declarado com Cerveró. Se foi o caso dele ou outro indicado político ou funcionário (o que duvido ter sido corrupto, que pague. Que se investigue. E todos os que estiverem beneficiados por uma má intenção e dolo neste negócio, que responda civil e criminalmente. Mas, por enquanto, ao meu ver, não dá pra colocar esse caso todo no colo da Dilma.. rsrsrs

Resultado?

Cerveró está sendo investigado, toda a operação está sendo investigada inclusive pela própria Petrobrás, através de sindicância instituída por Graça Foster. A Polícia Federal e o Congresso estão apurando. A Petrobrás teve prejuízo na operação de 500 milhões de dólares. Seu lucro anual continua superior a 20 bilhões de dólares. Ótimo. Esperemos as conclusões de investigações. Mais do que isso, pra mim, é palhaçada... não sei o que vocês acham. Houve um mal negócio e uma grande falha da área internacional, com identificação do responsável maior, e que gerou indução em erro do Conselho da Petrobrás à época da tomada de decisão. Tudo está e deve ser investigado pra apuração de responsabilidades e envolvidos.

O verdadeiro interesse brasileiro na construção do Superporto do Uruguai: estamos agindo como países ricos

Gente, gente... da forma como a grande mídia aborda o tema sobre construção de Porto de Mariel em Cuba e tratativas para construção do Superporto do Uruguai ambos com dinheiro do BNDES (o primeiro, com certeza, e o segundo a título de especulação com possibilidades de concretização), é natural que haja reação negativa da sociedade... mas essa abordagem esconde a realidade dos fatos e vamos explicar a nossos leitores os reais interesses brasileiros até mesmo no Superporto Uruguaio, que concorrerá, sim, com portos brasileiros, principalmente do Sul do País.

Eu sei que você pode não estar acompanhando, porque não há publicação da grande mídia neste sentido, mas o Brasil, nos últimos doze anos, ou se preferir, 20 anos, contanto com o período de gestão do Fernando Henrique, não é mais o Brasil anterior a este período. Nós agora, e isto, sim, muito principalmente por conta da guinada política dos últimos doze anos, durante o governo petista (por mais que a elite social queira resistir a essa idéia.. rsrsrs), estamos desenvolvendo múltiplas políticas de autonomia nacional e regional. Múltiplas. Todas alçando o Brasil ao papel de um interventor no futuro nacional e regional. Todas alçando o Brasil à condição de protagonista de seu próprio futuro e do Mercosul e América do Sul.

Sendo assim, a claque de direita, americanófilos, eurocentristas, partidários da internacionalização financeira e a parte da elite brasileira desinformada (ou bem informada demais... rsrsrs) que está acostumada a incentivar um Brasil "papagaio-de-pirata" dos países ricos, que sempre atua a reboque (e de preferência de idêntica forma) do que fazem os países ricos terá de se esforçar para conviver com um país que tenta ser protagonista de sua própria vida. E aqueles que somente estão sendo conduzidos pela grande mídia a não entender o que se passa, deverão fazer um pequeno esforço e procurar fontes de informação alternativas, como a deste Blog Político e Econômico para entender os verdadeiros interesses brasileiros por detrás de novos passos, novos atos, novos movimentos desse novo e autônomo Brasil que surge para garantir uma vanguarda que crie oportunidades de nos enriquecer, assim como o protagonismo americano e europeu os enriqueceu e enriquece.

Dentro desta perspectiva de um Brasil mais autônomo, temos de entender que onde americanos e europeus não atuam, há oportunidade de negócios para o Brasil, que devem ser perscrutados o quanto antes e concretizados o mais rápido possível, justamente para não perder estas oportunidades para os americanos e europeus, ou mesmo para o s chineses. Por isso, quando os EUA invadiram o Iraque, sem aval da ONU e do Conselho de Segurança, ou quando a França avançou sobre a Líbia, em desacordo e contra determinações da ONU e Conselho de Segurança, o Brasil se aproximou dos países do Oriente Médio e abriu diversos canais de negociação e oportunidades comerciais a partir da demonstração de conduta mais respeitosa e pacífica.

Da mesma forma, estamos avançando sobre a África, garantindo oportunidades para eles, com realização de cooperação técnica em diversas áreas que os beneficiam (agricultura, energia, saúde, educação), e abrindo portas comerciais de todas as áreas para expansão d nosso comércio e de nossa indústria, em benefício mútuo. A falta de prioridade do capital internacional a estas áreas garante oportunidade para que esses povos deixem de apoiar-se em capital e ofertas mais imediatas dos americanos e europeus e nós tenhamos a oportunidade de nos apresentar e apoiar seu desenvolvimento da forma mais irmão e humana que sempre fazemos, criando também oportunidades de negócios para o Brasil assim como sua projeção internacional.

E o mesmo se diga em relação ao Mercosul e à América do Sul. A expansão da nossa indústria não está sendo feita exatamente como americanos e europeus fizeram, via endividamento com FMI e criação de vassalos econômicos que devem perder sua soberania econômico-financeira para facilitar a invasão de empresas americanas e européias (credores do FMI) sobre o mercado interno do País que aceitou a ajuda financeira do FMI ou Banco Mundial. Nós, brasileiros, observamos oportunidades de negócios, de investimento em infraestrutura do país do Mercosul e da América do Sul, principalmente aquele investimento que cria sinergia com nossas necessidades de infraestrutura e de comércio, e criamos o planejamento financeiro e a sinergia para que esses investimentos e obras ocorram, beneficiando mutuamente Brasil e o país do Mercosul e da América do Sul. Essa forma de atuar é benéfica a todos nós e é a concretização da política de crescimento autônomo do Brasil.

E qual o principal instrumento dessa política? O BNDES, o Banco dos Brics (ainda em formação) e o FOCEM (Fundo de investimentos mútuo do Mercosul), dentre outros programas de investimento e financiamento de exportação de serviços e bens produzidos no Brasil. É preciso ter dinheiro e investi-lo para que essas pontes negociais ocorram. E nós estamos aplicando instrumentos que já existem (BNDES e FOCEM) e construindo outros (Banco dos Brics e programas específicos para cada país destinatário de investimentos e financiamentos de exportação de serviços e bens produzidos no Brasil).

Neste contexto, observe, Cuba não recebe investimento dos EUA e Europa... mas tem grande potencial de comércio, e tinha projeto de construção de um grande porto. Aí te pergunto, por que deixar Cuba pegar emprestado com Venezuela, França ou outro país qualquer, pagando juros a este país financiador e comprando serviços de engenharia e produtos para o Porto de Mariel deste outro país financiador ao invés de pagar juros a nós, ao BNDES, ao mesmo tempo em que exportamos serviços de engenharia, produtos e mão-de-obra especializada e cara brasileira? Não há a mínima razão para deixarmos esta oportunidade para outros.

Da mesma forma o Superporto do Uruguai. Veja, Uruguai não é vassalo do Brasil nem de ninguém. Uruguai tem seus próprios projetos de desenvolvimento. Aí te pergunto de novo: o que impede o Uruguai de obter financiamento para seus projetos de desenvolvimento estrutural nos EUA, Europa ou FMI ou Banco Mundial? Nada. Nada não... mas estar comprometido com um projeto internacional autônomo, o Mercosul. Então, com auxílio técnico do Mercosul e financiamento especial do Fundo do Mercosul, com auxílio do BNDES, se for necessário, o Uruguai poderá construir seu Superporto com dinheiro que em parte será do Brasil, em parte da Argentina, em parte do Paraguai e do próprio Uruguai, pagando juros a estes países, ao invés de a europeus e a americanos, e contratando serviços e bens produzidos nesta região para a construção deste superporto. Que mal há nisso?!?!

Há que se entender o que está ocorrendo que nunca aconteceu antes. Senhores e senhoras, estamos agindo como países ricos. Por favor, não impeçam que isso ocorra. Quando agimos como países ricos, ficamos com o juros do empréstimo, com a venda dos serviços e com a venda de produtos produzidos no Brasil, criando emprego de qualidade para brasileiros, lucros para empresas e arrecadação para o Estado!! Por quê a mídia ataca cada oportunidade de negócio autônomo em que nos inserimos como protagonistas mundiais?!?!?!?! Doentio derrotista... ou antipatriótico... fico na dúvida.

E mais, o BNDES tem muito dinheiro... mais de três vezes o Banco Mundial... o investimento feito na exportação de serviços de engenharia brasileiros, como no caso de Mariel e talvez agora do Superporto Uruguaio, não impede investimentos em portos e aeroportos aqui. O que impede estes investimentos é a falta de realização e apresentação de projetos privados ou públicos desta natureza ao BNDES!!! Observem que o Porto de Açu, de Eike Batista, foi apresentado ao BNDES, mas quais mais projetos de portos brasileiros foram apresentados e que estão "na fila" sem aprovação no BNDES? Que eu saiba, nenhum!!

Então senhores, é mentira que há priorização de projetos de infraestrutura no exterior em detrimento aos que aqui existem, simplesmente porque os que existem no Brasil têm o dinheiro e estão financiados. O que se precisa no Brasil é de mais analistas públicos pra efetuarem mais projetos de infra-estrutura e mais ousadia da área privada em gastar dinheiro fazendo outros projetos(porque isto custa caro) pra apresentá-los ao BNDES para aprovação. Mas o que a área privada faz? Ela espera que o governo faça os projetos (e tenha esse gasto) e aguarda a licitação para executar o projeto do governo. Assim, é mais cômodo e devagar, não?

Mas o importante é que não havendo projetos a serem aprovados, mesmo que haja enorme necessidade de projetos e outros planos e necessidades vislumbrados mas não transformados em projetos para se apresentar ao BNDES, não adianta chorar porque outros projetos em outros países estão sendo viabilizados. Se há dinheiro no BNDES e no FOCEM que existe para financiar este tipo de obra do Superporto do Uruguai, por que não aplicar tais verbas e aumentar o dinheiro obtido por empréstimos e ainda criar oportunidade de exportação de serviços e bens produzidos no Brasil??!

Agora, isso exige, sim, que o Brasil corra com seus próprios projetos de melhorias em seus próprios portos e esperamos que a área privada apresente seus projetos, financie-se no BNDES ou mesmo no FOCEM e realize seus investimentos, não só dependendo do Governo, pois nossa área privada é grande o suficiente para isso (e gosta de dizer que é o líder e condutor do desenvolvimento nacional, não é?).

E a construção de um grande porto tão próximo do Brasil é bom para a economia do Brasil.. já sabe que pode haver facilitação de escoamento da produção brasileira de grãos... bom, se o pessoal brasileiro dos portos não quer investir, que pelo menos o pessoal brasileiro produtor de grãos tenha a opção de não perder contratos com chineses por conta disso.

Da forma que vejo, o Brasil ganha de todas as formas com o financiamento do superporto do Uruguai: realiza um projeto regional (Mercosul e demonstração de parceria em desenvolvimento dos parceiros e da região), financia mais uma exportação de serviços de engenharia e de bens produzidos no Brasil, obtém juros de tais empréstimos que aumentará o cacife e lucros do BNDES para outros investimentos em infra-estrutura no Brasil ou fora dele, cria opção de escoamento da produção de grãos, que encarece com o gargalo logístico rodoviário-ferroviário-hidroviário-portuário atual no Brasil e justamente cria a competição (que tanto gostam os do mercado.. rsrsrs) para que os portos brasileiros se mexam para viabilizar mais projetos, mais financiamentos e mais construções que os capacitem a prestar mais e melhores serviços, inclusive pressionando parceiros e o governo para melhorar a malha rodoviária, ferroviária, hidroviária e de portos no Brasil.

Por favor, vamos enxergar o que ocorre com os olhos de quem constrói um Brasil autônomo e forte e não com os olhos de quem quer um Brasil lacaio e a reboque de protagonistas europeus e americanos. vamos nos acostumar a pensar como ricos... é difícil, eu sei, mas se não tentarmos e executarmos, nunca ocorrerá.

p.s.: texto revisado e ampliado.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Intervenção do Estado e Políticas de transferência de renda diminuem pobreza infantil na Europa

Isso é para que estejamos atentos à realidade dos fatos. Isto é para que estejamos atentos ao que pode vir a ser chamado de populismo. Isto é para que estejamos atentos para o que realmente faz diferença na diminuição da pobreza. E isto é para que se aprenda de uma vez que o Estado Mínimo é prejudicial à qualidade de vida do país que o adota.

Na publicação de uma página, no Jornal O Globo de hoje, 16/04/2014, sob o titulo "Infância perdida", resta patente que a diminuição da pobreza infantil da Europa anda de mãos dadas com uma maior intervenção do Estado e políticas de assistência social e transferência de renda, além do emprego.

Veja os trechos que selecionei:

"O que diferencia o nível da pobreza infantil nestes países (europeus), segundo a Save the Children, é a eficácia da intervenção do Estado, além de emprego. Estão melhor, diz a ONG, os países onde o Estado interveio e fez transferências sociais específicas para beneficiar famílias e crianças. Por exemplo, governos como Eslovênia, Áustria e Holanda (países melhores ranqueados na diminuição da pobreza infantil junto com Alemanha e Nórdicos) adotaram ´varias medidas para apoiar famílias: habitação social, acesso a emprego, salário mínimo, auxílio-desemprego, apoio fiscal e à infância e aos mais vulneráveis."

"Historicamente, diz o estudo, países nórdicos têm uma baixa proporção de crianças e adolescentes em situação de pobreza, por conta de anos de políticas que favorecem o emprego de alta qualidade, em especial o feminino, além de ajuda social do Estado generosa e "muito eficaz"."

Não há definição do que ou de como é uma política de transferência de renda "muito eficaz".. rsrsrs... mas a questão ficou clara: não foi o mercado que resolveu a pobreza infantil; não foi menos Estado que resolveu a pobreza infantil... FOI MAIS ESTADO, TRANSFERÊNCIA DE RENDA E EMPREGO, "ALÉM DE AJUDA SOCIAL DO ESTADO GENEROSA E MUITO EFICAZ".

Finalmente há uma publicação deste nível no Jornal O Globo, defensor do Estado mínimo. Espero que esteja mudando, para dar enfoque no que é melhor para a sociedade e não para o que é melhor para um grupo que defende Estado mínimo, que não interessa ao Brasil, sob qualquer aspecto que tenhamos analisado.

Último trecho destacado: "Qualidade de vida é frequentemente citada como grande vantagem do modelo social europeu em relação ao americano, por exemplo."

O que nós dizemos nesse Blog desde o início de seu trabalho?!?!?!

Quatro anos depois você tem este tipo de notícia em jornal da Grande Mídia confirmando para você que seguir o modelo americano é uma opção contrária a quem deseja perseguir melhor qualidade de vida para a população brasileira.

Com este tipo de informação, chamo você, leitor e seguidor, a constatar e a ponderar sobre as políticas de transferências em execução no Brasil. Pense também sobre a política implantada pelo PT de aumento anual de salário mínimo à base de correção da inflação mais o crescimento do PIB de dois anos anteriores, que acabará em 2015. Verifique,ainda, que as medidas adotadas para manter emprego e crescimento, mas principalmente emprego, gerando, mesmo durante a crise, mais de um milhão de empregos anualmente foi importante para que mantivéssemos uma receita que funciona na Europa. Mas o mercado chegou a publicar em Jornal que o ideal seria cortar emprego mesmo, para conter inflação!!!! Criminoso...

Assim, mais uma vez, temos o prazer de constatar para você muito antes da grande mídia, e com absoluta coesão e congruência informativa, que nossas posições estão de acordo com a melhor teoria e melhor prática de análise da dinâmica social e econômica de um país, com o objetivo de se perseguir e alcançar o máximo de qualidade de vida à população brasileira.

Nosso compromisso é com você e com a qualidade de vida de sua família. E estamos no caminho certo. No próximo artigo destilaremos a verdadeira estratégia para o enriquecimento do brasileiro, usando um instrumento que é seu mas que o brasileiro não sabe: O Estado Brasileiro. O enriquecimento do brasileiro significa de todo brasileiro, ao mesmo tempo, rico, da classe média e pobre. Isso é possível, mas por egoísmo, grupos de interesse impedem o crescimento de todos e procuram políticas que só enriqueçam a si, em detrimento de todos os demais. Aguarde.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Eduardo Campos e Marina Silva revigoram o debate político para a Presidência da República

É, senhores e senhoras. Ótima notícia a definição da chapa à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos e Marina Silva. É uma promessa de renovação no debate eleitoral presidencial, com qualidade e força, tirando o brasileiro do dueto obrigatório PT x PSDB. E melhor ainda, ampliando possibilidades de esquerda, para um Brasil de hoje carente desta visão.

A esquerda senhores, não é o que a grande mídia tenta rotular com artigos e mais artigos de Rodrigo Constantino com uma visão preconceituosa de esquerda... a esquerda vê o social. Seu interesse é fundamentalmente a melhora da condição de vida do pobre e do trabalhador. Isso não exclui o mercado somente o coloca como instrumento da realização do bem social e não como totem a ser reverenciado no matter what. 

Então, para aqueles que não são psdbistas de carteirinha ou liberais e amantes do Estado Mínimo, agora há saída: Eduardo Campos e Marina. Tudo bem que querer ampliar o Programa Bolsa Família, à falta de melhores explicações pode parecer populista. Mas diminuir Ministérios não. Essas são duas propostas já apresentadas de forma superficial e imediata pela pré-candidatura de Eduardo Campos e Marina.

Para ampliar o Bolsa Família, talvez fosse melhor focar numa continuidade de valorização do salário mínimo; sempre com responsabilidade fiscal, tanto em relação ao INSS quanto em relação aos Municípios mais pobres para os quais salário-mínimo é grande despesa. Mas o debate sobre o que fazer para se acabar ou diminuir drasticamente a pobreza e seus maléficos efeitos sobre a vida do cidadão brasileiro e da sociedade é completamente apoiado pelo Blog Perspectiva Crítica.

É interessante ainda esta opção de candidatura porque a alternância do poder é essencial ao fortalecimento da democracia. Apesar de que o Partido Trabalhista inglês ficou 20 anos no Poder na Inglaterra e foi o período de melhor distribuição de renda daquele país. Por isso o importante é sempre o projeto de governo. Nós precisamos, na visão do Blog, de projetos de continuação da diminuição da pobreza, melhora da educação e saúde, para que um dia tenhamos o padrão de vida europeu. É totalmente possível. Não falta dinheiro ao Brasil para isso. Falta projeto de governo, vontade política, determinação e compromisso com um projeto de Nação Brasileira que não privilegie o mercado ou oligarquias familiares ou empresariais e principalmente financeiras de índole internacionalista.

Projeto de governo, vontade política e determinação com projeto de Nação Brasileira que não privilegie o mercado, o PT de Dilma mostrou que tinha (projeto que não privilegie famílias e oligarquias é tarefa árdua.. rsrsrsrs.. os EUA é a maior e mais poderosa oligarquia existente no planeta.. mas a alternância arrefece o poder de famílias influentes e oligarquias) . As melhoras econômicas e sociais foram gigantescas durante quase 12 anos do PT. E entre a manutenção deste projeto atual e do projeto do PSDB, por enquanto, o Blog Perspectiva fica com o projeto do PT, pois diminui pobreza, diminui desigualdade regional e promove crescimento do PIB, ainda acima do de EUA, Japão e Europa, com mais qualidade do que o crescimento de emergentes e mesmo dos países ricos, já que com controle inflacionário (ultimamente perto do limite da meta) e com responsabilidade fiscal (diminuição relação dívida/pib anualmente alcançado).

Então, se o embate PT x PSDB nada traria de novo e provavelmente ocorreria a re-eleição de Dilma, inclusive com o apoio deste Blog, vemos a candidatura de Eduardo Campos e Marina como algo novo com potencial de criar real debate sobre projetos viáveis e interessantes ao País. Esta candidatura traz músculos ao pleito eleitoral presidencial deste ano.

E dizemos mais: na nossa opinião um segundo turno entre Dilma e Eduardo Campos pode sim criar risco para Dilma, pois os psdbistas, em tese socialistas liberais, podem votar no PSB, mas o contrário pode ser mais difícil, pois quem vota no PSB, a não ser que seja pedido por Campos e Marina (e mesmo assim...), têm dificuldade de votar no PSDB, pois todos sabem que este partido defende o Estado Mínimo e Estado Mínimo é menos serviço público, menos servidores públicos e menos salários para esses servidores. Ora, se educação pública e saúde pública depende de servidores professores e médicos, e se a qualidade depende também de bons salários, como o brasileiro de classe média e média-baixa pode votar em projeto que retira oportunidade de emprego de qualidade (concurso público), piora o serviço público de educação e de saúde e o remete a pagar cada vez mais para escolas privadas caríssimas e planos de saúde caros que não prestam atendimento médico?!?!

Então, senhores, ainda trataremos muito desse tema das elições presidenciais, mas o Blog Perspectiva Crítica se regozija com essa novidade eleitoral da pré-candidatura efetiva de Eduardo Campos e Marina, saúda-os, e deseja-lhes sorte.

Ainda não sabemos todos os projetos anunciados. Mas a princípio, esta dupla tem o voto do Blog Perspectiva Crítica em primeiro turno; até para garantir segundo turno com Dilma e debate eleitoral de qualidade e com vertente que interesse para o enriquecimento da população brasileira e do incremento da qualidade de vida do brasileiro que anda de mãos dadas com a melhora da prestação do serviço público brasileiro. Vamos ver se há mudanças até lá.

p.s.: E veja, essa candidatura traz grandes novidades. tem apoio do PPS, partido sério, e não tem apoio do PMDB ou do DEM, duas forças das oligarquias nordestinas e em todo o País. E mais, retira a Presidência da ocupação reiterada de representantes originários, de berço ou de legitimação política, de São Paulo, Sudeste ou Sul. Seria uma dupla do Norte-Nordeste. É interessante essa proposta, apesar de que o governo do PT fez muito e muito pelo Norte e Nordeste. O exercício do Poder por legítimos representantes dessas regiões seria interessante pela perspectiva política, democrática e federativa. E por fim, a proposta de ampliação de Bolsa Família pode ser populista ou não, depende de como será apresentada. Alterando definitivamente a pobreza e não alimentando assistencialismo, pode. A princípio o Blog não vê problema em ampliar Bolsa Família, dependendo de como, pois se 300 bilhões de reais podem anualmente pagar títulos da dívida, e hoje somente 20 bilhões anuais vão para o Bolsa Família, amenizar a pobreza de 14 milhões de famílias brasileiras em extrema pobreza, parece que o benefício social de até dobrar esse investimento social, que faz diferença na economia do interior, não parece absurdo. Mas aumentar salário mínimo (junto com crescimento econômico e emprego) parece mais interessante, pois incentiva o trabalho e a responsabilidade, educando, talvez melhor, aqueles que recebem um salário mínimo digno do que aqueles que recebem Bolsa Família, pelo só fato de que trabalhar para receber o dinheiro é mais digno e educativo.

sábado, 12 de abril de 2014

Crítica do Blog Perspectiva Crítica obtém resposta informativa do Globo no dia seguinte

A posição adotada pelo Blog Perspectiva Crítica, em 11/04/2014, em relação à crítica do artigo intitulado "Diretora do IBGE sai após pesquisa parar" e publicado no Globo de 11/04/2014, foi confirmada no dia seguinte, hoje, em artigo on line do Jornal O Globo intitulado "Eu me responsabilizo pessoamente pela decisão", diz presidente do IBGE.

Observe o trecho que selecionamos:

"A saída de Marcia Quintslr da diretoria de Pesquisa detonou uma crise institucional inédita no IBGE. O que aconteceu?
A percepção de que nunca se viu uma situação tão delicada é porque nunca nos deparamos com um problema tão delicado. Temos de atender à Lei do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Eu me responsabilizo pessoalmente pela decisão de alterar o cronograma da Pnad Contínua. Mas estou certa que fizemos, eu e a maioria do conselho diretor, a melhor opção para preservar o IBGE e também a pesquisa. A coleta vai continuar."

Acesse a íntegra do artigo informativo publicado pelo Globo sobre o assunto em: http://oglobo.globo.com/economia/eu-me-responsabilizo-pessoalmente-pela-decisao-diz-presidente-do-ibge-12176527


Restou evidente que o artigo criticado por nós ontem estava ruim no enfoque do título e incongruente tal título em relação ao conteúdo. O artigo de hoje põe a infomação em termos razoáveis e responsáveis.

A presidente do IBGE disse que a decisão foi da maioria da Diretoria, e não houve intromissão de Brasília. Disse que a PNAD Contínua teve uma falha com falta de dados essenciais sobre renda domiciliar, o que prejudicava a distribuição de valores do Fundo de Participaçao dos Estados. Ela esclareceu que o IBGE só se deu conta da falta desses dados quando foram questionadas por poítcos no Senado sobre essa nova pesquisa. E ficou patente que a pesquisa não parou coisa alguma; ela será complementada.

Antes tarde do que nunca, o Globo corrige a informação indutiva do dia anterior, devidamente criticada pelo Blog Perspectiva Crítica, e restaura a verdade dos fatos através da publicação, no dia seguinte à nossa crítica, através da publicação de artigo verdadeiramente informativo, coeso e coerente.

Esse tipo de resgate da verdade é muito importante. Jornais podem errar. Jornais podem errar, também, em virtude de uma postura da redação sobre os fatos e sobre a linha editorial (a qual inclui propensão contra ou a favor de grupos de interesse e partidos.. isso não é ilegítimo). O ideal seria que a informação tivesse sido publicada friamente e informativamente desde o início, sem precisar de informações corretivas posteriores... mas antes assim do que o jornal não dar o braço a torcer, continuar orgulhosamente com uma linha equivocada de perspectiva dsobre os fatos, desinformar a sociedade e colocar sua credibilidade em risco perante a sociedade.

Ficamos satisfeitos com essa nova publicação e aconselhamos sua leitura aos que pretendem entender a realidade dos fatos por trás da não divulgação a partir de maio de 2014 dos dados da Pnad Contínua e postergação dessa divulgação por um ano ou mais, bem como para quem quiser entender os motivos reais da saída da Diretora, que nada teve a ver com parada de pesquisa  (o que não ocorreu) e nem com pressão de governo, mas uma decisão de diretoria pela qual a presidente do IBGE se responsabiliza pessoalmente.

Importante, ainda, salientar que a presidente do IBGE diz que pesquisas mais rápidas e melhores seriam possíveis se houvesse mais funcionários.. como todo o funcionalismo público, o IBGE sofre de falta de funcionários... e por isso, a sociedade terá de esperar mais oito meses a um ano e meio para ter informações quepoderia ter ainda antes da eleição!! Veja a perda em serviço público que a falta de funcionários causa à sociedade.

É isso.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Mensalão do DEM é 7 vezes maior do que o do PT: R$729 milhões de reais.

Foram aceitas denúncias contra o ex-governador José Roberto Arruda, do partido DEM, por desvios de valores públicos, corrupção passiva, ativa e outros crimes, e contra mais dezesseis pessoas, pela Justiça Criminal Federal de Brasília.

Acesse mais sobre essa informação em http://oglobo.globo.com/pais/justica-aceita-denuncia-do-mensalao-do-dem-no-distrito-federal-12163721

Mas o que queremos chamar a atenção aqui é que o valor que as ações criminais pretendem ver ressarcido aos cofres públicos é de R$739.528.912,10. O valor do mensalão do PT envolveu em trono de não mais do que 130 milhões, segundo dados no wikipédia sobre o Mensalão Petista.

Acesse http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_do_Mensal%C3%A3o

Sendo assim, apesar de a Mídia não publicar muito, sobre o mensalão do PSDB de Eduardo Azeredo que aguarda o relatório do Ministro Barroso do STF e nem sobre o Mensalão do DEM, que é também da oposição e da base de apoio do PSDB, fora a corrupção de doze anos em governos subsequentes do PSDB em São Paulo, envolvendo o Metrô paulista, o valor do Mensalão do DEM, na verdade, é muitíssimo mais relevante em valores do que o Mensalão do PT; falamos de um prejuízo ao Erário sete vezes maior do Mensalão do DEm contra o Mensalão do PT (que tinha um conteúdo grave de subversão de Poder e projeto de Poder, tudo bem..).

Mas considerando o valor envolvido, o prejuízo ao Erário, não deveria o Mensalão do DEM ser publcado sete vezes mais do que o Mensalão já resolvido, com condenados e presos, do PT? O que você, leitor, acha? Por que a mídia continua publicando sobre o Mensalão do PT e não publica sobre os Mensalões do PSDB e do DEM que não geraram a prisão de um político sequer destes partidos e envolvendo valores maiores? Isso é ser isento? Isso é informar ou induzir a população? Isso é ajudar a democracia e a Justiça ou é sublinhar e apoiar um partido ou um grupo de interesse contra a verdadeira informação que deveria ser publicada à sociedade? È essa a função de uma mídia que se queira apresentar como informativa da sociedade? Publicar maciçamente sobre um Mensalão já resolvido, caçando inclusive seus condenados para ver se sua execução de pena está correta ( o que é bom e não é demérito algum) e mais importante do que publicar sobre dois outros Mensalões de dois grandes partidos brasileiros que ainda não deram em nada e em nenhuma condenação?

Ficam aqui estas questões para se avaliar a isenção da Mídia de Mercado e seu compromisso com a Democracia e com a Justiça. Parece que a Mídia de Mercado também apoio um projeto de Poder e a determinados partidos. Isso não seria ruim, se fosse declarado pela Edição do Jornal que assim o é. Mas do jeito que a Mídia de Mercado se apresenta como isenta e favorável à "sociedade" e nõa a alguns partidos ouy grupos de poder, redunda em mentira e desinformação em massa.

Fica aqui nossa denúncia, com votos de que a Mídia de Mercado ou se declare a favor de patidos e grupos de interesse (isso ocorre na Inglaterra e EUA, por exemplo), ou seja mais isenta na escolha de informação a ser publicada à sociedade, dando relevo proporcional à importânica de fatos considerados, uns em relação aos outros, seus reais reflexos e contornos políticos, morais, éticos, sociais, econômicos, fiscais e financeiros para o País. No caso dos mensalões do PT, DEM e PSDB, não houve essa congruência informativa e nem o respeito à relevância e situação específica de cada caso, em prejuízo à sociedade sobre os Mensalões do DEM e do PSDB, em face da ótima cobertura do caso do Mensalão do PT.

Crítica ao artigo "Diretora do IBGE sai após pesquisa parar", publicado no Jornal O Globo

Sim, já estamos em campanha presidencial. O título do artigo publicado na página 27, do Jornal O Globo de 11/04/2014, é prova disso. O título correto, para que houvesse congruência entre o título e o teor da matéria do artigo, deveria ser "PNAD CONTÍNUA PODE CONTER FALTA GRAVE".

A nova pesquisa do IBGE sobre desemprego é mais ampla e melhor do que a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que só pesquisa o desemprego nas 5 maiores metrópoles do País. Entretanto, a Pnad Contínua está com a falta de um dado essencial: o dado "rendimento domiciliar per capita" está com grande defasagem de margem de erro entre Estados. Por exemplo, a margem de erro desse dado para São Paulo está em 6% e para o Acre está em 16%.

Só que esse dado influencia na divisão de valores do Fundo de Participação dos Estados. E não se pode admitir a alteração desses valores para os Estados com essa desigualdade de margem de erro e ainda neste nível tão elevado de margem de erro.

Os dados da Pnad Contínua seriam divulgados em maio de 2014, perto das eleições, informando um índice de desemprego maior (7,1%) do que informa o PME (5,6%). Nesse particular, o governo saiu beneficiado, mas não houve, como toda a página 27 do Jornal O Globo parece apontar, a partir de títulos de seus artigos, um movimento de governo para extirpar uma pesquisa ou para expulsar a diretora que fazia uma pesquisa que prejudicava a imagem do governo. Essa é minha leitura.

No próprio artigo foi mencionado que após grande debate da Diretoria, o IBGE, ao contrário da opinião da Diretora, resolveu não divulgar os dados com essa incongruência por dois motivos: para não perder credibilidade junto à sociedade e para não criar problemas inclusive jurídicos em relação à distribuição de valores do Fundo de Participação dos Estados.

Então, senhores, isso é mais do que motivo para realmente se consertar a pesquisa no dado que falta e depois, sim, divulgar os dados.

Pecou a publicação em dar relevo à saída da Diretora, ao invés de focar no erro que existe na Pnad Contínua. Nossa opinião. Mas essa abordagem é típica da mídia de mercado que quer a oposição (contra o que nada tenho, devo dizer, a princípio, apesar de ver Eduardo Campos e Dilma, hoje como opções melhores). Só deixamos patente o fato para evitar a indução errônea da leitura de nossos leitores e seguidores.

p.s.: importante ainda notar que a pesquisa do Pnad Contínua não parou, mas está sendo corrigida e seus dados seriam divulgados a partir de 2015, após a correção. Então parece que o título até informa erroneamente um fato inexistente.

p.s.2: texto revisado e ampliado.