quarta-feira, 20 de maio de 2015

Crítica ao artigo "Lewandowski e a conta do supermercado", de Ricardo Noblat

Raramente esse Blog tem o Ricardo Noblat como sujeito de críticas e comentários. Por quê? Dificilmente apresenta argumentos profundos ou que denotam algum conhecimento maior sobre o que escreve. Suas intervenções são no máximo aquelas que se legitimam dentro de limites de argumentação que encontrarão boa acolhida no senso comum. Nada mais. Mas desta vez, como o tema sobre o qual resolveu discorrer é grave, e mais uma vez cometeu atrocidade informativa contra cidadãos e o Judiciário, temos que, por dever informativo, criticar o artigo e expor ao nosso leitor as razões do aumento que o Judiciário pretende para seus servidores em torno de 50% com o Projeto de Lei 7290.

Noblat criticou que Lewandowski esteja defendendo o aumento dos analistas e técnicos do Judiciário da União, porque segundo Noblat em seu "profundo" artigo: "O Poder Judiciário não é famoso por pagar mal. Pelo contrário. Paga bem, oferece benefícios diretos e indiretos e segurança no emprego." Noblat também disse que que o aumento querido pelo Lewandowski vai contra o ajuste fiscal pretendido pela Dilma. E que tem impacto de 25 bilhões, que sabemos ser de acordo com cálculos do Ministério do Planejamento, leia-se Nelson Barbosa. Acesse a íntegra do artigo em http://noblat.oglobo.globo.com/meus-textos/noticia/2015/05/lewandowski-e-conta-do-supermercado.html

Primeiramente, o impacto seria de 10 bilhões de reais, ao final da implantação do aumento, sendo que no ano de 2015, seria de 1,5 bilhão, já que o aumento seria parcelado, segundo os cálculos do Sindicato dos Servidores das Justiças Federais do Rio de Janeiro, do qual integro a mesa diretora. Este estudo foi o que embasou a proposta apresentada pelo Supremo Trinual Federal, após as análises do próprio STF sobre o tema.

Em segundo lugar, observe, o Noblat não perguntou o porquê de Juízes estarem preocupados em conceder aumentos aos servidores com o mesmo dinheiro do Orçamento do Judiciário (é sabido queo pior da ignorância é nem mesmo ter dúvidas), mesmo sabendo que, ao aumentar valores para servidores, diminui dinheiro disponível para Juízes. Sim, porque Noblat, o iluminado, nem sequer deve saber que o Orçamento do Judiciário nada tem a ver com o Orçamento do Executivo. A independência dos Poderes depende da independência orçamentária que na prática ainda não existe, mas já foi objeto de reclamação de vários Presidentes do STF e também o é do atual Presidente Lewandowski. Voltaremos a questão.

Mas então, por que o altruísmo dos Juízes? Senhores, pelo simples fato de que o nível dos servidores do Judiciário é alto. No Rio de Janeiro, a classe de analistas no Judiciário da União conta com 75% a 90% de seus quadros com pós-graduação, dependendo da Justiça de que falamos (Militar, Eleitoral, Federal ou Trabalhista). O quadro dos técnicos, que deveriam ter somente segundo grau e desenvolver atribuições simples de apoio, conta com quase 100% de pessoas formadas e em torno de 50% de pessoas pós-graduadas. E suas atribuições atuais estão totalmente incompatíveis com a realidade e cada vez mais desenvolvem atividades mais complexas e intelectuais, principalmente quando se fala de processos eletrônicos, em que as atividades mecânicas de juntada de petição, numeração de páginas processuais e arquivamento de processo são feitas automaticamente pelo sistema de informática do Judiciário.

Isso foi possível por causa da valorização do salário dos últimos doze anos garantindo devolução de perdas inflacionárias históricas e atratividade de novos pretendentes aos cargos públicos e manutenção daqueles servidores que estavam nos cargos. A aprovação do Plano de Cargos e Salários que previa pagamento de adicional por especialização também contribuiu para o incentivo à especialização dos funcionários e para a manutenção dos mesmos em seus cargos até o momento. Então, observem, a política de recursos humanos implementada até agora pelo STF e Tribunais Superiores, que inclui política remuneratória e gestão de carreira, foi importante para a manutenção e aperfeiçoamento dos serviços prestados à população até o momento, inclusive com aumento de produção e solução de processos por todo o Brasil. Noblat não comentou isso.

Entretanto, hoje esses bons servidores têm em 14 carreiras públicas, em relação a cargos que desenvolvem atribuições análogas às suas, oportunidades de carreiras que pagam até 50% a mais do que lhes é pago... veja a coincidência dos números.. o que também não chamou a atenção (e o que, afinal, chama?.. rsrs) do conhecedor de causas públicas, Noblat. E por esse motivo o Supremo Tribunal Federal e Tribunais Superiores pedem aumento de 50% para seus funcionários: para que haja isonomia salarial entre diversas carreiras públicas e o Judiciário pare de perder funcionários para carreiras do Executivo e do Legislativo. Noblat não lhe informou, mas há casos de pessoas que passam para o concurso de analista e técnico do STF, Tribunais Superiores e para todo o Judiciário da União e se negam a tomar posse porque já estão passando para outro concurso que paga mais. E nesse processo - entre ser chamado, não tomar posse e chamar outro candidato -, por vezes o prazo do concurso expira e é necessário fazer outro concurso, tendo o Judiciário que ficar sem a vaga preenchida por todo esse tempo, o que repercute em morosidade de prestação de serviço de distribuição de Justiça. Não é só muito recurso que atrasa processo. Pouco servidor também atrasa solução de processos, sabia, Noblat?

É por isso que mesmo cortando na carne do Orçamento do Judiciário, criando risco para reajustes dos Juízes, é que estes apresentaram proposta de aumento aos seus servidores. E aqui entramos em outro tema pincelado lá em cima neste artigo. Noblat comentou que o aumento proposto e defendido pelo Lewandowski vai contra o Ajuste Orçamentário pretendido por Dilma. Eu sei que Noblat não fez Faculdade de Direito. Nem sei sua formação. Mas Direito não fez. Mas, como jornalista, deveria saber que, a despeito de a história do País não chancelar a independência financeira do Poder Judiciártio perante os demais Poderes da República na prática, ao menos deveria ser defendido pelos jornalistas e por nós cidadãos que essa autonomia ocorresse, para que a institucionalidade democrática e republicana evolua em nosso País.

Noblat, o ajuste orçamentário que a Dilma, Chefe do Poder Executivo, pretende não pode ser feito em cima de verbas do Orçamento do Judiciário! Não sei se é grego para você o que escrevo. O que é exigível do Judiciário é que de seu orçamento de 6% o Orçamento da União faça o próprio Judiciário o superávit de 1,2%, compreende? Assim, se o Judiciário gastar 98,8% dos 6% que lhe são destinados por determinação da Constituição da República (e não pela Dilma, veja bem..), significa que o Judiciário fez sua parte. O Judiciário não pode parar ou deixar de gerir seu corpo de funcionários para que o Executivo gaste o dinheiro do Judiciário em outra coisa, mesmo que seja em Bolsa Família, porque essa não é a finalidade dos valores disponíveis ao Judiciário pela Constituição de 1988. Enquanto o Executivo tem seus gastos e investimentos a fazer, o Judiciário tem os deles, muito diferentes e igualmente importantes para a população que são criar Varas, Tribunais, informatizar processos, contratar servidores e Juízes e mantê-los interessados em suas carreiras e estimulados a alcançar metas.

Então, são importantes essas informações públicas a que você, leitor, deveria ter tido acesso para entender o porquê de os Magistrados estarem defendendo aumento de salário para seus servidores. Mas Noblat não fez isso para você. É mais fácil fazer a comparação falaciosa de que a necessidade de mais salário é para todos e para o cidadão simples que ganha menos do que o servidor do Judiciário também seria necessário tais aumentos. Mas, Noblat, primeiro, o cidadão simples não tem a média de educação do servidor do Judiciário, por isso ganha menos... e o Judicário não pode contar com esse cidadão simples para resolver e dar andamento a processos judiciais muitas vezes de alta complexidade. A comparação é rastereira, ignóbil, pueril e para mim, desprestigiosa do servidor do Judiciário, além de apartada das causas nobres e da necessidade do Judiciário para prestar seus serviços ao País, além de minimizar princípios democráticos e republicanos da independência e separação (incluindo a orçamentária) do Judiciário perante o Executivo.

Como sempre, triste manifestação superficial de Noblat, que seria ignorável se não chegasse ao cúmulo de criar desinformação em massa sobre tema crucial para a gestão do Judicário e para a defesa de sua independência em face do Executivo. Que ele seja mais feliz nos próximos artigos... mas isso é algo do que duvidamos muito, infelizmente.
P.s. de 20/05/2015 - Texto revisado.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Ferrovia Transoceânica x Canal do Panamá: Brasil, Peru e China se independem mais um pouco dos EUA

Senhores, impressionantemente a grande mídia mal fala no assunto. Houve uma publicação na Folha de São Paulo há uns cinco dias a uma semana e ponto. Entretanto, o tema é gigantescamente importante.

O Brasil fechou com a China e Peru termo para financiamento de uma ferrovia que ligará um Porto no Rio de Janeiro, passando por Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso e desembocando no Peru.Isso ligará o Atlântico ao Pacífico e será direto concorrente do Canal do Panamá, mudando a geo-política mundial em dimensões semelhantes ao que o Banco dos Brics fez com o FMI e Banco Mundial e também com o que a linha de transmissão de dados e voz que foi acordada para ligar diretamente o Brasil e a Europa fez com a exclusividade norteamericana na cessão de seu único cabo de transmissão de dados que ligava a América do Sul à Europa e ao mundo e vice-versa.

Os jornais não contam as alterações que o mundo está sofrendo mas nós fazemos isso para você. O Banco dos Brics foi criado porque na crise mundial de 2008 EUA e Europa, sem dinheiro, pediram para que os Brics, que estavam muito bem, colocassem dinheiro no FMI para que pudessem ser emprestados para suas economia, e assim ajudar a economia mundial. Brasil, Índia e Rússia aceitaram em botar 10 bilhões de dólares cada. China aceitou em botar 30 bilhões de dólares e a África do Sul colocaria entre 5 e 7 bilhões de dólares. Entretanto, em reunião entre si, os Brics decidiram exigir que em troca de mais valores investidos suas cotas fossem aumentadas e que seu direito a voto fosse respeitado na proporção dos valores que investiram além dos que já tinham investido. Adivinhem.. EUA e Europa negaram o direito a aumento de poder de voto. Rsrsrsrsrs. Assim, tendo se mobilizado a dispor de tais valores, os Brics reuniram-se e resolveram criar um banco para si próprios, em que respeitariam entre si a proportção de voto em relação ao valor aplicado. Assim se criou o Banco dos Brics e o FMI e Banco Mundial, EUA e Europa agora têm um concorrente mundial para financiamentos de desenvolvimento de economias mais fracas. O Banco dos Brics financiará e ajudará a expansão de exportação de produtos e serviços dos Brics em contraposição com o que o FMI e o Banco Mundial fazem com indústrias, empresas e bancos europeus, japoneses e norte-americanos.

A Ferrovia Transoceânica vem nesse contexto de mais independência, desenvoltura e poder de realização dos Brics. Como ação que há muito é interesse do Brasil, cortar o país de leste a oeste para escoar produção agrícola do interior do Centro-Oeste brasileiro, o Brasil conseguiu a promessa de financiamento dessa ferrovia pela China e finalmente o projeto fica viável. Além de ajudar na concretização do objetivo do Unasul e do Mercosul de expandir e integrar a logística da América do Sul e dar competitividadde à produção agrícola nacional, esta ferrovia enconotrou o interesse chinês de se ver independente dos EUA para alimentar 1,3 bilhão de chineses, além de obter uma opção de escoar seus produtos para a América do Sul ou para a Europa sem depender da autorização dos EUA em dar passagem pelo Canal do Panamá. Brasil, Peru, China e ao final, toda a América do Sul no entorno da ferrovia, em especial, se beneficiará desse acesso de um oceano ao outro, enriquecendo os locais por onde a ferrovia passar, criando novo corredor de riqueza e escoamento de produtos, ampliando a conectividade logística do Brasil com o mundo e de forma totalmente independente e provavelmente mais barata em va´rias hipóteses do que em relação ao uso do Canal do Panamá, tirando essa exclusividade que os EUA tinha na ligação entre os dois oceanos.

Agora te pergunto. Isso não é gigantescamente importante? Isso não é relevante ao País? Então por que o silêncio da grande mídia sobre o tema?!?! A Ferrovia custará em torno de R$30 bilhões. Vários trechos serão licitados e todos continuado o traçado que já está sendo finalizado da ferrovia brasileira Leste-Oeste. O problema será passar pelos Andes.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A Nova Política Econômica Internacional Chinesa, publicada por Blog Theotonio dos Santos

Pessoal, importante termos acesso a novas idéias e que, segundo o nosso Blog Perspectiva Crítica, correspondem a uma realidade que a nossa grande mídia não pode publicar, sob pnea de enfraquecer ums perspectiva de uma realidade eurocentrista e americanocentrista que nõa mais corresponde à relidade em qualqeur dimensão.

Estamos devendo a vocês uma pauta de temas que será apresentada nesses próximos dias.

Por enquanto, fiquem com essa ótima transcrição de um artigo moderno, que toca em tema totalmente real e atual e cujo conteúdo, assim como o dos artigos deste Blog, não é foco da pauta da grande mídia brasileira, para nosso infortúnio e nossa perda de qualidade informativa e noção da dimensão real do espaço e ambiente econômico, sociais e políticos mundiais.

A China está avançando sobre o mundo e está criando uma concorrência com os EUA e Europa que cria ambiente de maior liberdade fiannceira, econômica e, pasmem, política para os países que antes estavam mais ou menos subjulgados pela trilateral EUA-Europa-Japão. Nós, o Brasil, fazemos parte deste protagonismo, participando da criação do G-20, dos BRICS e do Banco dos Brics, bem como não admitindo que acordos de abertura e liberade comercial se dêem conosco com exclusivas benesses aos países até hoje hegemônicos (EUA-Europa-Japão).

Incrível como até agora a grande mídia brasileira pouco falou do Projeto da Ferrovia Transoceânica que será financiada em grande parte pela China e atravessará o Brasil e o Peru, ligando o Oceano Atlântico ao Pacífico, criando um canal de escoamento para produtos agrícolas e manufaturados brasileiros e da América Latina em um corredor que concorrerá com o Canal do Panamá que é administrado pelos EUA.

Também não dá, nossa grande mídia, a devida dimensão para a concorrência que o Banco dos Brics pode criar ao FMI e ao Banco Mundial, colocando o Brasil, China, Rússia, ìndia e Àfrica do Sul em mesma posição dos EUA-Europa-Japão no ambiente econômico mundial, em parâmetro de financiamtneo de exportaçõ de bens e serviços a todo o mundo e em parâmetro de perspectiva de cresciumento e fortalecimento econ^micos desses países de forma totalmente autônoma em relação ao grupo antigamente hegemonicamente incontestável, EUA-Europa-Japão.

Também os EUA perderá a hegemonia na circulção de informação via internet, pois a seu cabo de transmissão de dados que unia o mundo através da Europa, será construído um anla paralelo entre Brasil e Europa, depois da gafe internacional dos EUA em ser flagrado e denunciado por Edward Snowden, herói internacional, espionando civis, militares e governos aliados dos EUA, americanos e todo o mundo através de grampos e programas e escutas e sua rede de transmissão internacional de dados.

Nada disso chega devidamente a você, senão por nós do Blog Perspectiva Crítica e pela Mídia Social. A Grande Mídia brasileira continua refém de um sistema que está se enfraquecendo e esperamos que em breve e cada vez mais ela possa se libertar desses grilhões do eurocentrismo e americanofilismo desmedido e possa contribuir para analisarmos um mundo realque existe e se impõe e que tem reflexos importantes para o futuro do nosso país e de nossa civilização: o Brasil.

Abaixo trancrevo o artigo publicado no Blog Theotonio dos Santos que ajuda a você, leitor, a entender o que de fato ocorre no mundo atual e lhe é sonegado pela grande mídia. Boa leitura.

"A NOVA POLÍTICA ECONÔMICA INTERNACIONAL CHINESA
Nos últimos dois anos o Partido Comunista da China assumiu as responsabilidades crescentes de sua atuação mundial. Até dois anos atrás a China buscou evitar o máximo possível uma intervenção na situação política e econômica mundial. Contudo, dois fatores a obrigam a rever essa posição. Em primeiro lugar, os EUA, seu Governo e grande parte de sua opinião pública acreditam que pode bancar o mesmo nível de intervenção que tiveram ou aspiraram a ter desde o final da Segunda Guerra Mundial. Em consequência vem provocando situações políticas e econômicas totalmente arbitrárias, subjetivas, que provocam graves repercussões em grande parte do planeta. Particularmente no plano econômico devemos destacar a diferença entre um EUA que sai da Segundo Guerra Mundial com 47% da economia mundial e os EUA atual que representa cerca de 15% do PIB do Mundo.

Também é muito clara a diferença entre um EUA cercado de uma Europa destruída, uma Ásia gravemente afetada por guerras locais e uma África e uma América Latina timidamente expostas a buscar caminhos próprios. Para consolidar sua posição de domínio a classe dominante desse país busca criar um inimigo mundial que lhe permita consolidar sua influência e da inicio à Guerra Fria, colocando em questão grande parte dos acordos estabelecidos com a União Soviética, Nação vencedora da Segunda Guerra Mundial, mas combalida pela perda de mais de 27 milhões dos cidadãos.
 
Ao mesmo tempo o EUA se vê atraído para um projeto de suceder as potências coloniais europeias diante de um grande movimento nacional democrático mundial anti – colonial e anti – imperialista. Essa posição foi em parte bem sucedida no apoio a independência da Índia e o apoio ao Kuomintang, frente de forças políticas da China dirigidas por Chan Kai Chek. A política de Guerra Fria levou de imediato ao rompimento dessa frente quando o Exército Vermelho assumiu então o controle de toda China continental, cabendo as tropas de Chan Kai Chek refugiar – se na Ilha de Formosa com apoio dos EUA. De imediato como forma de combater a República Popular Chinesa, nascida desse confronto, as forças militares dos EUA interviram na Coreia para tentar assegurar o controle de todo o país, não conseguindo passar, contudo, do famoso paralelo 38, onde a Coreia do Norte apoiada pela China conseguiu impor – se e derrotar a invasão norte americana.
 
Em seguida os EUA se viu na necessidade de deter a revolução na Indochina, onde o Vietnã elegeu Ho Chi Min e as tropas francesas tentaram manter – se no poder tendo que recuar para o Vietnã do Sul depois da impressionante vitória dos vietcongues. O fracasso do colonialismo e a instabilidade do Vietnã do Sul levou os EUA a assumir a defesa dos governos impopulares desta aventura estatal chegando a colocar 500 mil homens e a mais alta tecnologia militar que os levou a derrota definitiva em 1973. Durante essas aventuras tão sangrentas os EUA continuo a lutar para suceder os regimes coloniais com uma política neocolonial apoiada sobretudo no plano econômico pelo FMI e o Banco Mundial que haviam sido criados no pós– guerra e colocados a serviço dessa política neocolonial. O custo de todas essas aventuras militares, particularmente da confrontação direta com a União Soviética, criou um grave problema fiscal nos EUA que agravou a perda de vigor da economia deste país ao ponto de ter que recorrer a um calote mundial ao abandonar o compromisso assumido depois da guerra de manter o dólar estável de acordo com o padrão ouro. Desde 1970 para cá, os EUA tem lutado para manter – se na liderança do Mundo sendo que na década de 1990 e 2000 se aventurou em guerras no Oriente Médio que levaram a perda de influência sobre o Iraque, depois de uma invasão com 150 mil homens, e, sem seguida, sobre o Afeganistão entrando em contradição com forças políticas locais que apontam para uma perda cada vez mais forte de influência sobre a principal zona de exploração de petróleo no Mundo.
 
Neste ínterim as grandes potências que se impuseram como Nações independentes começaram a dirigir sua própria economia com a forte direção de seus próprios Estados criados como resultado da sua independência dos poderes coloniais. Não é aqui o lugar para entrarmos em detalhe desse processo, mas assinalaríamos sobre tudo a Conferência de Bandung em 1955, na qual os dirigentes da China, da Índia, do Egito, da Indonésia, da Iugoslávia propuseram a sua própria visão do Mundo na qual prevalecia o questionamento da Guerra Fria, a política de paz, o desenvolvimento econômico e social e a capacitação de seus povos para a gestão de seus Estados Nacionais e com a forte afirmação de suas soberanias nacionais. Não é aqui o lugar também para também destacarmos as políticas que seguiram esses países, mas é necessário ter claro que a destruição dos Estados coloniais foi suficiente para assegurar – lhes a criação dos instrumentos políticos, ideológicos e econômicos que depois de muita luta vão se impondo contra as políticas neocoloniais e imperialistas. Dentro desse contexto é especialmente significativo a presença da China com 1 bilhão e 300 milhões de habitantes que vai ser chamada pelos EUA na década de 70 para dividi– la e separá – la totalmente da União Soviética. Foi um erro de cálculo, mas também uma necessidade econômica. A China deu ao movimento dos novos países industriais que se expandiram para os mercados dos EUA e da Europa não só o subsidio demográfico, como também civilizatório que a permitiu converter – se rapidamente e de maneira espetacular na principal potência do Mundo. É verdade que falta ainda muitos elementos econômicos, sociais, políticos e culturais, para ocupar plenamente essa condição. Mas sua taxa de crescimento de 10 a 8% ao ano lhe permite dobrar o seu PIB a cada 6 ou 7 anos, enquanto Europa e EUA veem limitados seus crescimentos a padrões de 1 ou 2% ao ano, no máximo, ficando para trás na corrida econômica mundial. Inclusive para sustentar seus padrões de consumo EUA e Europa recorreram recentemente ao endividamento combinado com deficit comercial e deficit fiscal gigantescos. Hoje os EUA tem uma dívida equivalente ao seu PIB, enquanto a Europa quase toda esta na mesma situação ou pior e, também, o Japão. Desta forma a trilateral que buscou rearticular os 3 continentes na década de 70 e 80 foram levados a uma evidente decadência, enquanto a Ásia, sobre a liderança da China, numa gigantesca economia em pleno desenvolvimento. Este desenvolvimento se expande para outras áreas do Mundo como a África e a América Latina trazendo uma poderosa demanda mundial para o chamado terceiro mundo e convertendo os ideais de Bandung nas forças mais dinâmicas para a condução do Planeta a sua sobrevivência e não ao holocausto nuclear e ambiental que nos impõe o domínio do imperialismo norte americano.
 
Se percorrermos as últimas “reflexões” da imprensa a serviço da produção de subsídios para as estratégias de poder mundiais, veríamos, por exemplo, o último número de Foreing Affairs no qual não só procura fazer um balanço da superioridade crescente da China na economia mundial, como se vê obrigado a autocriticar seu desprezo pelas mudanças estratégicas e geopolíticas em marcha a partir dessa nova situação mundial.
 
Além de buscar alento com previsões negativas sobre a capacidade da China de manter suas políticas de desenvolvimento se veem na necessidade, por exemplo, de chamar atenção para o impacto das relações entre China e Rússia no que Ivan Krastev e Mark Leonard chamam de “como Putin está desagregando a Aliança Atlântica”. Ao mesmo tempo vemos a surpresa diante das inovações financeiras trazidas pela China. Ou então o reconhecimento da crescente reestruturação estratégica mundial com a retomada da estrutura de poder econômico euro-asiática. Também é claro a sua apreensão diante do crescimento dos BRICS. O Banco dos BRICS, apesar de diminuir totalmente a importância do FMI e do Banco Mundial, é somente uma parte de uma estratégia de ação financeira. Os recursos que a China destina para a América Latina são suficientes para reestruturar totalmente essas economias permitindo que estejam afastadas definitivamente dos mecanismos de sub exploração de um EUA e Europa que devem mais do que produzem e que trabalham com ficções financeiras para retirar recursos das Nações exportadoras. É assim que de repente sabemos que a China destinará 53.3 bilhões de dólares a investimento no Brasil e busca converter em realidade a unificação dos Oceanos Atlântico e Pacífico, que transformaria o Brasil realmente em uma potência global. Mas se nós não tomamos em consideração o Banco da Ásia que já atraiu mais de 24 países da Europa, da Austrália e de outras regiões do Mundo podemos compreender quão absurda é a incapacidade da nossa classe dominante de aproveitar essas perspectivas históricas novas.

O destino dessas classes dominantes é o mesmo das oligarquias latino americanas que tentaram manter – se sobre o domínio espanhol e português ou mesmo do sul dos EUA, que tentou impedir o avanço do norte numa guerra civil de 2 milhões de mortos que os derrotou na base mesmo de seu poder que era o regime escravista com aspirações de livre mercado tentando impedir ao norte a imposição sobre o sul com suas tarifas dos seus produtos industriais. O livre cambismo do sul sofreu uma derrota definitiva na guerra civil dos EUA, que a partir do seu protecionismo até hoje tão violento conseguiram impor o desenvolvimento econômico dos EUA.

Para que nossos leitores possam conhecer análises mais realistas do que a nossa imprensa costuma apresentar, proponho a leitura do artigo sobre os limites da diplomacia econômica dos EUA publicado pela Alba Notícias e escrito por Humberto Mazzei, onde se pode ver as tentativas de adaptação dos EUA a essa nova situação mundial. Uma classe dominante que aceita submeter – se a essas imposições não tem muito futuro ..."
 
Nós do Blog Perspectiva Crítica estamos atentos para trazer a você a indformação de qualidade que correspónda à relaidade do nosso mundo atual. E nesse deisderato temos obtido absoluto êxito e nos esmerado a lhes proporcionar informação totalmente comprometida com o entendimento profundo e mais imparcial com uma realidade que a grande mídia lhe sonega por princípio, mas também por necessidade. Esperamos que nossa ajuda termine por libertar a própria grande mídia e que ela, diante de fatos incontestes publicados pela Mídia Social e que repercutirá pelo peso da realidade que noticiamos, possa se libertar da sonegação informativca que executa e passar a publicar com mais liberdade e comprometimento com os interesses soberanos do país e do cidadão brasileiro.
 
Nós acreditamos em um mundo em que o capitalismo pode ser mais humano e civilizado e em que o nível da qualidade de vida, ao menos no Brasil,  o quanto antes possa se transformar em algo próximo ao que se vive nos países nórdicos ou na Alemanha, França, Inglaterra ou Holanda. Esse é nosso objetivo e ao qual incitamos você a nos ajudar a alcançar.
 
Grande abraço.
 
Blog Perspectiva Crítica

terça-feira, 21 de abril de 2015

Por que nos EUA a vida é mais fácil do que no Brasil?

Pessoal, achei um vídeo excelente e até clássico com a comparação direta do custo de cesta básica brasileira em comparação ao salário mínimo no Brasil e EUA. Claro que a comparação direta tem inúmeros equívocos, mas tomamos o vídeo na forma como ele se propõe, ou seja, na comparação direta que ele propõe de que, à época, a cesta básica do Dieese no Brasil valia 350 reais para um salário mínimo de 622 reais e a mesma cesta básica nos EUA valia 125 dólares para 1400 dólares de salário mínimo em média nos EUA. Conclusão do repórter brasileiro, morador dos EUA e preocupado com o nosso nível de vida: "viver nos EUA é mais fácil do que viver no Brasil". E ele pergunta: "Por que isso, gente? Tem alguma coisa errada. Não me digam que não tem algo errado aí, no Brasil. E o que é?" (citação livre minha para as palavras do nosso amigo brasileiro morador dos EUA).

O tema é excelente. Excelente mesmo. Esse rapaz deu um gancho fantástico para a análise que faremos abaixo e que é meramente a resposta que demos a ele em comentário a seu vídeo.

Primeiro, acessem o vídeo que critico ou, na verdade, comento em https://www.youtube.com/watch?v=ouMKPzJpncQ

Veja agora minha resposta:

"Primeiramente, parabenizo o rapaz pela preocupação com o Brasil, nosso país. A comparação direta entre o custo da mesma cesta básica no Brasil e nos EUA dessa forma direta com o salário mínimo norte-americano não deixa de ser interessante, claro. E tudo o que induz a criticarmos a realidade brasileira e como podemos fazer para melhorá-la é, a meu ver, bom para o País. Mas há somente um pequeno grande equívoco que todas essas comparações imediatas não consideram: as causas da formação da diferença, as quais têm questões imediatas e mediatas ou históricas e geo-políticas. Aí o grande erro. Mas vamos aproveitar o que o vídeo traz de bom.

Observem. De forma imediata podemos dizer que a lata de guaraná que foi para os EUA foi com grande desconto por compra gigante de grandes redes americanas de supermercados, mais eventual desconto em taxas de exportação para incentivo da exportação brasileira, menos a incidência de tributação brasileira e incidente a muito menor tributação de consumo americana. Isso mostra que devemos fazer uma reforma tributária. Conclusão boa. Mas o leite americano está a metade do preço que deveria estar, pois nos EUA há grande subsídio do leite; subsídios esses que já foram condenados pela OMC em favor do Brasil, por exemplo, e que deturpam a inflação e o peso da compra no bolso do americano. No Brasil o preço do leite é verdadeiro. A comparação fica pior, mas vale pergunta: em que medida vale a pena subsidiar preços na economia nacional? Qual o custo disso para o Erário americano e qual a vantagem para o povo americano em bem-estar e autonomia produtiva de uma cadeia industrial de alimentos para americanos? Isso seria aplicável e favorável a algo no Brasil, como ocorreu com a gasolina? Boas perguntas.. Não dei respostas.

De forma indireta, mediata e histórica, devemos considerar que os EUA têm um pib de 16 trilhões de dólares e uma renda média de 58 mil dólares, o que os habilita a ter um salário mínimo médio de 1.400 dólares como disse o nosso amigo do vídeo. O Brasil tem pib de 2,5 trilhões de dólares, renda média de 13 mil dólares e, razoável para nossa economia, salário mínimo de 622 reais, á época do vídeo. Hoje, em abril de 2015 já está em 770 reais. É diferente, pois o custo da produção da comida não é tão diferente nos EUA e no Brasil e o preço de commodities agrícolas também é internacionalizado, mas a tributação é e o custo de logística do Brasil também é pior, pois ainda temos uma economia menos eficiente e menos rica que a dos EUA. Mas veja que o preço final da cesta em valor de moeda é semelhante para a época da pesquisa: 360 reais no Brasil e 125 dólares nos EUA, ou 250 reais no Brasil, mais ou menos. Voltamos à questão da reforma tributária e de exigência de brasileiros por melhorias na logística de nossa produção. Isso melhoraria a correlação de preço direto entre cesta básica e salário mínimo brasileiro.

Mas o repórter não notou que ter política de valorização de salário mínimo também diminui essa correlação e em 2002 o salário mínimo brasileiro era 60 dólares e hoje são de 300 dólares. E isso sem desestabilizar a economia, pelo contrário, aumentando-a. Então, vemos que ter política para aumentar o salário mínimo é outra medida importante para colocar o Brasil em situação mais semelhante aos EUA no quesito de proporção cesta básica em relação ao salário mínimo.

Por fim, a situação americana é diferente da do Brasil por razões também históricas e geo-políticas. A economia americana cresceu especialmente durante as duas guerras mundiais pois era fornecedor direto dos europeus em guerra. O parque industrial dos EUA cresceu exponencialmente e o investimento em sua economia por europeus também, já que não podiam investir e produzir na Europa em guerra. Nós no Brasil não tivemos essa alavanca econômica de base histórica e geopolítica. E depois da guerra ficou selada uma aliança geopolítica e econômica entre Europa-EUA-Japão, criando um cinturão de riqueza em que há grande liberdade de fluxo de capitais entre eles, gerando grande oferta de capital em suas economias, baixando o custo do capital, daí taxas de financiamento bancário muito mais baixas do que as praticadas no Brasil, facilitando compra de casa própria, carros e tal.

Durante décadas após a guerra, o FMI e Banco Mundial, que foram criados sob o pretexto de ajudar o avanço da modernidade e das economias no Globo, na verdade foram grandes instrumentos de exportação de serviços, bens e indústrias européias, americanas e japonesas e essa expansão comercial e econômica, mesmo que acabando com as indústrias incipientes locais dos países pobres e médios por onde chegou, angariou muita renda para estes países trilaterais, mais uma vez, aumentando a riqueza de suas nações, a oferta de capital em suas sociedade, e mantendo, portanto, baixos juros para empréstimos, alto pib e alta renda per capita. Diferente com o que ocorreu aqui no Brasil, pois fomos um dos que tomaram empréstimos do FMI e, portanto, fomos um dos que enriqueceram EUA, Europa e Japão, e não tivemos, ainda, expansão comercial econômica para reverter esse processo, mas muita coisa melhorou e vai melhorar com o Banco dos Brics, que fará para nós, China, Índia, Russia e Africa do Sul, o que o FMI fez para Europa-EUA-Japão, sem intervir nas economias dos países tomadores de empréstimos nossos, claro. Mas enquanto isso não é feito, percebam, há um sistema internacional que gera um dreno de valores para as nações ricas, por competência econômica e política delas, e prejudicam os países médios e pobres, por incompetência política e econômica nossa. A reversão disso não pode se dar somente por mera abertura comercial, pois EUA-Europa-Japão só querem abrir os setores em que são fortes e não abrir o mercado deles ao que nossa economia é forte e, assim, poderia levar à queda de alguns setores nacionais lá. A inserção internacional do Brasil deve ser autônoma.

Assim, aproveitando o que se pode deste vídeo, com todo o respeito, e partindo para a resposta de o que está errado, digo: precisamos de reforma tributária, políticas de valorização do salário mínimo e de melhoria de prestação de serviços públicos, pois gera economia ao cidadão e garante serviço pelo imposto pago. Precisamos também de investimentos fortes na área de logística e infraestrutura, e precisamos incentivar a produção, crescimento econômico e exportação de nossos serviços e indústrias para que mais empregos, salários e riqueza integrem nossa economia e aumente a oferta de capital em nossa economia, para que as taxas de juros básica e de mercado baixem. Tudo isso geraria a nossa aproximação ao nível de vida americano.. e de forma autônoma e brasileira e não subserviente e dependente dos americanos ou europeus.

Parabéns ao repórter pelo trabalho e por levantar a questão! A forma como fez o vídeo não me pareceu meramente americanófila ou papagaio-de-pirata. Esse vídeo me deu a impressão de um brasileiro ver que lá aparentemente está melhor e querer que aqui fique igual. Muito bom. É desejo legítimo que nós do Blog Perspectiva Crítica pretendemos ajudar a tornar concreto.

Acessem: www.perspectivacritica.com.br e pesquisem por corrupção, administração pública, economia, bolha imobiliária, economia, serviço público, carga tributária e vocês, juntamente com nosso repórter desse vídeo, terão muitas idéias interessantes sobre o Brasil e, quiçá, muitas respostas.

Abraços brasileiros,

Mário César Pacheco"

Isso é uma interlocução positiva, pessoal. Brasileiros lá e aqui querendo entender. Se todos tiverem comprometimento com o País e boa-fé em suas intervenções, nós podemos, sim, viver como alemães, franceses e suecos. Não como americanos, me desculpem, porque não quero psicopatas em nossa sociedade criados pela persecução dos parâmetros winner-loser e nem licença maternidade de três meses sem salário; muito menos um sistema de saúde que abandona pobres, miseráveis e desempregados. 

Grande abraço.

p.s.: sobre o parâmetro winner-loser, procura o artigo do Blog intitulado "Parâmetros sócio-culturais comportamentais brasileiros e americanos".

p.s de 22/04/2015 - O que mais pode nos aproximar do tipo de vida nos EUA? Não dá para ser detalhado aqui, mas pelos nossos estudos e análises, as medidas são: (a) a continuidade de política de valorização de salário mínimo, dentro de parâmetros sustentáveis, (b) estudo, desenvolvimento e execução de políticas sustentáveis de subsídios à produção de vários setores no Brasil, comparando com os subsídios de mais de 300 bilhões de dólares que são executados na Europa, EUA e Japão, (c) regulamentação do imposto sobre grandes fortunas ou aumento do imposto sobre heranças (aqui é de 4%) para nos aproximar do que ocorre nos EUA (até 77%) e na Europa (Alemanha pratica 40%) como incentivo ao mercado de seguros de vida e criação de fundações por multimilionários no Brasil, como ocorre nos EUA. Por multimilionários como Bill Gates terem de recolher 77% de sua herança para o Fisco Americano, ele, como todos os milionários americanos, fazem seguro de vida no valor do que pagarão de imposto para que suas famílias recebam do seguro o dinehiro que o Fisco tomará da herança. E eles também criam fundações, cujo valor não vai para o Fisco, e ao mesmo tempo em que criam uma "empresa" da qual seus parentes retirarão pro-labores, giram a economia com uma fundação exercendo atividade produtiva em sociedade. O IGF no Brasil pode tirar o dinheiro do mutilionário do banco para fazer girar a econmia sem prejudicar o patrimônio do multimilionário ou seus familiares. Ainda deve se verificar (d) a relação existente entre carga tributária dos países da OCDE em relação aos serviços públicos disponíveis às suas populações, para vermos o que os cidadãos europeus e americanos economizam por terem como serviço público rpestado, (e) deve haver estudo sobre a comparação entre custo de serviço público de saúde e o PIB alemão e brasileiro, custos de serviço público de educação entre europeus, americanos e brasileiros, bem como (f) análise de custo/benefício de todas as atividades públicas para a economia e para a sociedade, sempre comparando com Europeus, americanos e o Brasil. Se isso fosse feito, veríamos que todos os ricos têm mais servidores públicos por habitante do que o Brasil, o que torna o governo e o serviço público mais eficiente, beneficiando o mercado de trabalho, a produção, aliviando custos da vida do cidadão (como plano de saúde e escola) e ainda criando um ambiente de negócios melhor para as empresas. 

p.s. 2 de 22/04/2015 - Texto revisado e corrigido, inclusive o transcrito e o post script acima. 
p.s. de 19/05/2015 - Importante salientar que algo que contribui para os bens e serviços também serem mais acessíveis nso EUA é o fato de no Brasil os lucros praticados pelos empresários serem até três vezes maior do que os praticados naqueles mercados por unidade vendida. Esse é o índice de lucro das nossas concessionáras de carros, por exemplo. Então não é só Custo Brasil externo às empresas e derivado de falta de logística e/ou impostos altos. Esse tema sensível e nunca comentado pela grande mídia é importante. Além disso, o empresariado brasileiro é diferente do europeu e americano. Enquanto lá o cliente é mais importante do que o bem vendido, aqui o bem é melhor tratado do que o cliente. Você que pode comprá-lo é um "beneficiado" pela loja que te vende, enquanto lá o cliente é o mais importante. Lá a empresa visa ampliar market share, ou seja, participação no mercado, enquanto aqui o empresário quer simplesmente lucrar o máximo por unidade vendida, independente do market share que atinja. Isso é diferente. Lá, portanto, o mercado funciona melhor do que aqui, porque lá, se o vendedor perde market share ele se preocupa (visão e compromisso de logo prazo com a atividade da empresa), enquanto que aqui a preocupação é mais com o lucro imediato, inclusive não estando fora das opções à queda de lucro fechar a empresa. No Brasil o empresário prefere fechar a empresa a baixar o lucro para ampliar market share. Esse raciocínio prejudica o sistema do livre mercado em sua essência e isto nunca é abordado em mídia alguma, pois elas publicam na ótica do empresário e banqueiros e tal informação os expõe para a sociedade. Mas essa característica do empresário e mercado brasileiro também dificulta que haja transferência para o consumidor dos benefícios integrais de concorrência no mercado brasileiro e deveria ser exposto para ser consertado isso em nossa economia.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

FHC e Blog Perspectiva Crítica coincidem sobre impeachment de Dilma e maioridade penal

No 14º Fórum de Comandatuba, realizado na Bahia, Fernando Henrique Cardoso tece as mesmas considerações já apresentadas por esse Blog à sociedade: Não pode haver impeachment sem fato objetivo; e não há contra a Dilma, ainda.

É evidente que sem prova de crime de responsabildaide, sem condenação judicial, sem sequer inquérito sobre tais temas contr a Dilma não é possível pedir-se impeachment, pois não se pode destituir um presidente da República com base em manchetes de jornal ou com base no desgosto de uma parcela da população em ver a Dilma como Presidente do País.

O cargo de Presidente da República não é para ser preenchido consoante a moda do momento, ou a capanhas de difamação da pessoa do Presidente, ou por campanhas partidárias contra o governo. Senão, todo presidente seria passível de deposição pelas mais distintas razões e sua figura seria meramente decorativa.

Nõa se pode imaginar que a "consciência coletiva" legitime ou não a manutenção de um presidente simplesmente porque não existe a instituição da "consciência coletiva". Quem seriam os organizadores do consenso dessa consciÊncia coletiva? Naturalmente seriam os meios de comunicação de massa!

É importante você perceber isso... naõ se pode transferir o poder do voto, exercido soberanamente por todo cidadão brasileiro na hora do voto e da escolha do Presidente, para um amálgama amorfo e abstrato chamdo "consciência coletiva". Ninguém pode se arvorar o diretor da Consciência Coletiva.

Então Fernando Henrique fez bem e acrescentou sua biografia, além de ter contribuído para a ordem institucional e para a democracia verdadeira.

E igualmente se posicionou contra a diminuição da maioridade penal co ótiumo argumento: se hoje pegam meninos de 16 anos por causa daq maioridade de 18 anos, passarão a pegar meninos de 14 e 13, a partir da definição de maioridade de 16 anos. Isso não resolve.

Então, o Blog Perspectiva Crítica e Fernando Henrique Cardoso estão juntos nesses dois temas: impeachmente de Dilma, somente com fato objetivo e maioridade penal não deve ser diminuída.

Acesse o artigo sobre FHC em Comandatuba em http://oglobo.globo.com/brasil/contrariando-lideres-tucanos-fh-diz-que-pedido-de-impeachment-de-dilma-precipitado-15923084

Como sempre, aqui você está mais bem informado. E sabe das melhores posições e perspectivas sobre o prisma do cidadão antes.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Projeto 4330 da Terceirização finalmente sob ataque

Após o crime perpetrado contra todos os cidadãos de nosso país, com a apresentação do Projeto 4330 por um Deputado do PMDB e com a colocação do Projeto em pauta para votação pelo Presidente da Câmara dos Deputados, o Deputado também do PMDB Eduardo Cunha, que também responde a inquérito no STF sobre o Petrolão, e com sua aprovação efetuada por em torno de 350 parlamentares contra em torno de 150 Deputados Federais que defenderam todos os trabalhadores do Páis em momento crasso e grave da República, finalmente o projeto está sob ataque. Ataque dos parlamentares e da sociedade e e sob holofotes da grande mídia que inicialmente apoiou a terceirização, mas que agora fica neutra já que a sociedade, através da Rede Social (Blogs, mensagens, tudo por celulares e pela internet), começa a entender que está sendo atacada por 350 parlamentares da Câmara dos Deputados e pelos lobbies empresariais.

Ser ignorante é mais fácil, mas cria grandes prejuízos... chama a atenção deste Blog que, apesar de a Miriam Leitão ter publicado na edição desta segunda-feira que os movimentos contra o governo esvaziados não significam que foram criados ilegitimamentes, que não houve conspiração, que não houve invenção da mídia e, acrescentamos, nem influêcia estrangeira, o maior crime a ser perpetrado contra todos os direitos trabalhistas e previdenciários do brasileiro tenha tindo tramitação de urgência justamente neste período de manifestações... entrre 08 de abril e durante este mês de movimentações pró e contra o governo com pedidos de impeachment. Com muita publicidade de desmandos na Petrobrás e corrupção no governo... mas pouca publicação sobre um projeto essencial que acabaria com a CLT, na prática.

Enquanto o povo ia  às ruas, a mídia não publicava essa tramitação criminosa e à noite a Câmara dos Deputados aprovou por extensa maioria, o fim do emprego do brasileiro, seja na área privada, seja na área pública. Interessante.

Agora, que os brasileiros começam a ver que estão sendo atacados, antes que viremos EUA ou China, começaram os movimentos em defesa do emprego e contra esta pseudo-regulamentação da terceirização. Deputados dizem que votaram enganados, Senadores vociferam contra o Projeto e emendas pululam para criar exceções à aplicação da futura Lei de "Regulamentação da Terceirização".. água entra finalmente no navio da Terceirização..

Navio-pitrata.. bom que si diga, pois ele se apresenta como regulamentador da terceirização mas o objetivo é a extinção da relação de emprego. Nós falamos primeiro, como sempre. Agora vêem o que nós já havíamos dito. Não é porque vemos algo que a grande mídia não vê, gente.. é porque temos compromisso com você e não com emrpesas e bancos e com projeto de Estado Mínimo ao custo da qualidade de vida do cidadão... é simples. Nós falamos a verdade. E falamos a verdade sob a perspectiva do cidadão. É diferente do que a grande míida de mercado faz.

Criam agora, os Senadores, exceções de aplicação para as estatais, para professores públicos, mas admitindo a terceirização de médicos que já existe em grande escala, inclusive através do Programa Mais Médicos... Nada disso é suficiente. Mas, sim, é um indicativo. tanta exceção demonstra que o projeto é ruim para a sociedade. Esse projeto deve ser extinto!!!

Esse projeto é um engôdo da sociedade. Ele é uma mentira. A Regulamentação de Terceirização deveria ser feita como foi feito o Corpus Iuris Civilis, uma mera compilação de enunciados jurisprudenciais e de leis, organizadas para terem um corpo. Deveriam ser organizadas regras sobre terceirização e colocadas em uma única lei. Isso seria regulamentar a tercerização. Mas não é isso que está sendo feito. O Projeto de Lei 4330 visa a acabar com leis e enunciados jurisprudenciais sobre o tema para desconstituir a relação de emprego! Que isso fique claro. Então deve ser extinto.

A Dilma, que é péssima em comunicar as benesses econômicas e sociais de seu governo, tem nesse momento um presente nas mõas para fazer as pazes com a sociedade. Todos os empregados brasileiros, todo cidadão está sendo atacado por esse projeto mentiroso de "regulamentação de Tercerização".  Se ela tomar a frente do movimento de extinçlão do projeto ou vetá-lo integralmente, demonstrará que o governo protege os cidadãos de todo o país. Tudo isso em apenas um movimento.

O Blog Perspectiva Crítica está do seu lado. Os 150 Deputados Federais que votaram contra o Projeto de Lei 4330 na Câmara dos Deputados estão do seu lado. Esses Deputados que votaram contra o Porjeto na Câmara são as pessoas de quem vocês não devem se esquecer para votar de novo, já que, sem qualquer cobertura da mídia, estiveram presentes até altas horas da noite para te defender!! Os 350 Deputados Federais que votaram a favor do projeto e o Presidente Eduardo Cunha do PMDB são inimigos do povo brasileiro. Você nãodeve se esquecer de que esses senhores tentaram acabar com todos os seus direito trabalhistas e previdenciários que transformariam você, seus filhos e netos em escravos chineses ou bolivianos ou mesmo americanos, sem assistência social, sem aposentadoria, sem férias, sem licença paternidade, sem licença maternidade e sem horas extras. Todo esse crime não teve cobertura da mídia de mercado e o projeto ainda foi enaltecido, as poucas vezes em que foi comentado por ela, como fantástico para o mercado de trabalho.

Fique atento a quem é seu verdadeiro amigo em sociedade. Fique atento para não perder direitos e qualidade de vida.. enquanto a mídia impulsionava o cidadão para bradar contra o governo e pedir impeachment daDilma, sem qualquer base objetiva, NÃO HOUVE COBERTURA PELA GRANDE MÍDIA DA TRAMITAÇAO DE PROJETO QUE EXTINGUIA NA PRÁTICA O EMPREGO DO BRASILEIRO, ASSIM COMO NÃO HOUVE INCENTIVO PARA QUE NOS MOVIMENTOS DE RUA TAMBÉM SE BRADASSE PELO AFASTAMENTO DE EDUARDO CUNHA E RENAN CALHEIROS DAS PRESIDÊNCIAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO, RESPECTIVAMENTE, MESMO CONTRA ELES EXISTINDO OBJETIVAMENTE INQUÉRITO NO STF. POR QUÊ? Conspiração ou coincidência? Esquisito, não?

Bem, deixem a Miriam responder. Muitos fatos conincidentes que prejudicam o trabalhador e facilitam a tramitação deste Projeto 4330 nefasto... pode ter sido oportunismo dos maus parlamentares.. mas é incrível como votações em regime de urgência e até altas horas da noite nunca beneficiam o trabalhador..

Excluímos, até onde podemos constatar, como integrantes da grande mídia mais perniciosa os jornais A Folha de São Paulo, o Jornal do Commercio, o Le Monde Diplomatique e o Jornal Valor Econômico. Esses jornais apresentam vetores mais neutros em seus artigos e informes e um compromisso maior com a sociedade e com o cidadão brasileiro, atualmente. Atuamos e criticamos os demais para que algum dia passem a integrar a mídia de mercado positiva, que constrói, que seja parceira do cidadão e de seus direitos, tanto quanto já é parceira e defensora de direitos de emrpesas e bancos em nossa sociedade.

Queremos e construiremos a utopia. Com você, leitor. Grave os parlamentares que atacaram o brasileiro. Não se esqueça deles, pelo menos em seu Estado. Eles são criminosos que quiseram te condenar e à sua família à escravidão, assim como quiseram que empresas terceirizadas e a área privcada organizada (grandes empresas) e políticos se poderassem dos empregos privados e públicos em todo o País. A terceirização da atividade-fim seria o fim do emprego privado e público e o apoderamento de todos esses empregos em todo o país, que passariam a ser acessíveis somente por currículo, em que filhos de ricos, políticos, empresários e amigos de seus círculos pessoais e de negócios seriam sempre beneficiados ou por avaliação subjetiva ou por avaliação de formação: Harvard ganha de UFRJ, UFRJ ganha de faculdades particulares comuns, faculdades particulares caras e de alto nível ganham de faculdades particulares comuns.. e assim vai. Concurso é democrático e equipara filho de rico com filho de pobre, assim, com essa terceirizção acabariam os concurso públicos.

Qualquer político que falar o contrário disso é mentiroso ou burro. Sendo assim, não merece voltar ao cargo de parlamentar. Ele quer seu mal. Ele quer sua escravisão e de seus filhos e netos, amigos e parentes. Defenda-se! Informe-se por esta verdadeira agência de motícias a favor de seus interesses reais em sociedade! Seja leitor do Blog Perspectiva Crítica! Mobilize-se contra o Projeto 4330! Mande mensagem para o Senador de seu Estado. Que seja extinto o projeto!! Mande mensagem para a Presidência da República! Nõa deixe que novamente o STF fique com a incumbência de defendê-lo sozinho. E não se esqueça desta traição de 350 Deputados Federais e da Grande Mídia. Nos momentos graves é que vemos quem está do nosso lado e quem está contra nossos direitos e interesses.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Mercado, agora, baixa expectativa da Inflação do Brasil para 2015

Transformei em artigo o post script que foi efetuado no artigo econômico recente intitulado  "Curiosidade econômica da abril de 2015(...)". Vejam que após nosso artigo questionando como a inflação no Brasil poderia chegar a 8,2%, diante das diversas variáveis que pressionam a economia para baixo, o mercado apresenta sua baixa de expectativa.. confirme o modus operandi do mercado financeiro no Brasil que denunciamos e objetiva extorquir juros básicos do orçamento brasileiro. É assim que eles agem todos os anos.

Vejam uma análise da economia brasileira pelo FMI que está melhor do que o que se publica por aqui. Publicado no Valor Econômico. Acesse: http://www.valor.com.br/brasil/4001748/fmi-reduz-previsao-para-pib-do-brasil-mas-elogia-ajuste-fiscal

O artigo não diz, mas o FMI projeta inflação de 7% para o Brasil em 2015. Já nosso mercado que projetava 8,2% (rsrsrs) começou a baixar sua expectativa.. alguns dias após nosso artigo que já aponta que 8,2% de inflação este ano está difícil de acreditar.. acesse a alteração de expectativa de inflação pelo mercado, após nossa análise, em http://www.efe.com/efe/noticias/brasil/economia/mercado-financeiro-reduz-previs-infla-para-2015-brasil/3/2019/2585014

É uma grande palhaçada essa expectativa inflacionária pelo mercado no início de cada ano... tsc, tsc, tsc. Mas é importante que você veja isso.

Como sempre, aqui no Blog Perspectiva Crítica você não tem surpresas. Você tem informação coesa do início ao fim do ano. Sua vida fica mais previsível.. talvez mais monótona (rsrs), mas pelo menos você fica bem informado e na frente do que a grande mídia de mercado publica sobre fatos econômicos.

Continue assistindo... o mercado botou a expectativa nas alturas no início do ano para extorquir o máximo de juros básicos. Na candidatura do Aécio chegou-se a falar que eram necessários juros de 15%!!! Mas a inflação já parece arrefecer com 12,75% fixados no governo petista.. menos impacto recessivo, menos desemprego do que se o juros fosse a 15%... e esfriamento da inflação que o FMI projeta não superior a 7% no fim desse ano de 2015. Depois dizem que s Dilma enganou a população.. é brincadeira..

Vá assistindo o mercado baixar sua expectativa até fechar com a real inflação do fim do ano que será não superior a 7,5% (nossa expectativa) e pode até surpreender e ficar em 7% (expectativa do FMI) ou menos. Vamos ver..

Grande abraço.

p.s. de 16/04/2015 - Texto revisado.