sábado, 18 de fevereiro de 2017

A prova da desconsideração pelo indivíduo pelo Jornal O Globo: Jornal é contra pedidos judiciais de remédios e indenização de presos em superlotação

Ler o Jornal o Globo hoje, dia 18/02/2017, é lidar com o que há de mais reacionário.. contra o indivíduo e seus direitos individuais. A manchete é: "Crise na Saúde mostra que judicializar não resolve - Ordem do STF para indenizar presos (que sofrem com superlotação) é considerada inócuo por especialistas". E na primeira página há ainda destaque para a opinião da Miriam Leitão sobre o mesmo tema nestes termos "Indenização (de presos) não é solução e ainda cria novos problemas". No mesmo espaço, o Jornal ainda menciona que a judicialização do tema saúde não solucionou a questão da saúde eis que, "No Rio, após o acordo entre a Defensoria e a União, em 2012, a fila por cirurgia nos hospitais federais aumentou de 13.851 para 23 mil no ano passado".

Perguntamos: como têm a coragem de publicar algo tal vil e sem fundamento para as conclusões sobre os resultados da judicialização da saúde e a indenização de presos que sofrem em superlotação? Estamos estarrecidos. Mas isso demonstra os valores seguidos pelo jornal... e não parece ser o da preocupação com a saúde e bem-estar de pobres, miseráveis e estes sub-cidadãos, os presos... mas o pior é que virar a cara para isso é virar a cara para a democracia. Vejamos,

Primeiramente, quanto à saúde, a judicialização de cirurgias e pedidos de remédio só existem porque o Estado não cumpre seu dever de entregar remédios e cirurgias. Se o cidadão vai ao Judiciário, que também representa o Estado e é o único composto por profissionais selecionados por concurso público de conhecimentos técnicos jurídicos para fazer valer as leis no País, o que o Judiciário vai fazer? Passar a interpretar as leis com base no que os economistas dirão sobre o reflexo da decisão em Orçamento Público? O Juiz terá de ligar para o Ministério ou Secretaria de Fazenda e perguntar quanto tem de dinheiro para ele entregar o direito vilipendiado do cidadão??!?!

Isso já existe, em termos. Há cirurgias negadas no Judiciário e tratamentos médicos também, quando são caríssimos, sem autorização ou registro da ANVISA (para uso de medicamentos) ou que devam ser feitos no exterior. Mas isso não pode ser a regra. O artigo 196 da Constituição determina que o Estado deva fornecer atendimento público gratuito de saúde a todo brasileiro (Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação).

Então, se o Estado-Administração não provê e o cidadão precisa, requerendo ao Judiciário este deve conceder porque esta é a lei. A demanda cria despesa extra de um bilhão de reais ao ano? E daí? Pagam-se 600 bilhões de reais ao ano de juros e não se fala nada. O BNDES empresta bilhões a empresas. Os governantes roubam bilhões, assim como seus partidos e as empresas envolvidas; o orçamento público é de 3 trilhões de reais e não pode ser gasto um bilhão de reais (1/3000 do orçamento público - em termos de salário mínimo é R$0,37 em R$1.050,00) para entregar medicamento e realizar cirurgia ao brasileiro carente que merece e não tem a quem recorrer?! Surreal.

E o preso? Cometeu crime. Certo. Tem que ser punido. Certo. Mas tem que viver nas condições que forem como se fosse em uma masmorra medieval? Não. E se o governo não constrói presídios (que sabemos que não é por falta de dinheiro, mas por roubo, corrupção e má gestão), o Judiciário vai dizer que preso não tem direito à indenização por estar jogado em uma pocilga?! E isto porque "cria custo sem indicar fonte de despesa"?!?! Deve suspender-se o Estado de Direito diante déficit orçamentário? Vivemos a era da submissão do Estado Democrático de Direito a um Estado Econômico-Orçamentário?

Se o Jornal O Globo não sabe, toda decisão judicial de indenização contra o Estado e a favor de empresas e cidadão cria despesa. Então o Globo sugere que não se condene mais o Estado, suas autarquias e empresas públicas porque isso cria "despesa para o Estado sem indicação de fonte de receita"?!?! Acabou, então o direito do cidadão contra o Estado? Senhores e senhoras, o vetor de publicação da grande mídia sempre foi a favor de superricos, grande empresas e bancos, mas essa foi demais.

O nível do equívoco é tão fantástico e gigantesco que é até inacreditável. E mais, não se consegue ver nem o óbvio com a decisão corretíssima do STF no caso de indenização de presos que sofrem em superlotações: o Estado, diante do risco de ter de gastar com indenizações aos presos, finalmente será obrigado a gastar com construção e melhoramento de presídios, a bem da nossa civilidade.

Não há publicação sobre quem nos rouba e míngua o orçamento público: 158 bilhões de reais em isenção dados pelo Cabral e Pezão a termas, bares e joalherias... não há publicação do que se fazer pela gestão pública para aliviar a dor de quem precisa de hospitais e médicos e não têm... mas publica-se que entregar remédios e cirurgias a quem não tem e indenizar presos sob maus tratos não pode.

É o ocaso da civilidade! É o máximo da filosofia utilitarista! É o surto psicótico de que o orçamento público só serve para pagar juros a bancos! É o fim do direito das pessoas! É o Brasil da direita de Temer, bancos e da grande mídia! Benvindo a este Brasil Novo que flerta com o fascismo. Triste.

P.S. Texto corrigido e ampliado.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Reforma Trabalhista e Previdenciária: o êngodo da sociedade, do aposentado e do trabalhador

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, não quer que a Reforma da Previdência passe pelo Plenário da Câmara e quer que vá direto para o Senado, através de um subterfúgio regimental. A Câmara chegou a trabalhar arduamente antes do carnaval para que isso aconteça. Muito patriotismo... E a Reforma Trabalhista tem que ser aprovada o quanto antes. As duas deveriam ser aprovadas, segundo pretendem políticos da base do governo (concentradas na ala direita e centro-direita), o quanto antes, de preferência até abril, a da previdência, e até junho, a trabalhista. Por quê? Porque assim não haveria tempo de a sociedade discutir os temas complexos e saberem a verdade sobre ambos, o que levaria a sociedade a modificar em muito ou rejeitar as reformas propostas.

Quando políticos trabalham à noite e em vésperas de feriado, todos já sabem: vem bomba aí!!! A pressa dos autores das reformas trabalhistas e previdenciárias é notória e estas devem ser tramitadas e aprovadas o quanto antes, por alguns motivos:

1 - Se a economia melhorar, como já está melhorando sem nenhuma reforma, como justificarão que deve haver tais reformas? As reformas, portanto, têm de ser aprovadas agora, enquanto podem colocar a culpa do desemprego na falta de realização de tais reformas.

2 - Se demorar a ocorrer a aprovação e forem levadas a debates, as pessoas, ainda mais hoje, em que as cantilenas da grande mídia não têm mais o absolutismo e autoridade da era pré-mídia social, vão ficar sabendo que no caso da Previdência Social, fora a correção da idade mínima de aposentadoria (65 anos para todos, com o que o Blog concorda), não há necessidade nenhuma de exigir 49 anos de trabalho de nenhum brasileiro para pagar-lhe a aposentadoria integral, antes de lidar com três problemas da Previdência: (a) separar a conta da previdência social da conta da assistência social; (b) garantir que todas as fontes de arrecadação e custeio da previdência cheguem de fato ao INSS e (c) passar pente fino em todos os benefícios concedidos além de cobrar de grandes devedores de contribuições previdenciárias.falta de arrecadação.

3 - Se demorar a ocorrer a aprovação da Reforma Trabalhista, todo trabalhador acabará sabendo que a regulamentação da terceirização tornará inaplicável, na prática, qualquer direito da CLT, incluindo licença maternidade, licença paternidade, férias, hora extra, 13º, tudo. Também saberá que colocar a negociação entre partes (centrais sindicais e empregadores) acima da lei trabalhista os colocará em franca desvantagem porque, sob a pressão do desemprego, ainda mais nos dias de hoje, quando o trabalhador mais precisa da proteção da lei, os trabalhadores desesperados pressionam as centrais para aceitar qualquer acordo e, então, caem na precarização de suas relações de trabalho com base no que o patrão decidir e oferecer.

Agora, vamos à revelação do engodo, de forma resumida, a que a sociedade está sendo submetida e da qual a grande mídia e o mercado sabem, mas não te dizem. Não te dizem com o exclusivo fim de atingir a proteção de seus interesses de enriquecimento às suas custas, leitor,  às custas dos direitos de quem trabalha, de quem tem emprego, das pessoas físicas que se aposentam e que têm uma vida para viver antes e após a aposentadoria e que gostariam de viver essa vida com qualidade, tanto enquanto trabalham quanto após, ao se aposentarem.

Como roubar o aposentado, o trabalhador, os servidores e todos os pais e mães de família no país? Da seguinte forma: retirando direitos trabalhistas e previdenciários. Isso é mais difícil de ver. É difícil de notar o empobrecimento com base em medidas escritas em letras e não em números. E pior, quando o resultado desse acúmulo de frases e palavras, na forma de projetos de lei e projetos de emenda constitucional (quantos entendem o que é isso?), se dá de forma não imediata no bolso do cidadão.

Nosso povo tem educação média ruim. E mesmo quem a tem em nível mais elevado ou não se interessa por política (o que parece estar mudando, principalmente entre os mais jovens, graças a Deus) ou não tem visão de longo prazo. Então, se a medida impacta somente no longo prazo, a maioria dos cidadãos no Brasil não a "vêem", não tomam conhecimento efetivo dela, não a compreendem e nem se esforçam a compreendê-la.

Tiram 90% das verbas de investimento do orçamento da Justiça do Trabalho e 30% de suas verbas de custeio ordinário? E daí? O que isso me afeta diretamente? Senhores e senhoras, vejam esses números. Imaginem que tirassem 30% da renda de uma empresa e ela tivesse de destinar menos 30% à sua atividade e tivesse de cortar 90% do valor que investe em sua atividade? Que tipo de atividade esta empresa daria continuidade? Foi o que o relator do orçamento fez à Justiça do Trabalho.

Qual o espaço que este tema crucial para o reconhecimento do direito dos trabalhadores, vilipendiados centenas de milhares de vezes anualmente, tem na grande mídia? Nenhum. Mas você pode ter problemas em resolver seus problemas na Justiça Trabalhista por causa disso. E aí a grande mídia publicará a "ineficiência da Justiça do Trabalho" e no fim concluirá que é melhor acabar com ela... para o seu bem e de todo trabalhador brasileiro, é claro.. Rsrsrsrs.

Além de atacar a Justiça do Trabalho, a direita está atacando a relação de trabalho. Eles não querem mais a CLT mandando na relação. Querem o "acordo direto entre trabalhadores e empregadores acima da força da lei". Já explicamos que em tempos de crise as centrais sindicais ficam fracas e então terão de engolir, a pedido de seus sindicalizados, cada vez mais desempregados e desesperados, cortes em seus direitos trabalhistas os mais diversos. Isso torna desleal o superficialmente aparente a "igualdade de forças" entre as partes que transigem sobre os direitos trabalhistas, e demostra que nestas condições especiais essa igualdade não existe em desfavor dos trabalhadores..

Mas não só isso, a regularização da terceirização, que está pronta para ser sancionada pelo Temer, segundo informações chegadas ao Blog, acabará com a CLT, na prática, pois ninguém mais será contratado pessoalmente pela empresa, mas somente por empresas terceirizadores de serviço. Então, você será pjotizado (virará PJ) ou terceirizado e nestas duas condições não poderá mais, na prática, exercer direitos trabalhistas, pois a empresa na qual você trabalha efetivamente terá sempre alguém para te substituir na continuidade de um projeto. E, nestes termos, você vai querer sair do trabalho no meio do projeto? Se sair, pode não voltar, caso quem o substitua dê conta do recado, independente do estágio do projeto. Você não tem vínculo com a empresa. e te descartar é mais fácil.

Mas não sé só isso. A regulação da terceirização prevê a aplicação da terceirização para atividades-fim e aplicável à administração pública, ou seja, será o fim do concurso público. E quem ganha com isso? A área privada, que terá milhões de mais pessoas à sua disposição, criando uma baixa do salário no mercado de trabalho inchado por este excesso de contingente. A perda é do mercado de trabalho, ou seja, para o trabalhador que sofrerá mais concorrência por vagas de emprego. Também os filhos de ricos se privilegiam, pois, formados em Harvard e em universidades estrangeiras, terão um "currículo" melhor do que o seu e dos seus filhos de classe média e pobres formados no Brasil, e todos os cargos da administração pública serão preenchidos por esses filhos melhor "curriculados" do que você e seus filhos, pois  a "meritocracia" não significa que os melhores de fato estejam nos postos públicos (o que é assegurado por concurso público), mas que os de melhor formação e currículo estejam contratados. E a análise de currículo considera marca de faculdade, marca de colégio, experiência em empresas e cargos de nível, mais acessíveis a pessoas com círculos sociais mais ricos e da camada social mais elevada... consegue ver a dimensão do problema?

Para não dizer que o Blog Perspectiva Crítica é contra a reforma trabalhista proposta porque é de esquerda e não apresenta uma opinião técnica, observe a opinião do Ministério Público Trabalhista no artigo publicado hoje no Jornal O Globo, on line, intitulado "Reforma trabalhista é forma de garantir pleno emprego, diz Ministro do Trabalho":

"MINISTÉRIO PÚBLICO É CONTRA
O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, rebateu os argumentos do governo. O Ministério Público, inclusive, emitiu três notas técnicas ao Congresso Nacional condenando o projeto (da reforma trabalhista apresentada pelo governo). Ponto a ponto, Fleury rebateu a proposta e afirmou que os termos não vão gerar novos empregos e, além disso, vão precarizar as relações de trabalho.

— Vai haver migração dos trabalhos protegidos para contratos por tempo parcial, menos protegidos. Isso significa precarização do emprego e do trabalho — disse.
Ele ainda criticou a prevalência do acordado sobre o legislado. Segundo o procurador, a prerrogativa para avaliar se um acordo coletivo é legal ou não deve continuar sendo do Judiciário."
— Se não houvesse interpretações dissonantes, não seria necessário o Judiciário — afirmou.
Fleury encerrou a fala com uma provocação aos deputados e foi muito aplaudido:

— Uma pergunta: Quem defendemos? A quem interessa retirar o controle de ponto (eletrônico)? Qual o legado que deixaremos para futuras gerações?"


Leia a íntegra do artigo em  http://oglobo.globo.com/economia/reforma-trabalhista-forma-de-garantir-pleno-emprego-diz-ministro-20935464#ixzz4YrVBLl00

Observe a incongruência entre o título e o conteúdo do artigo... mas continuemos na linha deste artigo crítico às reformas apresentadas.

Pois é.. a reforma trabalhista vai garantir o pleno emprego? Essa afirmação do ministro do trabalho do governo Temer é ridícula. Quase alcançamos o pleno emprego no meio do governo Lula, senhores, com a CLT aí. Não é a abdicação de direitos trabalhistas que garantirão o pleno emprego, é o crescimento econômico. E não há crescimento econômico com commodities em valores baixos, com juros brasileiros pagando mais de 8,5% de juros reais e impedindo a geração de emprego e do investimento na produção.

Então, o engodo está aí: além de já termos chegado quase no pleno emprego sem a reforma trabalhista (o desemprego geral no Brasil chegou a 6% e no Rio de Janeiro chegou a menos em torno de 4%), há poucos anos atrás, as condições para a retomada do crescimento já se apresentam e atingiremos de novo bons níveis de desemprego sem essa reforma, já que as commodities voltaram a se valorizar, a inflação cai, dólares entram aos montões/bilhões no Brasil e os juros estão caindo.

É isso que trará emprego e crescimento econômico. E os políticos, grandes núcleos de poder do mercado e o governo de direita têm que passar a reforma agora, pois quando os números de desemprego e de crescimento econômico melhorarem sem a reforma, ficará evidenciado que o que houve foi um mal e curto momento econômico, consequência de uma crise econômica com origem tanto no exterior (crise financeira internacional desde 2008) quanto interna (reflexo dessa crise, baixos preços históricos de minério de ferro e petróleo, aliado à má gestão pública e fiscal somente desde o segundo semestre de 2013).

Esse mal momento passou. E eles querem passar a reforma trabalhista logo, antes que todos se apercebam disso.

Quanto à reforma previdenciária? Engodo. A Reforma Previdenciária seria desnecessária se se separasse a conta da previdência social (conta de quem paga pela aposentadoria e quem a recebe) da conta da assistência social (conta de quem não paga e nem contribui, mas recebe mesmo assim). Só isso já resolveria e o povo brasileiro poderia ver o quanto paga de assistência social (transparência nos gastos assistenciais).  

Mas isso é ruim para políticos e empresários, logo, para a direita, por quê? Porque se veria que o político faz assistência social para obter voto, mas coloca a conta no INSS e nos trabalhadores que se aposentam. Hoje o trabalhador contribuiu, mas metade dos valores pagos vão para agricultores que não contribuíram, segundo recente afirmativa em reportagem televisiva na Globo.

E por que não contribuem? Porque se contribuírem, os produtores agrícolas terão de contribuir para o INSS e eles não querem contribuir e impedem seus agricultores de contribuírem e o INSS de arrecadar. E a bancada ruralista disse que barrará a obrigatoriedade de recolhimento dos agricultores para "proteger o agricultor"... leva essa leitor.

Essa assistência social e outras vão para a conta do INSS. Os empresários do setor agrícola não contribuem, os agricultores não contribuem, outros benefícios assistenciais são pagos pelo INSS, os políticos levam seus votos por aumentarem assistência social e manter a assistência paga pelo INSS e todos podem colocar a culpa na Previdência Social que é "naturalmente e historicamente" deficitária.

Você acha que é deficitária e concorda com que tirem seus direitos de aposentadoria, mas o que é feito é colocar nas costas do trabalhador o ônus pela assistência social que é feita por políticos que se aposentam por regras próprias distintas das suas e mantidas e protegidas por empresários do setor agrícola, que, milionários ou bilionários, não precisam da Previdência Social para se aposentarem.

E não é só isso. Tributos que deveriam ir para o INSS são contingenciados e não chegam ao INSS que é credor do governo nesses valores. Mas quem publica isso? E, claro.. rsrs, nem  se fale dos e megaempresários que devem ao INSS bilhões e não pagam,.. e o governo não os cobrará para diminuir o "déficit da Previdência Social"; e a mídia não publicará esse absurdo, além de notinhas de rodapé... e você é quem deve pagar esse rombo com mais anos de trabalho.

É isso.

p.s. de 17/02/2017 - Texto revisado e ampliado.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Campanha "Transforme o Blog Perspectiva Crítica em um Canal de Comunicação de envergadura"!!! Seja seguidor!

No mês de dezembro de 2016 o Blog Perspectiva Crítica obteve 12.582 acessos gerais em números brutos, segundo os dados do Google Analithics. Tudo iniciou com 934 acesso quase totalmente advindos da Alemanha, em julho de 2010, descontando o acesso de menos de dez dias desde 21 de junho de 2010, dia de entrada do Blog em atividade.

De lá para cá foram em torno de 880 artigos publicados, mais de 270 mil acessos gerais por mais de 40 países. O nível de acesso mensal já saiu da média de 5 mil e em dezembro último chegou a mias de 12 mil. Mas isso é pouco, gente!!!

O nosso trabalho de informar bem a população só pode obter melhores resultados à medida em que mais e mais seguidores se associarem ao nosso canal! Já conseguimos antecipar várias notícias, em especial econômicas, às vezes com mais de 6 meses de antecedência! Vimos notícias e abordagens de notícias mudarem, por um acaso vindo a se alinhar às notícias e perspectivas publicadas pelo Blog Perspectiva Crítica durante esses anos!

Bolha imobiliária! Quando publicamos, era lenda, até que anos depois o Jornal O Globo publicou manchete sobre o tema.

Os furos das previsões econômicas para inflação pressionando juros Selic para as alturas!!! Quantas vezes noticiamos?!?1 Mas só se verifica isso no fim do ano, depois de a mentirada ter sido relativizada com informações parciais e alteradas de expectativa de inflação durante o ano.. mas nós denunciamos tudo já no início de cada ano e confirmavam-se ao fim do ano.

A denúncia em relação à irresponsabilidade de informações contra o serviço e servidores públicos!! Um cotidiano do Blog! Terá gerado a recente primeira matéria histórica a declarar que o servidor público, no Estado do Rio de Janeiro é "responsável pela geração de 25% da riqueza no Estado" (vide última matéria)? Não se sabe. Mas que só houve essa publicação depois de anos de atividade de nosso Blog pedindo respeito à contribuição do servidor à economia, isso é verdade.

Manipulação do preço do petróleo internacional pela Arábia Saudita, comentários isentos sobre a atuação política dos governos federais, estaduais e municipais e das autoridades, inclusive do Judiciário e decisões do STF.

Nada disso seria possível, no entanto, sem o apoio, o acesso e os comentários e perguntas dos leitores e dos seguidores do Blog Perspectiva Crítica! Você é essencial para tornar esse veículo um contraponto respeitável e de envergadura par influenciar a grande mídia a produzir informação mais honesta e isenta.

Não se omita! Ajude-nos a ir ainda mais longe!! Se você acre4dita que estamos no caminho correto e que podemos influenciar positivamente a grande mídia ou compensá-la nas mentiras que produz, vire seguidor do Blog! Esse é o primeiro referencial para que um canal como o nosso obtenha reconhecimento, poder de influência e mais credibilidade junto ao público, à sociedade e, muito importante, junto ao mercado financeiro e à grande mídia!!

Seja seguidor e chame outros amigos a fazer o mesmo!  Assim você estará criando uma rede de divulgação absurda para o Blog Perspectiva Crítica e tornando-o um canal mais denso de informação, propalando artigos que você entenda que merecem ser lidos para desvelar as mentiras publicadas pela mídia!

Se você acha que o Estado pode agir de forma a tornar o cidadão mais rico, se você acredita que as publicações na grande mídia beneficiam uma perspectiva que só enriquece bancos e grandes empresas e indústrias, se você acha que falta uma publicação de fatos econômicos, sociais e econômicos sob a perspectiva do cidadão, do contribuinte individual, da pessoa física, do chefe e da chefa de família, trabalhador, empregado e servidor público, esse é o momento de você ajudar a mudar o jogo da produção e publicação de ideias na sociedade!

Filie-se ao Blog Perspectiva Crítica! Seja mais um seguidor!!! Aumente nossa rede de publicação e faça diferença nessa "Guerra pelo Pib" que existe atualmente entre grandes empresas, bancos e grande mídia x pessoas físicas, servidores, trabalhadores, pequenas empresas e rede social!!

Só quem produz informação e as faz chegar no maior número de pessoas pode criar consensos em sociedade que gerarão atos políticos capazes de beneficiar a sociedade e a economia de forma compensatória ao malefício que a má informação propalada muitas vezes pela grande mídia causa. Essa má informação e publicação de fatos pela grande mídia, que combatemos, causam, coincidentemente, na maioria das vezes, diminuição de direitos trabalhistas, previdenciários, assistenciais, diminuição de prestação de serviços públicos e enriquecimento de bancos e de grandes empresas e indústrias!

Contamos com você pra tornar o Brasil próximo ao que existe na Alemanha, França, Inglaterra e países nórdicos!!! Leia nossos artigos! Seja seguidor! Compartilhe nossos artigos que você entenda dignos de serem compartilhados!

Você verá que dá um pouco de trabalho abrir a conta que o Blogspot pede. Mas pedimos que todos vocês insistam!!! 56 efetuaram!!! Queremos todos vocês dentro dessa rede do bem!!!

Grande abraço!

Mário César Pacheco
Blogger  

Histórico: reconhecimento da grande mídia de que servidores públicos geram 25% da riqueza no RJ

Finalmente o tratamento sobre o tema "servidores públicos" sob um prisma positivo. O Jornal O Globo, em sua matéria publicada hoje, 25/01/2017, informa que os servidores públicos do Rio de Janeiro são "responsáveis por 25% da geração de riqueza", no Estado do Rio de Janeiro.

Essa publicação, claro, está publicada em artigo cujo título destaca algo negativo e nada correlacionado à importância dos servidores públicos para a economia, qual seja, "A pior crise em 30 anos", na página 19 da edição de 25/01/2017, mas ao menos recebeu destaque interno do artigo. Destacamos o trecho que foi objeto de destaque interno do artigo:

"No Rio, a situação dos servidores (que recebem parcelado seus salários), responsáveis por 25% da geração de riqueza, é um entrave adicional à recuperação do mercado de trabalho."

E vejam mais esse destaque que efetuamos no artigo suso mencionado:

"No caso do Estado do Rio, economistas destacam que os atrasos no pagamento de servidores públicos e o risco de enxugamento desses quadros, que têm um peso grande na geração de riquezas local, são um entrave adicional par a melhora do mercado de trabalho, já que são famílias que deixam de comprar e contratar serviços. Segundo dados mais recentes da Relação Anual de Relações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, a participação da administração pública na geração de renda no Estado do Rio de Janeiro é de 25%."

O Blogger Mário César Pacheco, o qual desde 1996, ao assessorar o Deputado Estadual Nilton Salomão, na época do PSB, lia, à época quatro jornais por dia, o que destilou senso crítico sobre a condução de fatos e perspectivas em sociedade pela grande mídia, em mais de 20 anos nunca viu uma notícia favorável à importância do servidor público para a economia real, portanto, o momento é histórico.

Não há na notícia mais detalhes sobre essa importância dos servidores públicos para a geração de riquezas no Estado do Rio de Janeiro. Aparentemente se considera apenas a quantidade de salário dos servidores públicos estaduais em relação à massa dos salários de trabalhadores formais no Estado do Rio, já que o artigo trata da dificuldade de retomada do crescimento da economia no Estado do Rio de Janeiro, sendo o pagamento parcelado de servidores públicos mais um problema dentre outros.

Mas e se somássemos a importância da renda dos servidores públicos federais e a dos municipais a essa conta? A importância dessa geração de riqueza imediata aumenta, não? Então servidores não são só bicho-papão do orçamento público? Que bom, saber.. e servidor público gera riqueza? Que bom saber. Nós sempre publicamos e enaltecemos a remuneração dos servidores sob este prisma positivo.

Esse tratamento incomum pela grande mídia, através de um prisma positivo dos salários dos servidores, sempre foi a verdade desprestigiada e sempre foi a forma como o Blog Perspectiva Crítica exigiu que deveria ser publicada, a par do fato de ser uma conta de despesa do Estado.

Antes de ser uma despesa pública, o salário de servidor público é um investimento social com vários efeitos positivos:

1 - promove a prestação de serviço público, o que é uma obrigação do Estado;

2 - entrega serviço público por imposto pago pelo cidadão;

3 - cria e mantém meio burocrático imprescindível para a concretização de políticas públicas de assistência social, transporte público, previdência, educação, saúde, segurança pública e muito mais;

4 - cria estrutura burocrática essencial para tornar viável e possível um ambiente de negócios atraente no Estado;

5 - cria opção de emprego formal e digno ao cidadão, independente de seus contatos sociais e de sua riqueza e patrimônio;

6 - enxuga o mercado de trabalho e valoriza a mão-de-obra daqueles cidadãos que são empregados da área privada (a demissão de todos os servidores públicos os lançaria no mercado de trabalho para competir com os atuais empregados da área privada);

7 - promove o giro econômico na medida da massa de salários dos servidores públicos, garantindo demanda por bens e serviços privados e, assim, mantendo empregos na área privada mesmo em momentos de crise.

Finalmente, desta vez, houve uma publicação que explicou a importância do servidor público para a economia real somente pelo prisma do item 7 da nossa lista acima arrolada. Não sabemos se isso foi um deslize do Jornal O Globo ou se o mesmo começará a publicar de forma mais madura sobre o tema "servidor público e serviço público".

Se por um acaso for a segunda hipótese, o que louvaríamos por resgatar a verdade sobre o tema, o Blog Perspectiva Crítica já poderá sugerir outros cortes informativos e pesquisas sobre o tema que pode ajudar no crescimento econômico e na obtenção de mais eficiência no serviço público a bem da economia e da população: faça, a grande mídia, investigação honesta sobre o retorno social e econômico que cada servidor público garante à sociedade. Somente assim será possível saber se há inchaço em um ou outro setor público e se seria importante ter mais contratações ou menos contratações neste ou naquele setor público.

Sugerimos que se faça pesquisa e investigação do retorno social e econômico do servidor da seguintes forma:

1- Qual o custo de professores públicos em uma escola para o Estado e quanto custaria para cada mãe e pai de aluno, caso o Estado não pagasse?  Averigue-se o quanto esses pais pagaram por essa escola em termos de pagamento de imposto. Esse é o benefício direto que indica a entrega de serviço público por imposto pago.

2 - Depois conte-se qual o benefício social a médio e longo prazo em se ter uma população educada versus custo em manter escolas públicas. Através da evolução da expectativa de aumento de renda para quem tem mais escolaridade, identifique-se, segundo o número de alunos que terão este aumento de renda, o quanto eles ganharão a mais no futuro e averigue-se o quanto essa renda significa em aumento de renda para a economia e veja-se a escola como produtora de renda para a sociedade, já que os nossos jornais não se importam que a escola gere educação, claro, mas dinheiro. Aí será averiguado o quanto uma escola contribui para aumento de renda e do pib do Estado.

3 - Conte-se o custo de manter médicos públicos e como isso mantém pessoas ativas na economia, caso eles não existissem. Conte-se, ainda, o reflexo do investimento público em médicos como sugerido no item 1 e 2, mutatis mutandis.

4 -  Conte-se o custo de fiscais de ônibus e conte-se o retorno que seria em dinheiro das vidas que não seriam perdidas (calcule-se cada vida como R$300.000,00, o valor que o STJ concede em indenização, mais os valores dos salários que ela receberia em vida) em atropelamento, ocasionados por mal funcionamento de ônibus, descumprimento de regras de adequado treinamento dos motoristas e por falta de cobrança de multas, o que incentiva a bandalha.

5 - Conte-se quanto um fiscal contratado pelo Estado gera de renda ao mesmo através de sua atividade de arrecadação e averigue-se se deveriam ser contratados mais fiscais.

6 - Conte-se, como foi feito para o Porto de Santos, quantos servidores públicos são necessários para se ampliar serviços prestados em alfândega e qual o retorno para a agilização de negócios e produção de renda isso geraria. No caso do Porto de Santos, a contratação de 400 servidores públicos, na maioria federais, ao custo de 50 milhões de reais ao ano, geraria aumento trabalho de 24 horas do Porto de Santos e aumentaria os 50 bilhões de dólares anuais de balanço de cargas para em torno de 75 bilhões de dólares, ou seja, 15 bilhões de dólares a mais (aumento de 33% das operações, segundo antigo artigo do Jornal O Globo sobre o tema), ou seja, 50 bilhões de reais a mais. Ou seja, nestes caso, somente neste caso, o lucro do Estado/sociedade com o investimento de mais 50 milhões de reais anuais em salários de servidores é de R$49.950.000.000,00!!!!!

7 - Faça esse tipo de conta real com todos os servidores e serviços públicos.

Mas não é isso que se faz... o que os grandes jornais publicam é só o custo que o servidor reflete no orçamento público. É como se uma empresa privada não visse o retorno que existe em se pagar cada empregado contratado e visse o empregado somente pelo lado da despesa... rsrsrs.. a empresa acabaria demitindo todos para diminuir a despesa e produziria o quê?  A empresa acabaria.

Então, esperamos que isso seja uma nova tendência do Jornal O Globo. Contamos com isso, mas céticos. Porém, o dia em que fizerem contas como as apresentamos, aí sim se estará publicando seriamente sobre serviço público e servidores públicos e estará se fazendo um bem para se descobrir meios de se garantir a eficiência dos serviços públicos que a sociedade merece, produzindo-se riqueza para todos.

P.s.: Texto revisto.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Crítica ao artigo "A Orquestra do Titanic e os servidores públicos": injustiça e falta de criatividade e coragem

Impressionante. Um grupo de pessoas que nós particularmente admiramos é o dos fundadores da organização não governamental Associação Contas Abertas. Dentre eles está Gil Castello Branco. Não sabemos se é o único fundador ou se todo o grupo que consta do "board" é de fundadores, pois em uma rápida análise do site não encontramos o estatuto da ONG.

Ficamos muito felizes quando foi criada esta ONG e sabíamos que, se fosse séria, como é, isso ajudaria muito o país. Nós havíamos idealizado fazer o mesmo ainda nos idos do ano 2000, quando o blogger Mário César Pacheco professou curso de aperfeiçoamento em direito tributário para servidores da Secretaria de Estado de Finanças/Fazenda, organizado pela área de pós-graduação da Universidade Cândido Mendes.

Entretanto a missão seria árdua, o trabalho seria hercúleo e seria necessário justamente a formação em economia e, quiçá uma especialização em gestão de orçamento público. Então, esta missão não poderíamos fazer sem a ajuda de um grupo especializado e este empreendimento não pudemos realizar, mas ficamos extasiados quando em 2005 a ONG Contas Abertas foi criada.  

Porém nos decepciona o artigo publicado hoje, 17.01.2017, na página 12 do Jornal O Globo, intitulado "A orquestra do Titanic e os servidores públicos", da mesma forma que a própria CUT decepciona ao não defender a imagem dos servidores públicos e a regularidade de sua remuneração para a sociedade. Veja que que a ignorância e falta de perspectiva sobre os servidores públicos e sua remuneração é tão profunda em nossa sociedade, o que não ocorre em sociedades mais maduras como a alemã, francesa, inglesa ou as nórdicas, que sofre ataques e falta de apoio da direita e da esquerda, por incrível que pareça.

Nossa decepção está em Gil Castello Branco, que assina o artigo em nome da ONG Contas Abertas, repetir os mantras implícitos e explícitos, apesar de que com um pouco melhor de dados em quantidade e qualidade do que outros articulistas da grande mídia, de que "há muitos servidores públicos" ("O Brasil tem cerca de 11 milhões de servidores públicos"), de que "ganham mais do que a média da população" e de que "não podem querer aumento em momento de crise", atacando em especial os servidores federais que ganham melhor em média e que ganharam "aumentos" e que ainda insistem em novos "aumentos".

Percebam o trecho que foi destacado pela edição do jornal o Globo no artigo em comento:

"Aumento do funcionalismo, com estabilidade e remuneração acima da iniciativa privada é inoportuno e incoerente"


Vejam bem, seremos breves tanto quanto possível porque já escrevemos várias vezes sobre este tema.

Primeiramente, tratar indistintamente "servidores públicos" é uma falácia. Qualquer artigo que fale de "servidores públicos", mas que não explique sobre qual grupo de servidores públicos está falando é um artigo tendencioso e mentiroso. Por exemplo, mesmo hoje, em crise, há professores municipais em vários dos mais de 5.500 municípios no país que ganham menos de R$1.000,00 (mil reais). Há médicos estaduais que ganham R$3.000,00 (três mil reais), sem contar inúmeros outros tipos que ganham pouco mais do que o salário mínimo. Os servidores da área de cultura, então, em qualquer esfera governamental ganham muito pouco. A esses é "inoportuno e incoerente" exigir adequação de seus salários e correção inflacionária que acumulada é chamada de "aumento" pela grande mídia e agora pela ONG Contas Abertas?

É necessário que os artigos digam a que grupo de servidores se referem para que se possa avaliar as pechas genéricas imputadas pelo articulista a seus movimentos de defesa de sua remuneração, do contrário há má informação, informação genérica, o que beira, quando não concretiza, a desinformação. E a desinformação sobre despesas públicas para a sociedade fere de morte a missão institucional da ONG Contas Abertas. Não queremos que isso ocorra.

Em segundo lugar, é bom deixar claro, normalmente o que os servidores requerem não é "aumento", mas correção inflacionária que os governos de todas as esferas negam ano a ano, mesmo que, agindo assim, os governos ajam inconstitucionalmente, e que se acumulam no tempo. E depois de lutar nos parlamentos e contra a desinformação em massa, que a grande mídia cria sobre o tema, os servidores obtêm índices acumulados de correção inflacionária, às vezes por dez anos. Isso não é "aumento", mas a mídia pega o índice, digamos de 40%, compara com a inflação de um ano, de 5% e diz que é aumento de 35%. Isso é desinformação tendenciosa e em massa contra o servidor e o serviço público.

A grande mídia fazer isso dá para entender, já que defende o Estado Mínimo e sob este dogma ela ataca o Estado e o servidor público de toda forma que compreende capaz, desinformando e mentindo em sociedade sem qualquer punição. Mas a ONG Contas Abertas é integrada por especialistas. Ela sabe o que publica. Sua responsabilidade é maior e sua missão melhor e maior do que a da grande mídia, neste aspecto. Então, se quer dizer que houve aumento, explique de qual grupo de servidores dentre as dezenas de milhares que existem no Brasil está falando: é a do professor municipal de qual dos 5.500 municípios brasileiros? É o auditor federal, estadual ou municipal? É o promotor de justiça estadual ou o Procurador da República? Enumere de quem fala, porque a história remuneratória de cada grupo de servidores é única.

Outra coisa, no artigo em comento fica claro que "a proporção de servidores municipais em relação à população brasileira, que era de 2,2% e 2001, subiu para 3,2% em 2014" e que "entre 1999 e 2014, embora os estatutários predominem, sua proporção caiu de 65,4% para 61,1%", crescendo, em contrapartida, no mesmo período, "os percentuais de pessoas sem vínculo, de 13,4% para 18,7%".

Então, diminuíram os concursados e aumentaram os contratados por cargo em comissão (de livre nomeação, os preferidos dos políticos) e terceirizados? É isso? Não deveria ser esse tipo de informação dissecada? E o aumento maior de número de servidores públicos, dentre municipais, estaduais e federais, ocorreu nos municípios, então?

Porque quando se fala indiscriminadamente que "aumentou o número de servidores públicos", ninguém pensa em comissionado (nomeado livremente por políticos e autoridades), municipal, estadual, estatutário (que fez concurso), ou federal. Este tipo de informação genérica, ou seja, "aumentou o número de servidores", o leitor da grande mídia vê como uma crítica para todos os servidores, indistintamente, mas, pergunto, sobram médicos para atender a população? E professores? E outros vários? Faltam servidores na Justiça Federal, por exemplo. Isso atrasa conclusão de processos e reconhecimento de direitos do cidadão. Então a pecha de aumento e inchaço do Estado, colocado de forma genérica é mentirosa e prejudica a sociedade.

E mais. Tratar do problema do orçamento só pelo lado da despesa é ridículo, ainda mais para uma ONG especilizada em Orçamento Público. E o lado da receita? E as isenções que prejudicam a receita? E a guerra fiscal? E os desvios? E a corrupção? E os juros nababescos praticados pelo Banco Central que somente enriquece bancos e rouba o orçamento e é mais do que gasta todo o orçamento da saúde e educação? E a comparação entre o que é pago de imposto sobre herança aqui e nos países desenvolvidos? Por que a ONG Contas Abertas, que pode fazer essas considerações, não as faz? E a queda do Petróleo e do minério de ferro?

E a estiagem nos anos de 2014 e 2015 que quebraram a safra e aumentaram os valores dos alimentos que repercutem entre 24% a 45% no índice de inflação do período, além de terem aumentado o preço da energia elétrica? E por que não se comenta que  por voltarem as chuvas entre fins de 2015 e durante o ano de 2016 gerou-se super safra e baixa de alimentos e baixa de inflação, chegando agora até à produção de tomate dever ser destruída pelos agricultores?

A volta das chuvas acabou ainda com a baixa reserva de água nos reservatórios de hidrelétricas e aumentou a oferta de energia, diminuiu os índices atuais de energia elétrica e, mais uma vez, contribuiu para baixar inflação. Isso tudo indica que o juros não deveria ser nababesco como é e que o alívio no juros da dívida pública poderia ter sido amenizado antes, aliviando o orçamento. Mas a despesa com juros é indizível, intangível e não criticável, até mesmo pelo Contas Abertas. E tome culpa do servidor na despesa pública...

Por que não é dito que a quebra de receita (queda de petróleo, minério de ferro, aumento de inflação que repercutiu mal na economia e fez piorar ainda mais o desemprego e a receita pública) gerou aumento proporcional do que se gasta com o servidor? Mas por que não se disse que o aumento de juros para até 14,25% ao ano gera gasto orçamentário de mais de 550 bilhões ao ano?!?! Nesses dias o Globo publicou que somente a queda de 1% dos juros, que agora está em 13,75% gerou economia de 75 bilhões de reais!!!!! O defícit fiscal do ano de 2016 foi avaliado entre 170 e 139 bilhões de reais!! Olha aí... o problema é o servidor público que presta serviço á população e cujos cargos públicos criam concorrência com a área privada pela mão-de-obra do brasileiro? Ou é a má gestão pública, a guerra fiscal, a falta de receitas que há em sociedades maduras e os juros nababescos pagos sem igual no mundo?

E vejam, servidor não ganha participação nos lucros, nem tem FGTS, "hora extra" é lenda, mas ele precisa dos reajustes porque tem família e contas a pagar. Por que não se faz estudo detalhada de quantos cargos em comissão existem em proporção a todos os servidores públicos? Por que não se demonstra que o número no Brasil em relação a sociedades maduras é absurdo (25 mil cargos na União versus 600 cargos na Alemanha)?!?! Por que não se cacula o gasto desses cargos em separado dos servidores concursados? A ONG COntas Abertas pode fazer isso. Pedimos que faça.

E por que a ONG Contas Abertas não publica que a França e Alemanha sofreram menos durante a crise financeira de 2008 a 2013/2015 e um dos motivos elencados é porque tinham regras trabalhistas mais duras que dificultavam a demissão e o grande número de servidores públicos, grupos estes que, mantidos empregados durante a crise, mantinham o fluxo de valores em suas sociedades, giravam a economia e mantinham milhares e milhares de empregos privados!!!!!

Por que a Associação Contas Abertas não pode calcular quantos empregos privados são mantidos por circular toda a remuneração dos servidores públicos que não são demitidos?

Por que a Contas Abertas não diz para o cidadão como uma sociedade inglesa, francesa, alemã e nórdica tem mais eficiência em sua economia e prestação de serviço público a seus cidadãos e melhores índices de desenvolvimento humanos que o Brasil ao mesmo tempo em que apresentam até três vezes mais servidores públicos em proporção a seus habitantes e trabalhadores em suas economias do que a brasileira? Então como está inchado o serviço público brasileiro, quando se comparam esses índices?!?

Por que a Contas Abertas não publicam que o salário do servidor público é em média maior do que o do trabalhador brasileiro porque a média educacional do servidor público é maior do que a do trabalhador brasileiro?

Por que a Contas Abertas não publica que a existência do serviço público valoriza a mão-de obra do trabalhador brasileiro que está ao nível de prestar concurso e entrar nos cargos públicos, pois cria concorrência por tal mão-de-obra com a área privada?

Não que se apoie aumentos de despesa sem receita, nem que alguns reajustes não possam ser contemporizados nesses períodos áridos, mas o tratamento generalizado do tema suscita a continuidade de preconceito em relação ao tratamento do tema "gestão do serviço e servidores públicos", bem como do tema "remuneração do serviço e dos servidores públicos" e contra isso temos de fincar bandeira aqui.

O tratamento rasteiro, generalizado e superficial sobre este tema importantíssimo até para se garantir eficiência e ambiente de negócios de qualidade no país, é um dos motivos do entrave em nosso desenvolvimento econômico e do próprio mercado de trabalho em malefício à economia, mas muito em maior prejuízo à qualidade de vida do cidadão brasileiro.

Então, senhores e senhoras, é isso,,, essa falta de comprometimento com a verdade, com a informação e a compreensão do setor público não pode continuar. E depositamos nossas esperanças em novos debates sobre o tema que venham a ser travados em sociedade, porque não chegaremos ao nível de vida de nórdicos e alemães e franceses e ingleses fazendo diferente deles que sempre prestigiaram os seus servidores públicos e os têm em grandes quantidades em suas economias, recebendo bons salários.

E a ONG Contas Abertas deve estar nesse processo de elucidação da máquina pública e de seus benefícios para a sociedade e não ser papagaio da grande mídia. Faça como como nós do Perspecrtiva Crítica, não se importe com acesso e publicidade no Jornal de grande mídia. Faça bem seu trabalaho, com comprometimento com o interesse público e o bem público.

O resto e o reconhecimento, se vier, que venha com o tempo, diretamente pela sociedade... aí eles acabam publicando mesmo. Mas ser publicado na grande mídia não pode ser a missão principal. Não se cria informação para que seja publicada pela grande mídia. Cria-se boa informação que ajude a sociedade. Se vai ser publicada ou não, ainda mais hoje em dia com a rede social, é detalhe.

P.s de 18/01/2017 - Texto revisado e ampliado.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Perguntas Complexas, Respostas Publicadas: Situação de Itaboraí e a Comperj

O leitor Cláudio Braga perguntou sobre novidades sobre Itaboraí em nosso artigo de 2011 sobre a Comperj. Respondemos a ele, mas ficou longo e informativo e compartilhamos com todos na forma de artigo.

À época, a ideia do investimento na Comperj era maravilhosa. Nossa economia crescia (a ano de 2010 foi de maior crescimento de mais de uma década), Não havia petróleo, o consumo de gasolina no Brasil indicava o interesse na construção de refinarias para melhorar nossa balança comercial e transformar despesas (de compras de gasolina) da Petrobrás em lucros ( de venda de gasolina para o Brasil e, quiçá, par o exterior).

Nessa época, Itaboraí experimentou um boom econômico em torno da construção de Comperj e das expectativas do crescimento econômico após o término da construção.  Entretanto, tudo mudou, ao menos após 2014 e, com a obra em estado letárgico, a Comperj é um problema que tem que ser resolvido pela Petrobrás, bem como a Prefeitura deve se esforçar para sair do lodaçal econômico que a aposta única neste projeto a lançou.

Então, respondendo ao Cláudio, trouxemos alguns itens à luz, mesmo que superficialmente, e compartilhamos agora com todos.

Nossa resposta:

"Cláudio, você não informa o que você procurou e não achou. Este artigo foi escrito em 2011 e ninguém sabia que:
 1- haveria a queda do preço do petróleo, que em 2016 saiu de 120 dólares o barril para 28 dólares o barril (veja http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/petroacuteleo_a_caminho_dos_100_doacutelares_por_barril_na_bolsa_de_Londres e veja https://noticias.terra.com.br/brasil/petroleo-a-us-30-lanca-duvidas-sobre-viabilidade-do-pre-sal,8a67804c808e2f3182ac11a5ee58512bs83pghu4.html),
2 - nem que a PDVSA consolidaria o calote dado na Petrobrás em mais de 8 bilhões de dólares (40% da estimativa de custo de construção final em 20 bilhões de dólares pela Refinaria de Abreu e Lima), o que prejudicou outros investimentos como a COMPERJ,
3 - nem que o Petrolão seria tão amplo e profundo que envolveria mais de uma centena de empresários e políticos, e mais de 40 bilhões de reais desviados da Petrobrás, abalando sua credibilidade internacional, inchando sua relação dívida/lucro e catapultando os juros exigidos do mercado para captações da Petrobrás
4 - nem que a Dilma iria levar o controle do preço da gasolina a ferro e fogo indeterminadamente, mesmo após de reeleita em 2014, o que foi totalmente temerário e exagerado 
Sendo assim, apesar de as coisas agora, sob nova direção, não sem críticas do TCU,  direção, estarem melhorando, o projeto Comperj está em compasso de espera, sendo reavaliada as opções em relação à mesma, consoante as estratégias da Petrobrás.
Houve grande baque econômico em Itaboraí por conta da parada ou estado letárgico da obra, mas inclusive ela está sendo investigada por pagamento de propina.
A grande culpa da falta de sua continuidade, em grande parte, se deveu a fatores externos, mas muito principalmente o processo de assalto à Petrobrás que está sendo desvendado pela Operação Lava Jato. Todos os empresários e políticos envolvidos são culpados, pelas condições internas que inviabilizaram a finalização desta obra que foi orçada inicialmente em 2,5 bilhões de dólares e inflou até 20 bilhões de dólares.
Naturalmente a crise internacional também fez a gasolina sobrar no mercado internacional e diminuir o mercado para a COmperj, mas o mercado nacional é capaz de absorver a produção da COmperj, então, a baixa do petróleo e a corrupção descoberta pelo çLava jato foram o piro que aconteceu e paralisou a COMPERJ e a economia de Itaboraí.
Infelizmente nõa está claro o que ocorrerá em Itaboraí e com a COmperj. O fato é que a obra é gfrande demais para morrer. Se a Petrobrás a termianará, se venderá partes, participação ou toda a refinaria, soimente saberemos mais á frente.
Torçamos para que a solução definitiva chegue logo, para o bem da Petroibrás, da Comperj, dos investimentos e da cidade e população de Itaboraí. É uma irresponsabilidade com as pessoas, empresas e trabalhadores que se envolveram no projeto não se resolver logo esta situação.
Mas é certo que a Prefeitura de Itaboraí não pode ficar aguardando que isso se resolva para criar oportunidades de negócios e de criação de emprego. Esperamos que o novo Prefeito seja criativo para viabilizar outras frentes econômicas que viabilizem o desenvolvimento de Itaboraí.

Uma saída que toda a cidade tem, apesar de quererem sempre indústrias físicas e pesadas, como de automóveis e de extração de petróleo ou minério, é o investimento em plataformas de desenvolvimento de software, jogos eletrônicos, programação, vídeo games.
Essa indústria cresce muito mais do que a de filmes no mundo!!!
Enquanto os prefeitos forem toscos e quiserem apostar na indústria antiga, porque gira mais dinheiro, é mais visível por qualquer ignorante, pode ser "inaugurada"  e alguns deles também podem arrumar meios de beneficiar seus bolsos ao invés da população, ficará difícil para a indústria de softwares e desenvolvimento de games, mas quem sabe um dia acordam?"

É isso! indústria de petróleo é ótima, enquanto tudo dá certo. Mas a verdade é que poucos governantes se preocupam em cimentar uma rodovia de oportunidades para a economia de suas prefeituras e Estados que envolvam vários setores e várias medidas.

Isso pode ocorrer por ignorância, má-fé ou falta de criatividade, ou a combinação de dois ou todos essas hipóteses. Mas o fato é que a eleição dá oportunidade para que o cidadão de Itaboraí pense em quem vota. Se o Prefeito compra uma Ferrari, por exemplo, rsrsrs, não pode ser reeleito, como não foi... porque sem poder provar que pagou com valores próprios pela Ferrari os indícios do comprometimento do Prefeito com o interesse público é baixo.

Enquanto não houver a eleição de pessoas que realmente estejam preocupadas com a população e a Prefeitura e a viabilidade e desenvolvimento da cidadã de Itaboraí, assim como é necessário a qualquer cidade no Rio de Janeiro e no Brasil, a economia e população sofrerão mais.

Então, em parte, a culpa é do mal eleitor, também. Não naquele que votou com boa-fé, acreditando que fez a melhor escolha, mas daquele que vota sem interesse de longo prazo e sem valorizar a ética, daquele que vota por um tijolo, por um carguinho no governo, por uma facilidade, por uma bolsa família que o Prefeito prometeu e que ele receberá mesmo não sendo miserável, daquele que sabia que o Prefeito e os vereadores são corruptos e vagabundos, mas mesmo assim votam nele e nõa prestigiam os candidatos a Prefeito e Vereador que são honestos e éticos.

O trabalho de solução no Brasil inteiro é longo.. e passa pelo maior nível de educação de nossos habitantes. Sem educação e sem oportunidades das pessoas se desenvolverem pessoalmente e profissionalmente não se acostuma (ou se acostuma com mais dificuldade) o cidadão a valorizar ideais, moralidade, ética e o senso de coletivismo e de dever público.

Menos educados e com menos oportunidades, o cidadão deve cuidar de si, porque nem o Estado o ajuda, e assim o individualismo e a necessidade de sobrevivência criam parâmetros mais estreitos de atuação do mesmo em sociedade.

Em relação a Itaboraí, esperamos que melhores políticos sejam eleitos e que o povo cobre deles a criatividade para que criem oportunidades de negócios que desenvolvam Itaboraí, enquanto aguardam a resolução da questão nevrálgica para a cidade que é o que fazer com a COMPERJ.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Crônica de uma inflação dentro da meta anunciada: inflação de 2016 fecha em 6,29%

Bem, bem, bem... o que nós do Perspectiva Crítica dissemos ainda no entre março e abril do ano de 2016?! A previsão de fechamento da inflação do ano de 2016 prevista pelo mercado financeiro para 9,33%, o que foi sustentado ainda próximo disso até junho de 2016, terminou completamente equivocada, como dissemos, e dentro da meta, como dissemos.

Dissemos que era impossível que o ano de 2015, com aumento de gasolina em 50%, aumento de energia elétrica em 50% e problemas de safra por causa da estiagem gerasse 10,67% de inflação e que o ano de 2016, com previsão de recesso econômico maior, com desemprego em altas taxas desde o início do ano em sem previsão de melhora, sem o mesmo aumento para gasolina e energia elétrica produzisse inflação de 9,33% e que ficaria entre 7,5% a 6,5%. Ficou em 6,29%.

Nós sempre dizemos pra vocês... o mercado sempre superestima a inflação como estratégia para forçar os juros da dívida pública para cima. Essa estratégia mantém os lucros nababescos dos bancos no Brasil sem igual no mundo. Este ano chegou a 8,5% os juros reais pagos pelo país por títulos da dívida pública. São 550 bilhões de reais pagos do orçamento público para este pequeno grupo de brasileiros e que, durante o ano de 2016, correspondeu a 1/3 (um terço) de todo o lucro do setor bancário!!

Veja o trecho que selecionamos de um artigo publicado no Jornal O Globo on line de 11/01/2017:

"Depois de um 2015 com inflação de dois dígitos, de 10,67%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, arrefeceu em 2016 e fechou o ano em 6,29%, voltando a ficar abaixo do teto da meta estabelecida pelo Banco Central (BC), que é 6,5%. O movimento foi puxado por elevações menores dos preços administrados e dos alimentos. No mês de dezembro, a taxa ficou em 0,30%, após alta de 0,18% em novembro e de 0,96% em dezembro de 2015. É a taxa mais baixa para o mês de dezembro desde 2008, quando ficou em 0,28%."

Veja o artigo na íntegra em http://oglobo.globo.com/economia/inflacao-desacelera-em-2016-fica-em-629-abaixo-do-teto-da-meta-20757246#ixzz4VSwdFJ97

E reclama-se dos custos com servidor público. É uma grande piada. Este custo é de entre R$280 bilhões a R$330 bilhões, incluindo um contingente absurdo de 25 mil cargos em comissão só na área federal. Mas ao menos estes prestam serviços públicos ao país. Já os juros pagos além do necessário, eis que os juros reais não deveriam ser além de 4% ou 5%, montam o total de uns R$170 bilhões de reais!!! Como a previsão do déficit fiscal para o ano de 2016 foi de 139 bilhões de reais, o corte do excesso de juros reais transformaria o déficit fiscal em superávit da noite para o dia.

Isso é um absurdo!

Queremos que você veja como você foi enganado e ludibriado durante todo o ano de 2016 para acreditar no caos econômico que deveria ser combatido com reforma bárbara na previdência e nos direitos trabalhistas. Mentira! Os juros nababescos geram o déficit fiscal sozinhos!!!!!!! Acertados os juros, não seria nem necessário, apesar de que é salutar, qualquer reforma na previdência!!!! Só para você ter ideia do tamanho do engodo!!!!

Queremos deixar claro que não foi a mudança de governo que gerou a melhora econômica, mas que ela já estava contratada. É claro que se a Dilma continuasse a tomar medidas econômicas burras e eleitoreiras, como não tirar as medidas anticíclicas e ficar tentando dilapidar fundos públicos como o FAT e FGTS, uma hora o problema poderia ser irreversível, mas observe que não saiu a reforma da previdência ainda, não saiu a reforma trabalhista, nem a tributária e nem a política, e a economia e a inflação já estão com outra cara!!!!   

Foi porque, como dissemos, com a recessão a inflação cairia mesmo e com a recuperação dos preços do minério de ferro e do petróleo, a economia brasileira alavanca mesmo! Nós dissemos tudo isso. E tudo está acontecendo como dissemos e não como o mercado financeiro (Boletim Focus) previu e nem como a mídia divulgou (fim do mundo e caos econômico). Quanta irresponsabilidade destes dois segmentos da sociedade.

E ainda publicaram ontem que os 17 dias de folgas extras no Brasil esse ano, que gerarão alguns dias enforcados, gerarão um prejuízo à indústria e ao comércio de 68 bilhões de reais e que nem o ganho de bares, restaurantes e do turismo compensariam isso... e a vida do cidadão?!?! É tudo número econômico?!?! Que palhaçada!! E o turismo?!?! Não pode faturar? Nem bares e restaurantes? Que palhaçada.

Agora, a publicação do que dizemos desde a fundação do Blog Perspectiva Crítica, no ano de 2010, em especial neste último ano, sobre o custo orçamentário do excesso de juros pagos por títulos da dívida pública em relação à média paga pelos demais países emergentes, a importância disto no lucro dos bancos, a importância disto no déficit do orçamento, nada disso é publicado!! Observe bem.

O fato é: mais uma vez nossos diagnósticos e prognósticos econômicos estavam certos, fundamentados e tornaram-se fato concreto, ao contrário do que o mercado financeiro e a grande mídia publicaram durante todo o ano e que agora se mostra mentiroso.

Nosso objetivo é melhor informar você, cidadão. Queremos o bem da indústria e do comércio e dos bancos, mas não em excesso, não em dissonância do mundo todo e com certeza não ao custo de seus direitos previdenciários, direitos trabalhistas, direito à prestação de serviço público de qualidade e em quantidade (o que não existe com poucos e mal pagos servidores), não ao custo do orçamento brasileiro e criação de um déficit desnecessário e que depois é colocado na conta do trabalhador, servidor, aposentado e pensionista, e, por fim, não ao custo da piora de sua e da nossa qualidade de vida!

Feliz Ano Novo, leitor! E não se preocupe, enquanto a mídia te desinforma, nós estamos aqui, te informando para o seu bem, o da sociedade e o do país!  

Em breve falaremos sobre o absurdo que não é publicado sobre a Previdência Social, as soluções contábeis que não te contam e que diminuiriam a faca que metem nos seus direitos previdenciários, bem como falaremos sobre o problema que já tínhamos previsto de que não aceitando aumento de CPMF de 0,38%, o Estado, aplaudido pela mídia e pelo mercado financeiro, aumenta o imposto de renda para 35%... como pode? Por que pagar 0,38% é malhado na mídia, mas a previsão de aumento de imposto de renda de 27,5% para 35% não tem a mesma repercussão?!?! Acompanhe no próximo artigo e veja como você e nós somos feitos de otários pelo "mercado" e pela grande mídia, que é um grupo de grandes empresas e não paga imposto de renda (ao menos o de pessoa física que é alvo de aumento).. rsrsrs 

p.s. de 12/01/2017 - Texto revisado e ampliado.