quarta-feira, 24 de maio de 2017

Os benefícios da delação premiada dos irmãos batista devem ser alterados?

Há um rumor disseminado de uma certa ojeriza com as condições em que os irmãos Batista saíram de sua delação: pessoas indignadas com dois pré-falidos que desde 2001 são beneficiados com investimentos do BNDES e alçaram sua empresas a uma das maiores do mundo na sua área, com mais de 270 mil empregados e atuação em mais de 44 países, vivendo atualmente livres em um apartamento na 5ª Avenida em Nova Iorque.

Essas pessoas, em consonância com Temer e outros delatados, dentre os mais de 1800 políticos delatados, estão reclamando do excesso de beneplácido da Procuradoria da República com esses " aproveitadores do dinheiro da nação".

Muito defendem a desapropriação de suas empresas em todo o mundo. A maioria quer vê-los presos ou sofrendo de alguma forma depois de tudo o que fizeram, de tudo o quanto enriqueceram, sempre repetindo o que Temer e outros delatados dizem: que é absurdo enriquecerem com dinheiro da nação e nada pagarem. É isso?

Senhoras e senhores, neste momento vale aquele adágio "diga com quem andas que te direi quem és". Adaptemos para a hipótese e temos: " diga-me com quem concordas que te direi se estás certo". Se a sociedade está defendendo o mesmo que Temer e outros 1800 delatados, alguma coisa está errada!!

A nós do Blog Perspectiva Crítica é certa uma coisa: a vida não é simples e ela não é justa. O trabalho que temos de crítica do cotidiano existe por causa dessa intrínseca injustiça e existe para tentar diminui-la ao máximo, realizando uma igualdade social utópica tanto quanto possível.

Neste caminho, a necessidade de negociação traz a situação de que bandidos possam fugir de penas, em caso de entregar muitos mais bandidos e casos graves que legitimem essa isenção de penalidade. Esse é o objeto precípuo das delações premiadas.

Juntamente com estes princípios, estão no mesmo alicerce do movimento de punição da corrupção a previsibilidade e estabilidade dos benefícios prometidos pela Procuradoria da República aos delatores. Isto é que estimula as próximas delações. Então, o que foi prometido não pode ser retirado em hipótese nenhuma, a não ser em caso de comprovada má-fé, ilegalidade ou corrupção dos Procuradores quando da negociação dos prêmios da delação, o que não ocorreu no caso dos irmãos Batista. Esse é o nosso posicionamento.

Achamos ótimo, nesse sentido, a coluna da Miriam Leitão sobre a revisão da delação premiada dos irmãos Batista da JBS. Concordamos 100% com a coluna, quando questiona os malefícios dessa revisão.

Leia na íntegra: http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/movimento-no-judiciario-pretende-rever-termos-de-acordo-com-irmaos-batista.html

Janot não negociou mal. Ele conseguiu uma delação embasada sobre 1800 políticos, dentre eles o Presidente da República, Michel Temer e o principal pré-candidato da oposição, Aécio Neves do PSDB. O preço dessas informações é incalculável, principalmente para a esterilização do processo eleitoral e político brasileiro. Defendemos não mexer em qualquer vírgula do acordo, mesmo que a grande mídia publique cotidianamente a família de Wesley e Joesley jogando neve para o alto em meio ao Central Park, todos sorridentes, felizes e gozando de ótima saúde.

Alguns falaram em estatização da JBS. Isso é um absurdo. A confusão sentimental do brasileiro explorada pela grande mídia não deve ser generalizada e nem estimulada. O entendimento dos benefícios da delação para o país é muito mais importante e digno de repercussão do que o que os jornais apontam como "excesso de benefícios de Joesley e Wesley".

Os irmãos Batista nunca apresentaria uma delação dessas proporções se não confiassem na palavra do Procurador Geral da República. A profundidade da esterilização do processo eleitoral e político brasileiros nunca poderia ser tão profunda em tão pouco tempo e com apenas uma delação. A raiva que os delatados nutrem pelos delatores e pela diferença de destino entre si é o que os faz sofrer mais em não ter delatado antes e é o que estimula outros delatores a bem do país e da verdade.

Os políticos querem deslegitimar a Procuradoria da República e a grande mídia quer manchetes de jornal. E você? O que você quer? A esterilização do processo Eleitoral e político brasileiros, a punição de todos quanto possam ser punidos, repito, TODOS QUANTO POSSAM SER PUNIDOS!!!

Se para punir 1800 políticos e excluir do poder o atual Presidente da República e de pleitos futuros o Aécio Neves ou outros presidenciáveis que poderiam dar continuidade a atos delitivos na vida política brasileira, que Joesley, Wesley e quaisquer outros fiquem soltos e felizes, desde que os entreguem à Justiça.

Essa a postura do Blog. Todo o apoio à Janot e à operação Lava Jato e a todas as delações premiadas negociadas até hoje, inclusive de Wesley e Joesley Batista, da JBS.

Ponderações sobre presidenciáveis no Brasil para o pleito de 2018

É cedo, sabemos. Entretanto a reviravolta ocorrido com Temer e Aécio é tão profunda e grave que achamos interessante fazer algumas ponderações sobre presidenciáveis de nosso país, em especial diante da "viralização" dos nomes de Doria e Bolsonaro ao cargo, diante da situação atual.

Doria e Jari Bolsonaro são bons nomes para a Presidência da República? A princípio, não. Por quê? Porque uma grande característica de um presidenciável, em regime presidencialista e considerando-se a vida em pleno Estado Democrático de Direito, é sua capacidade conciliatória e ambos ainda não apresentaram tal característica.

A capacidade conciliatória do presidenciável não deve ser só de consenso nacional em relação a seu nome, o que é efetuado e comprovado nas urnas. O presidenciável de alto nível deve ter grande capacidade conciliatória também política. Deve ter a capacidade de dialogar com a oposição, de compor base para votar propostas governamentais, de criar consenso social, mas também político em torno de temas relevantes que mobilizam sua plataforma política ovacionada pelos eleitores. Sem isso, a vitória do presidente pode se demonstrar uma vitória de Pirro, eis que ele leva a presidência, mas não consegue realizar seu governo. Isso é ruim para o presidente, mas péssimo para o país.

Agora, friamente, quem eram as três personagens políticas que tinham essa característica mágica e rara? Lula, Temer e Aécio. É, senhores e senhoras. Essa é a situação. Depois de tudo o que ocorreu, o país ficou sem seus atuais maiores e mais conhecidos e reconhecidos diplomatas políticos do país. Todos envolvidos a fundo nas investigações, acusações e delações sobre corrupção, cada um à sua maneira, minaram ou solaparam sua possibilidade de liderar o país e de ser eleito nas próximas eleições sem levar consigo uma pecha deslegitimadora da posse e do exercício de tão elevado cargo e mister.

E aí aparecem Doria, na mídia, e Jair Bolsonaro. Neste contexto, perdidas as principais hipóteses de liderança, é natural que a população, desesperançosa e cansada de decepções com políticos de carreira, voltem-se para novidades.

Doria é um "outsider" da política. Alçado a Prefeito da maior cidade do país, é natural que somente este feito gere uma qualquer projeção em seu nome para voos mais altos, mas Trump demonstra o que um empresário é capaz de fazer na Presidência da República.

Um empresário é diferente de um político. Ele manda. Ele não está acostumado a ser contestado. E ele teve sucesso em se impor no mundo dos negócios sendo duro, negociando pesado, diminuindo a concorrência, aniquilando concorrentes, fazendo valer-se de seu tamanho e força. Mas em política não é assim que se ganha. No mundo da política, o diplomata leva a verdadeira vantagem. A persuasão racional (esqueçamos que a persuasão financeira vem fazendo muito a sua parte na nossa política.. rsrs) deve ser o meio principal para juntar forças políticas em torno de projetos de governo.

Na nossa opinião, nem o Doria, nem o Bolsonaro apresentam a face diplomática necessária para o exercício do cargo de Presidente da República.

Observe-se o Bolsonaro. Alguém pode dizer que seja incongruente? Não. Alguém pode dizer que é corrupto? Não. Entretanto, perguntamos: alguém pode dizer que é equilibrado? Alguém pode dizer que apresenta tendência à conciliação? Alguém pode dizer que ele apresenta característica de grande conciliador e pactuador de consensos com diferentes linhas partidárias? Não. Então como pode estar habilitado a ser Presidente da República?

Ninguém está dizendo que os dois não sejam honestos e que não tenham boa-fé na realização de seu trabalho político. Mas isto por si só, apesar de legitimar as escolhas, não autoriza dizer que essas pessoas apresentam características principiológica para o exercício do cargo de Presidente da República de forma viável e eficiente. É claro que sempre podemos nos surpreende, mas a análise fria demonstra que as escolhas são derivadas de desesperança com a política. Isso não é o melhor.

Assim, o que se afigura como possibilidades reais e eficientes, segundo o Blog Perspectiva Crítica? Como temos o cuidado de sermos sempre propositivos, entendemos que a escolha de presidenciáveis para o Brasil passa por uma pessoa com característica conciliatória, com experiência política e administrativa, que seja "ficha limpa" e que seja congruente, com capacidade de aglutinar forças e ideias dissonantes em torno de si e que tenha projeção nacional.

Esses requisitos, hoje, a nosso ver são preenchidos por duas pessoas: Miro Teixeira e Cristóvam Buarque.

Miro Teixeira é político de carreira. Sem máculas, sua carreira inclui recentemente o sucesso em criar e implementar a universalização da televisão digital em todo o país, enquanto foi Ministro das Comunicações do governo Lula.

Essa empreitada foi árdua, com muito debate, com muito lobby, inclusive da mídia nacional contra essa universalização, porque queriam cobrar pela digitalização em canais fechados exclusivamente. Houve lobby estrangeiro, par que o Brasil não criasse seu sinal próprio, mas comprasse o sistema de sinal digital fechado para pagar royalties indefinidamente a tal título.

Miro Teixeira não deixou isso acontecer. Sob sua batuta, o Ministério das Comunicações prestigiou o sinal nipônico, através de licitação, o qual admitiu intervenção e compartilhamento técnico brasileiro para criar um sinal nipo-brasileiro de televisão digital, inclusive exportável para toda a América Latina e o mundo. Saímos de meros consumidores de sinal digital estrangeiro a donos de sinal digital. Saímos de um sistema de curral de sinal digital para exploração de empresas de comunicação nacional para o acesso universal do brasileiro a tal sinal de televisão que garante maior qualidade de entretenimento e comunicação a toda a família brasileira em todo o país.

Esse é um homem de princípios. Esse é um homem de comprometimento com o interesse nacional. Miro Teixeira é uma opção viável no mar de lama nacional.

E Cristovam Buarque idem. Pessoa impoluta. Político de renome com experiência na área administrativa. Para alguns, Cristovam Buarque criou o projeto piloto do que hoje é o Bolsa Família, projeto elogiado pela ONU e responsável sozinho pela diminuição da miséria no Brasil em dez anos, conforme dados inquestionáveis.

Homem de visão e comprometimento com o interesse público, professor de história, Cristovam Buarque defendeu a Amazônia como bem exclusivo dos brasile4iros em seminário em universidade nos EUA com propriedade e eloquência invejáveis, diante de público de nível e majoritariamente favorável à criação de áreas de administração internacional para zonas sensíveis mundiais, como seria a Amazônia, "pulmão do mundo".

Comparando a importância da Amazônia para o mundo como a importância de todas as crianças do mundo, de toda a reserva financeira mundial e de todas as reservas de armas nucelares, ele declarou em alto e em bom som que enquanto esses bens de potencial destrutivo da economia, empregos e de bens e da paz mundial não forem declarados bens internacionais sujeitos à administração mundial, assim não deveria igualmente ser declarado bem mundial sujeito à administração internacional a Amazônia brasileira e que "quando o mundo me tratar como cidadão mundial, eu serei favorável à administrações internacionais de bens nacionais, mas enquanto o mundo me tratar como brasileiro, eu defendo a administração e propriedade da Amazônia brasileira somente para o Brasil".

O que é isso? É um gênio. É disso que precisamos. Poucos são os políticos com envergadura moral para representar o país internacionalmente e para administrá-lo com legitimidade. Nós do Blog Perspectiva Crítica temos esses nomes de nossa confiança. Pessoas que conversam com quem quer que seja. Pessoas que são conciliatórias e não autoritárias e segregacionistas. São honestas, diplomáticas e comprometidas com o interesse público.

Fica aqui nossa dica expedido par que ambos concorram à Presidência da República. Marina é fraca, sem expressão, defende a autonomia absoluta do Banco Central, o que é um risco para a Nação. Ainda está sempre atrasada em suas considerações a respeito de fatos políticos de envergadura no país, o que demonstra dubiedade e medo. A verdadeira terceira via é Cristovam Buarque e Miro Teixeira.

lobby indefi 




A terminar



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Apoio do Blog Perspectiva Crítica ao Movimento de Greve Geral do dia 28/04/2017 - contra a retirada de direitos do cidadão!!

Senhores e senhoras, conclamamos a todos os leitores, seguidores e brasileiros a participar do Movimento de Greve Geral contra as medidas restritivas e excludentes de direitos históricos previdenciários e trabalhistas que se apresentam na forma dos textos originais das reformas do governo Temer!!

Não é que não possa haver reformas previdenciária e trabalhistas. No caso da previdenciária, então, é essencial que ela ocorra. Mas o país está sofrendo uma chantagem moral pelo governo Temer, apoiado pelo mercado financeiro, políticos devedores de favores e dinheiro de campanha a empresários e a grande mídia, para retirar o máximo possível de direitos previdenciários e trabalhistas dos cidadãos.

A chantagem é a seguinte: "o problema do déficit orçamentário é a despesa com previdência e servidores"; "com este déficit fiscal não é possível o Estado investir para garantir crescimento econômico" e "com a 'modernização' das relações trabalhistas os empresários contratarão mais e a crise será amenizada". 

Com base nestas chantagens, dizem que a saída da crise é efetuar a reforma previdenciária e trabalhista como se apresentam, mas observe bem que a economia já está melhorando sem a aprovação e implementação de tais reformas. Não há debate sério e calmo sobre os temas importantes de reforma trabalhista e reforma previdenciária. O governo e os congressistas querem a aprovação o quanto antes. Por quê? Porque até junho todos poderão ver que a economia melhora porque a economia mundial está melhorando. Simples assim. A chantagem perderá seus argumentos.

Agora, vejam. O Blog Perspectiva Crítica, como diversas vezes já teve a oportunidade de manifestar, é a favor de reformas trabalhista e previdenciária. Mas não as que o governo propôs. O Blog Perspectiva Crítica não é favor de aprovação dessas reformas a toque de caixa. O Blog Perspectiva Crítica é a favor do debate sério com a sociedade sobre estes temas.

Há que se comparar sistemas alemão, francês, americano, inglês e nórdicos com o nosso. Temos de ver o que queremos e comparar como outros países chegaram lá. O argumento para aprovar reformas não pode ser aprovar tudo o que der para sair da crise, porque isso é uma mentira. A crise econômica tem razões outras para ter acontecido e está sendo desfeita e se dissipando pela desconstituição dessas razões outras, tais como a volta do crescimento econômico mundial, o aumento do preço do petróleo, do minério de ferro e a reativação dessas cadeias de produção no nosso país.

Então, nõa podemos compactuar com a mentira propalada pela grande mídia e pelo governo de que essas reformas é que resolverão tudo. Pior ainda quando o governo, o mercado financeiro e a grande mídia estão se aproveitando de um momento de fragilidade da população, assolada pela maior taxa de desemprego desde o início da crise em 2015, agora em 13%, para fazer o congresso e a sociedade engolirem os termos criminosos das duas reformas apresentadas, atacando e retirando direitos históricos dos cidadãos que podem prejudicar a vida de gerações por vir.

Várias gerações lutaram para termos os direitos que temos hoje. Nós temos que lutar para mantê-los para nós e nossos descendentes. Não em prejuízo do Estado, mas em benefício da sociedade e de um projeto de nação brasileira que pretenda garantir e aumentar a qualidade de vida do cidadão brasileiro.

Quais as medidas tomadas para que as empresas, políticos e ricos participem com sua cota de sacrifício? Nenhuma. Enuncie uma medida que os atinge para que participem da solução para o atual déficit orçamentário. Então não é justo tudo recair nas costas somente do cidadão que paga imposto de renda de pessoa física, que recebe salário, que tem carteira assinada e que é servidor público, pensionista e aposentado!!!! Já tratamos em artigos anteriores de várias medidas que poderiam ser adotadas antes de se acabar com direitos trabalhistas e previdenciários. Mas o ataque é só sobre o cidadão, pessoa física.

Todos devem estar atentos e mobilizados pela defesa de direitos previdenciários e trabalhistas para nossa geração e as posteriores. E não se deixem enganar a partir de argumentos de que o movimento é da CUT e de que visa a defender o Lula.

Gente, o movimento é contra as reformas. O movimento é contra as reformas apresentadas pelo governo. Quem faria o movimento? Os sindicatos patronais? O Movimento Brasil Libre?! Rsrsrsrs. O movimento é de todos os sindicatos.

O movimento é para defesa do direito do cidadão.  Sendo um movimento multifacetado, terá quem defenda o Lula, assim como terá quem defenda a volta da ditadura e outros a volta da monarquia!!!! Isso não é possível controlar. Você estar presente não quer dizer que tenha escolhido defender o que os monarquistas defendem, ou o quer os a favor da ditadura defendem ou o que os lulistas e petistas defendem.

A sua presença é importantíssima para mostrar ao Congresso, ao governo Temer e à grande mídia que quem manda no país somos nós e não eles!!! A presença em massa da população em todo o país na greve geral de 28/04 demonstrará que não aceitamos sermos excluídos do debate sobre a reforma da previdência e trabalhista! Demonstra que não somos vaca de presépio!! Demonstra que entendemos o que o mercado financeiro, a grande mídia, os grande sindicatos patronais (Febraban, FIRJAN, FIESP, CNC, CNI) e a grande mídia intentam ao tentarem fazer chantagem social com a crise para obter a exclusão de direitos trabalhistas e previdenciários obtidos depois de décadas de lutas de gerações de brasileiros e que isso não vai ficar assim!

Conclamamos todos a ir ao Movimento de Greve Geral como exercício de cidadania! É um momento histórico! Defendemos o debate honesto dessas reformas! E não admitimos a mentira de que a mera e a rápida aprovação dessas duas reformas, nos termos apresentados pelo governo Temer, serão, per si, eficientes para debelar a crise! Denunciamos que a crise já está sendo desfeita por motivos próprios outros, como o crescimento da economia mundial!

Ninguém contrata empregado porque mudou a regra trabalhista se não tiver demanda para seu produto. E com os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários que existem hoje, em 2010 o Brasil cresceu 7,5% e estava com taxa de desemprego em 6%!!!

Não à mentira do Governo, políticos corruptos e grande mídia! Sim à Greve Geral e à defesa dos direitos de todos os cidadãos do Brasil! Sim à participação de ricos e grandes empresas e políticos nos sacrifícios para melhorar o orçamento brasileiro e para sairmos da crise juntos como um país forte e unido. Sim à verdade e ao verdadeiro debate sobre as causas do aumento de desemprego (falemos de juros altíssimo por tempo demais, por exemplo, bem como a queda do mercado imobiliário, queda do preço do petróleo e do minério de ferro) e ao verdadeiro debate sobre como reestruturar o país para que saia mais rápido do que já está saindo da crise e para que possa se desenvolver mais e melhor por décadas, enriquecendo não só uma cúpula de profissionais da área privada, do mercado financeiro e da grande mídia, mas também todo cidadão brasileiro, para um dia termos um nível de vida como o há na Suécia, por exemplo!

Boa sorte a todos nós!!! Os atos de hoje que realizamos constroem o Brasil de amanhã!!! É a nossa vida!! Lutemos por ela!

Grande abraço do

Blog Perspectiva Crítica e do Blogger Mário César Pacheco

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Como você pode vir a pagar mais de 2100% o valor da CPMF e ainda bateu palmas por isso

Nós já tratamos disso em outros artigos, sobre como ser contra a CPMF poderia prejudicar o cidadão, mas a grande mídia elegeu a CPMF como o símbolo da luta contra o aumento da carga tributária "nababesca" brasileira e muitos leitores da grande mídia aprovavam essa resistência à CPMF e apoiaram o movimento feito por bancos, FIESP, FIRJAN, FEBRABAN, CNC, CNI e pela grande mídia contra a cobrança de CPMF. Certo.

Mas o déficit fiscal está aí. O rombo criado em especial pelo baixo crescimento internacional (que gerou a maior baixa histórica do preço do petróleo e do minério de ferro desde 2014), pelo fim da bolha imobiliária e pela crise econômica interna brasileira (com o fim dos efeitos positivos das medidas anticíclicas, em especial a partir do segundo semestre de 2013 e sua não reversão desde então pela Dilma), derivada em grande parte desses dois fatos antecessores, tinha que ser coberto, de um jeito ou de outro.

A crise econômica brasileira derivou em grande parte do baixo crescimento internacional (desfazendo demanda externa por nossa produção) e pela falta de demanda e crédito interno (desfazendo a demanda interna por nossa produção). O esvaziamento da bolha imobiliária é reflexo e componente disso, mas todo o esfriamento da economia, considerando-se somente o aspecto interno, derivou do esgotamento das medidas anticíclicas (subsídios concedidos à produção, créditos concedidos à produção e ao consumo), da elevação da dívida das famílias e do arrocho monetário à base de 14,25% de juros, sob o argumento de única arma possível para o controle da inflação.

Independente disso, temos a descoberta de um sem fim de desvio de verba pública por corrupção entre empresas gigantescas brasileiras de vários setores (concessionárias de carro, bancos, fundos de previdência de estatais, dentre outras), em especial empreiteiras, assim como partidos políticos e políticos de pelo menos metade de todos os partidos brasileiros, em especial os maiores: PT, PMBD e PSDB.

A má gestão da concessão e manutenção de benefícios sociais e previdenciários, em especial pagos pelo INSS, também contribuíram para o déficit fiscal brasileiro, o qual, durante a crise de dois anos, entre 2015 e 2016, aumentou, eis que a taxa de desemprego saiu de 6%, na média dos últimos 12 anos, a 10% em 2015 e a 13% em fins de 2016. Só a revisão de todos os benefícios previdenciários pagos pelo INSS pode economizar gastos de 7,5 bilhões de reais ao ano, segundo recente informação publicada na grande mídia.

Enfim, apesar de haver várias fontes de prejuízos ao orçamento público, com uma narrativa muito maior do que a grande mídia apresenta, que foca quase 100% de todo o déficit na Previdência Social e no "gasto" com servidores públicos, aposentados, pensionistas, HOJE a grande mídia diz e a sociedade repete que a solução deve ser quase exclusivamente efetuada via "Reforma da Previdência" e corte de gastos com servidores públicos, aposentados e pensionistas.

E assim como ela diz qual é o quase exclusivo problema do orçamento público, ela enuncia quais são as soluções: flexibilização de direitos previdenciários (para salvar o orçamento), negativa de concessão de reajustes inflacionários a servidores públicos, negativa de contratação de servidores públicos (para salvar o orçamento) e  flexibilização de direitos trabalhistas (para reativar a economia). Como se facilitar regras de contratação de terceirizados garantisse emprego.. o que garante é o aumento de demanda interna e externa, sobre o que a reforma trabalhista nunca poderá influir.

Mas veja que neste contexto em que a grande mídia pode dizer qual é o único problema do orçamento e dizer qual é a única solução, ela também vocifera um grande princípio magno: NÃO SE PODE AUMENTAR A CARGA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA porque ela já é alta demais. OK. e sem sendo assim, voltar a CPMF seria o fim dos mundos. Ok. E você aplaudiu esta campanha da grande mídia e da FIESP, FIRJAN, FEBRABAN, CNI, CNC, bancos, enfim, das grandes empresas e do sistema financeiro. Você foi solícito contra o aumento de carga tributária para todos, à base de 0,38% da movimentação bancária de todos. Ok.

Mas veja que o rombo do orçamento público existe e tem que ser coberto. Além de estar se querendo aumentar o tempo de contribuição previdenciária, com alguns argumentos legítimos, o que você talvez não saiba é que o IMPOSTO de RENDA DE PESSOA FÌSICA está para ser aumentado de 27,5% para 35%!! Ou seja, aumentarão 8 pontos percentuais. um aumento de quase 40% do IRPF!! E o que a Globo ou a grande mídia faz de campanha contra isso?!?!? Nada.

Observe que com CPMF você pagaria 0,38% de quê? Do seu salário, muito provavelmente. Sim, ele não deixaria de ser descontado quando você movimentasse sua conta. Mas pagaria 0,38% do que movimentasse. E quanto recairá sobre o seu salário com o aumento de imposto de renda? 8%! Isso é 21 vezes maior do que a CPMF! É 2.100% maior o aumento de despesa tributária do cidadão, ao pagar esse aumento de IRPF do que se esse mesmo cidadão pagasse a CPMF, pois a base de cálculo, de fato é quase a mesma. Na CPMF é até menor, porque se você não sacasse o dinheiro e somente investisse, você não pagaria a CPMF, mas o imposto de renda você não poderá deixar de pagar.

E ninguém virá te ajudar, meu amigo e minha amiga!!! Você acha que a FIRJAN, FIESP, CNI, CNC, FEBRABAN, bancos e a grande mídia virão fazer campanha par salvar o seu salário dos 8% de imposto de renda?!?! AUHAUHAUHUHUAHUHAUHAUHAAUHAUHAUHUA

Quer dizer, você bateu palmas para a campanha contra a cobrança de CPMF, salvou empresas e bancos e autônomos que não declaram seu imposto de renda integral e salvou todos os que ganham menos de R$5.000,00 (e não pagam 27,5% de imposto de renda) de pagarem 0,38% do que sacassem de suas contas bancárias... mas agora vai pagar 8%, 21 vezes mais de imposto de renda o que não pagou de CPMF! Por quê? Porque o déficit existe e tem que ser coberto.

Se não se conseguiram os 40 bilhões de reais de CPMF, que pagos por todos seria merreca de despesa para cada um, o governo tem que criar essa receita, então vai no Imposto de Renda de Pessoa Física tirar quase o mesmo valor integralmente do seu, do meu e do nosso bolso. E ficaremos abandonados, sem mídia e sem empresas nos protegendo. Esse é o problema de não saber em que lado você está na luta atual da sociedade por maior participação no PIB. Nós escrevemos artigo específico sobre esse tema ("A guerra pelo PIB - de que lado você está nessa luta").

Por quê não te defenderão?!? Porque os maiores jornalistas da grande mídia recebem como Pessoa Jurídica. Não têm carteira assinada e nem são concursados. Então, veja, desde que não tenha aumento de IRPJ e de PIS/COFINS, que são impostos que recaem sobre empresas, eles não chiarão. Sabem que se forem contra o aumento de CPMF e de IRPF ao mesmo tempo, sobrará para o aumento de IRPJ e aí eles pagarão.

Então é isso. Você foi enganado e pagará caro por isso.       

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Qual o retorno que um juiz federal, alguns policias federais e procuradores da República podem gerar aos cofres públicos?

Isso não será publicado no Jornal O Globo com esta dimensão, mas qual o retorno que o Juiz Federal Marcelo Bretas, bem como os policiais federais e procuradores da República envolvidos na Operação Calicute trouxe aos cofres públicos?

Somente em virtude desta atuação na Operação Calicute, observe o que resultou dos atos de um único Juiz federal nas palavras publicadas no Jornal O Globo:

"Desde fevereiro, o juiz que mandou prender o ex-governador Sérgio Cabral, o empresário Eike Batista e ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes, anda acompanhado por policiais. Além da escolta, a Polícia Federal também vinha monitorando possíveis ameaças a Bretas.

Pela caneta do juiz Bretas, 18 envolvidos somente na Calicute, iniciada em 17 de novembro do ano passado, estão presos. Desde então, Bretas instaurou cinco ações penais, com 45 réus, homologou 22 acordos de colaboração e determinou 21 conduções coercitivas. Já foram arrecadados R$ 430 milhões, pagos por meio de delações, além da apreensão de uma aeronave, 35 embarcações, 103 imóveis, além de joias, veículos, obras de arte e outros valores encontrados com os acusados."

Veja a íntegra em   http://oglobo.globo.com/brasil/juiz-da-lava-jato-no-rio-recebe-duas-ameacas-de-morte-pf-envia-equipe-para-analisar-risco-21228135#ixzz4ejI3GDHz

Você tinha esta noção? Você tinha ideia de que somente a atuação de um único magistrado federal, alguns policias federais e delgados federais e Procuradores da República gerou o retorno de 430 milhões de reais aos cofres públicos fora 103 imóveis, 35 embarcações e jóias?! Não, né? Para você, servidor público é só despesa que deve ser cortada em prol do Estado Mínimo, certo?

A nós é incrivelmente bizarro que todo o bem que cada servidor público cria ao cidadão brasileiro passe totalmente ignorado pela grande mídia e pelo cidadão de bem e que somente o termo gasto público seja ligado ao servidor público. É uma infâmia.

Estamos em um mundo que pede por números. Não pede pro princípios. Pede por números. Mas quem dita como esses números serão avaliados é a mídia e a elite que está próxima e que coopta a grande mídia. Assim, incrivelmente todos batem palmas para o trabalho de servidores públicos federais que limpam a corrupção do país, mas ninguém pensa em suas carreiras, nas necessidades da administração dos recursos humanos na área pública e nem que manter atrativa a carreira pública pode gerar benefícios financeiros incalculáveis à Nação.

Se fizéssemos as contas de quanto retorna à sociedade em dinheiro a contratação de um único professor público, de um policial, de um juiz, de um servidor do Judiciário, e assim todas as carreiras públicas, poderíamos ver o quanto necessitamos desses fantásticos servidores que tornam melhor nossas vidas e se não o fazem mais é porque não há investimento em suas carreiras e estruturas de trabalho.

Não há debate sério sobre administração de recursos humanos na carreira pública, mas são somente servidores públicos que estão limpando o país, sob risco de vida, inclusive. Enquanto se aumenta a segurança de Marcelo Bretas, juiz federal que prendeu o Sérgio Cabral, toda a sorte de infâmias são publicadas, como sempre, contra direitos de servidores públicos, a favor da diminuição do Estado, a favor da diminuição de servidores públicos, de seus salários, de suas aposentadorias.

Os servidores públicos são todos chamados de vagabundos e de corruptos genericamente, mas a análise da Operação Lava-Jato, por exemplo, demonstra que em um mar de 500 pessoas, dentre réus, delatados e delatandos, todos são políticos ou da área privada, de grandes empresas, enquanto em torno de apenas 4 pessoas são servidores públicos de carreira, sendo que 100% dos que investigaram, descobriram, perseguiram, puniram, prendem e punem os criminosos são servidores públicos de carreira.

É bom, para se pensar um pouco sobre o preconceito alimentado pela grande mídia e repetido pela grande maioria da sociedade que não é servidor público, mas depende da atuação isenta de servidores públicos honestos, educados, de alto nível intelectual para manter o Brasil funcionando da melhor maneira possível, a bem de todos.

As perguntas que deveríamos nos fazer é: o quanto precisamos de servidores públicos? O quanto eles garantem em bem-estar para a sociedade? Do que eles precisam para manter seus trabalhos de forma eficiente par a sociedade? Como são as carreiras públicas nos países de maior IDH (índice de desenvolvimento humano) no planeta? Quantos servidores eles têm em proporção a seus habitantes? Quantos há no Brasil, em comparação com estes países ricos da OCDE? Quanto ganham os servidores nesses países? São estáveis? E que relação têm todos esses dados sobre servidores públicos com a qualidade de vida que esses países ricos da OCDE experimentam?

Quando fizermos essas perguntas a nós mesmos, imediatamente sairemos da bolha de péssima informação da grande mídia nacional sobre o tema e estaremos iniciando a trilha para ficarmos iguais aos países nórdicos, França, Inglaterra e Alemanha, nos quesitos (1) qualidade e quantidade de serviços públicos prestados à população por imposto pago e (2) qualidade de vida experimentada e vivida naquelas sociedades.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Como você será enganado esse ano sobre a evolução das contas públicas? Será assim..

O que nós do Blog Perspectiva Crítica sempre falamos? Mentem, mentem e mentem.. e depois, ao longo do ano vão acertando as previsões econômicas e orçamentárias e no fim do ano as previsões fictícias do início do ano se alinham à realidade.

Quem lê jornal todo dia achava o quê?! Que estávamos no fim dos mundos e que sequer havia grandes perspectivas de melhoras até o fim do ano de 2017. E o que vimos dizendo desde o início de 2016? Veja as análises econômicas anteriores do Blog. Que o final do ano de 2016 seria melhor do que o final do ano de 2015. E foi. Que no final do ano de 2016 se iniciaria a retomada de crescimento, sendo verificável a melhora econômica durante o ano de 2017. E que o que acontece? Desde o início do ano houve o primeiro saldo positivo do CAGED, ou seja, criaram-se mais empregos do que foram destruídos, a inflação está com previsões cada vez menores para o fim do ano (abaixo do centro da meta de 4,5%), o Banco Central desce rapidamente os juros básicos e a economia dá sinal de que crescerá esse ano, entre 0,5% e 1,5%.

Perguntamos: onde está o caos econômico? O caos econômico no Brasil durou então dois anos? Nos EUA e Europa a crise financeira durou entre 7 e oito anos. Por que o governo não lançou rodadas de concessões de aeroportos, hidrovias, ferrovias e de blocos de petróleo antes? Por que não baixou antes os juros básicos já que a inflação já caía durante o segundo semestre de 2016?

Respondemos: tudo foi atrasado para dar mais argumento e fôlego sobre a teoria do caos econômico, para pintar a pior visão da situação possível, para que essas reformas trabalhistas e previdenciárias pudessem progredir garantindo-se a um só tempo (1) a diminuição do Estado, (2) a solução da garantia do pagamento de dívidas públicas e (3) taxas de juros nababescas. Para isso foram somente ao bolso do cidadão e não de empresas e super ricos, além de tentarem aumentar a lucratividade de empresas, em momento de crise econômica, quando a atividade econômica caiu. Como aumentar essa lucratividade? Tirando custo de produção que se apresenta na forma de tributos e contribuições e recai sobre a mão-de-obra: cortarão o Cofins/PIS e retiram direitos previdenciários e trabalhistas.


Deu-se a ideia para a sociedade de que a crise era contínua, sem fim e que sem reformas toda a economia estaria condenada. Entretanto, a verdade é que é muito fácil baixar inflação com receita à base de recessão econômica. Tirando empregos e crescimento econômico com juros nababescos de 14,25% nominal e juros reais de até 9% ao ano, inexistentes em qualquer país do mundo, mesmo que em guerra, é claro que a economia cai e a inflação também. Crianças de sete anos conseguiriam implantar esse controle. Gostaria de ver controle inflacionário com pouco reflexo no crescimento econômico e em perdas de emprego. Mas não foi a escolha do governo.

E quando a escolha foi levar o país a uma das maiores recessões da história, considerando-se somente dois anos, claro (rsrsrs - porque não dá para comparar com a década perdida, com onze anos de duração.. já cuidamos disso aqui), a raiva e a frustração da população tinha que ser direcionada a alguém e a algumas coisas... e quem mais fácil de bater do que em trabalhadores, aposentados, pensionista e servidores públicos, em especial as pessoas físicas integrantes da classe média no país (considerando aqui classe média o integrantes do intervalo de renda familiar entre cinco mil reais e 30 mil reais mensais)?

Após a escolha da opção por levar o país à recessão, esse era o grupo que deveria pagar: pessoas físicas. Questionou-se que a inflação poderia ser controlada com menores juros básicos, economizando até 200 bilhões de reais por ano? Não. Questionou-se que a CPMF traria 40 bilhões de reais aos cofres, taxando pessoas físicas ricas e pobres e empresas pequenas e grandes em todo o país, inclusive bancos, ao custo de 0,38% por movimentação bancária? Não dessa forma. A CPMF foi eleita como o símbolo da luta contra o aumento de impostos e, assim, simplesmente não deveria ser cobrada, dizia a grande mídia. Questionou-se que o imposto sobre grandes fortunas poderia conceder até um bilhão de reais anualmente aos cofres públicos, vertendo dinheiro de ricos para o cofre público como ocorre na França? Não. Rapidamente publicou-se que a diferença era pequena para o orçamento. Mas pagar 1,5 bilhão de reais a mais de correção monetária a salários de servidores do judiciário Federal em 2015 era criminoso.

Agora veja: A conta de juros da dívida pública paga pelo Brasil durante 2015 e 2016 era à base de 500 bilhões de reais a 600 bilhões de reais ao ano. O déficit foi entre 130 e 190 bilhões de reais entre esses dois anos. Só alterar a forma de controle da inflação cobriria todo o déficit com economia de entre 150 bilhões a 200 bilhões de reais. Mas isso não foi discutido. Onde foram atacar? Nos direitos trabalhistas e previdenciários. A escolha foi: mantenham-se lucros de bancos, no tocante à manutenção de juros básicos altos, e cortem-se direitos dos trabalhadores, servidores públicos, pensionistas e aposentados. Perceba.

E não se cobrou CPMF, certo? Ok. Mas se elevará o imposto de renda de 27,5% para 35%! Veja que o teto era de 25%, mas teve aumento temporário de 10%, ou seja, 2,5 pontos percentuais, indo a 27,5%, que ficou permanente... mas agora irá a 35%.  O imposto de renda aumentado foi de pessoa jurídica (IRPJ)? Não. Foi de pessoa física (IRPF)! Então, não há pagamento de empresas e ricos de 0,38%, a título da "famigerada" CPMF, mas para compensar, quem ganha acima de R$5.000,00 (cinco mil reais), considerando-se o valor base de 2015, pagará 21 vezes mais do que pagaria se pagasse CPMF! Trocou-se a divisão da arrecadação por toda a sociedade com CPMF, para pessoas físicas, servidores, trabalhadores, pensionistas e aposentados, somente através de IRPF (imposto de renda de pessoa física).

Não se aumentou imposto de herança e nem regulamentou-se o imposto sobre grandes fortunas, o que melhoraria a arrecadação e estimularia a ricos criarem fundações privadas e a contratar planos de seguro de vida, como ocorre nos EUA e Europa. Mas os jornais publicaram bastante contra reajustes inflacionários de servidores públicos, cuja a conta varia entre 250  a 300 bilhões de reais ao ano (área federal). Observe-se que os servidores públicos são 12% de todos os trabalhadores brasileiros prestando serviços os mais variados à população e cujas famílias dependem dessas correções inflacionárias que não ocorrem ano a ano, mas de cinco em cinco anos ou dez em dez anos, com índices acumulados que a imprensa chama de aumentos. E no Rio de Janeiro os servidores públicos geram 25% da renda local! Mas isso não conta na hora de discutir o orçamento ou economia. Ou seja, poupam-se ricos, ao não se cobrar imposto sobre grandes fortunas ou aumentar imposto sobre herança, e mais uma vez bate-se em pessoas físicas que não têm como burlar o Fisco no recolhimento de imposto de renda, no caso, servidores públicos, aposentados e pensionistas, pregando-se contra reajustes inflacionários de salários de servidores.

Não se discute a parte de arrecadação do orçamento público, mas só a parte de despesa. E na parte de despesa não se debate sobre as isenções concedidas irregularmente a empresas e nem no montante geral de licitações superfaturadas por empresas que assaltam o orçamento público. Na parte de despesa também não se debate o nível do prejuízo injustificado que temos com pagamentos de juros altos da dívida pública que não precisariam ser em tal nível e que agora, face ao evidente crime e não mais conseguirem sustentar isso à sociedade, cai a passos largos, tentando tirar o prejuízo já concretizado no orçamento público.

Estados cortaram ajuda a restaurantes populares e abrigos populares, aumentaram contribuições de servidores para as previdências estaduais e parcelaram seus salários, mas não cortaram carros oficiais, isenções de impostos a prostíbulos, joalherias, bares e lanchonetes. Não aumentaram também o imposto sobre a herança que no Brasil é entre 4% e 8% e na França é de 40% e nos EUA pode chegar a 77%. Bate-se em pessoa física, servidores, pobres, mas poupam-se os mais ricos e os políticos. Várias cidades sequer cobram ISS dos bancos!! Só no Rio de Janeiro isso poderia render até 13 bilhões de reais ao ano, segundo informações que chegaram a nós por especialistas. Privilégio de ricos e bancos. Penalidade financeira sobre pessoas físicas. Sempre é esse o caminho.

Consegue ver? O problema da crise era temporário, mas foi vendido como permanente. Foi pouco grave se comparado com o que os EUA e Europa passaram, mas foi vendido como o fim do mundo e amigos nossos chegaram a ponderar se viveríamos no mundo apocalíptico do filme "Mad Max". E a conta foi sempre salvando ricos e apertando a classe média (famílias com renda entre R%5.000,00 e R$30.000,00), pessoas físicas, servidores públicos, trabalhadores celetistas, aposentados e pensionistas do INSS e do serviço público.

Observe que mesmo sem a aprovação das reformas trabalhistas, regulamentação criminosa da terceirização e a reforma da previdência tanto a inflação já estava caindo como a economia estava melhorando, assim como empregos surgiram no início de 2017!!!! Não é fantástico? Tudo o que o Blog Perspectiva Crítica publicava está se realizando. E a grande mídia e o mercado financeiro e os políticos não sabiam disso? Sim, sabiam. Mas tinham seus interesses de colocar a conta toda possível nas costas das pessoas físicas. E aí, estamos onde estamos.

Você aqui já sabe a verdade. Você que leu esse mero artigo, já viu tudo, ou parte de um todo nojento que ocorre em nossa sociedade enganada pela grande mídia e políticos e grandes empresários e bancos inescrupulosos. Mas para quem não leu esse e outros artigos do gênero na mídia social, o roteiro que você verá dito pela grande mídia será o seguinte:

"Depois da incompetência de todos os governos petistas, o Brasil foi levado quase à bancarrota. Com o governo Temer, uma luz no fim do túnel surgiu. Cortaram-se várias despesas, efetuaram-se as reformas e a inflação passou a cair, dando margem para o Banco Central baixar juros e melhorar ainda mais as condições para que se obtivesse o crescimento econômico em 2017 e o crescimento maior e sustentável da economia nos anos por vir."

Tudo mentira. Com os juros estratosféricos, levados até lá ainda no governo petista, a inflação começou a cair. O Banco Central atrasou a baixa gradativa dos juros, acabando com empregos e com possibilidade de crescimento econômico, porque assim ninguém investe. Não foram feitas licitações para concessões, o que atrairia muitos dólares e animaria a economia. Alimentou-se o caos econômico e aprofundou-se a recessão no Brasil tanto para culpar mais do que o devido (mas o governo petista fez besteira desde o segundo semestre de 2013 mesmo) o governo petista, quanto para enaltecer que medidas drásticas deveriam ocorrer, chantageando moralmente a sociedade dizendo que as únicas saídas era aumentar imposto para pessoas físicas, cortar assistência social, prejudicar direitos trabalhistas e previdenciários de servidores públicos e trabalhadores da área privada.

E agora, quando não é possível mais segurar o fato de que a inflação melhorava desde o segundo semestre de 2016 e que o crescimento e a criação de empregos se avizinham e se apresentam em 2017, aí cortam aceleradamente os juros básicos, para sumir com esse deboche ao orçamento público e à vida do cidadão e começam as concessões e licitações!!!

Isso, se feito antes e responsavelmente, geraria menos crise econômica e menos perda de emprego. Mas a crise tinha que ser aprofundada e alardeada como grave e profunda o máximo possível para as teses de direita prosperarem no Congresso e ganharem a adesão de parte da população que se informa exclusivamente por manchetes dos jornais da grande mídia.

É por isso que reforma previdenciária e trabalhista têm que ser aprovadas até junho de 2016! Porque depois disso a melhora da economia será visível e a população não apoiará mais as reformas da maneira que agora, confusa, apóia ou contra as quais reclama menos.

O crescimento do Brasil tem mais a ver com questões externas, por maior crescimento do mundo, com aumento de petróleo, minério de ferro e soja. Isso ativa as cadeias de produção no Brasil. Veja que internamente as famílias ainda focam em pagamento de dívidas. Mas há uma pequena melhora interna. Trataremos na análise econômica interna e externa em breve.

Mas o fato é que manipulando a informação que chega à população, a crise que era temporária foi aumentada e o custo natural que uma crise leva ao orçamento público foi publicada como uma culpa de "gastos" com salário de servidores públicos, aposentados e pensionistas da área privada e pública e trabalhadores da área privada. O problema foi dito somente como devendo ser solucionado pela parte de despesas, sem nunca mencionar-se o crime do pagamento de juros nababescos a bancos pela dívida pública, e nada se falou em melhorar e universalizar a arrecadação. Toda a conta nas costas de pessoas físicas e nada nas costas de ricos, bancos e grandes empresas.

E assim você será enganado que por causa das reformas, exclusivamente por causa das reformas, diminuiu-se o défitict fiscal e público e o orçamento público foi salvo. Podemos dizer que somente a queda dos juros como estão fazendo, se chegar a 8,5% no fim do ano, já terá economizado todo o valor necessário para garantir o superávit fiscal em 2018, pois o Brasil pagará menos 6% ou seja, entre 200 e 250 bilhões de reais ao ano.

Você baterá palmas aliviado no fim do ano, mas se as reformas forem aprovadas como estão, você terá saído da crise de dois anos mais pobre hoje e no futuro (pagando mais impostos e tendo menos direitos trabalhistas e previdenciários) e ricos, bancos e grandes empresas terão saído mais ricos, hoje e no futuro. O grande engodo será completado com múltiplas manchetes da mídia com as inevitáveis taxas e índices econômicos e de emprego melhores que acontecerão durante o ano de 2017. Triste.

A sociedade foi manipulada para crer em uma crise pior do que existia, não discutir temas de juros excessivos pagos pela dívida pública brasileira e não ver que a economia melhorava desde o ano de 2016, em especial o segundo semestre. A sociedade foi manipulada para não discutir a solução do orçamento via arrecadação, via revisão e fiscalização de benefício sociais e assistenciais (só a revisão em todos os benefícios do INSS podem economizar 7,5 bilhões de reais ao ano!!), via regulamentação de imposto sobre grandes fortunas, via aumento de imposto sobre a herança, via revisão de concessões de subsídios à produção que não surtem mais efeitos positivos de crescimento econômico ou geração de empregos, via retirada de medidas anticíclicas. Tudo isso aumenta arrecadação e diminui o déficit do orçamento, mas nada disso foi discutido na mídia. A sociedade foi manipulada somente para atacar o problema pelos gastos, pelas despesas, pelo corte de salários, aposentadorias, negativa de concessão de reajustes inflacionários a servidores públicos, pensionistas e aposentados, assim como deveriam os trabalhadores abrir mão de direitos trabalhistas e ser terceirizado e de direitos previdenciários e aposentar-se imediatamente com 65 anos (agora está se amenizando) e 49 anos de contribuição.

E para ajudar a enfiar a mão no bolso da pessoas físicas foi piorado o ambiente: mantiveram-se os juros altos demais, não se fizeram concessões ou licitações públicas, não se ativou a economia de forma alguma, pois os números econômicos tinham de ser os piores possíveis para que a chantagem à população surtisse o efeito de anunciar somente as medidas salvadores pelo lado da despesa... mas sempre prejudicando-se a pessoa física e nunca as empresas e bancos.

E agora, com a economia voltando sozinha, pela pujança natural de nossa economia, juros descem, concessões e licitações têm início em blocos. Diz-se que os investimentos só voltaram pela aceitação de reformas propostas, mas elas não foram todas aprovadas e nenhuma foi ainda implementada, veja!! Mas se aprovadas, dirão que o orçamento público melhorou por causa dessas reformas e dos cortes a direitos de servidores, trabalhadores celetistas, aposentados e pensionistas da área privada e pública. Está aí a grande mentira deste ano que preparam para você.   

P.s. de 19/04/2017 - Texto revisto e ampliado.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Análise e crítica do ataque de Trump à Síria: ataque ao multilateralismo internacional

Senhores e senhoras, é muito, muito grave o que Trump fez. O ataque à Síria foi ovacionado como ato solidário internacional, defesa da civilidade... mas foi tudo menos isso. Explicamos.

Qual foi a decisão da ONU sobre um ataque à Síria em virtude de violação à regra internacional que proíbe uso de armas químicas contra a população ou em atos de guerra? Nenhuma. E qual foi a decisão do Conselho de Segurança da ONU em relação ao mesmo tema? Nenhuma. Como saiu a ação de ataque à Síria, então?!?!?! Simplesmente porque o Trump, sem mesmo ouvir o Congresso americano, quis.

Gente, isso é muito grave. A máquina de guerra americana está agora solta à vontade de uma pessoa pouco razoável, que age ao seu alvedrio e à revelia da comunidade de nações e mesmo sem pedir apoio do Congresso Americano! Isso significa que, com alguma legitimidade internacional, esta máquina pode se virar a qualquer um do Globo. Vamos à análise.

É um clássico. Quando presidentes americanos têm problemas internos que não conseguem contornar, faz-se a guerra contra algum país distante sobre o qual se tem pouca ou nenhuma informação. Foi assim já três vezes, nos últimos 20 anos.

Com Bill Clinton, ao tomar vulto em noticiário nacional o caso do "abuso/assédio sexual" de Clinton em relação à sua estagiária, Monica Lewinsky, em 1998, o que ocorreu? Foram lançados mísseis no Sudão (ver artigo "EUA atacam bases terroristas no Sudão" - http://www.diariodecuiaba.com.br/arquivo/210898/brmundo2.htm). Por qual motivo? Foi dito que era resposta a ataques a bomba a Embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia. Mas um país da África, em guerra civil ou governado por um ditador sanguinário sempre tem um motivo pelo qual legitime alguns mísseis, em nome da segurança preventiva dos EUA e em defesa de mulheres, crianças, pobres, população civil, meio ambiente, liberdade política ou liberdade religiosa ou de expressão, não é mesmo?

Com George Bush, ao passar por problemas econômicos e de desemprego, em comparação com o período anterior de governo democrata, ao ter protagonizado várias gafes e estar sendo acusado de incompetência, recebe de presente os aviões de "grupos terroristas" (há teses conspiratórias dizendo que foi o próprio governo.. mas sem comprovação definitiva - ver filme "Zeitgeist" no Netflix) que destruíram as torres gêmeas e fez-se a guerra contra o Iraque, em 2001, sob a acusação de que ele teria armas químicas de destruição em massa, as quais, ao final, restou provado que não existiam.

Com Trump, já tendo que ouvir a palavra "impeachment" depois de adotar diversas medidas graves (não entraremos no mérito se boas ou ruins para os EUA e o mundo) no setor econômico, bem como criticar a mídia, criar e publicar "fatos alternativos" pela comunicação oficial da Casa Branca, misturar atos de governo com atos que beneficiam a administração de suas empresas no mundo e nos EUA, e de estar sendo acossado por talvez ter uma ligação forte com a Rússia e Putin, enfim, criar vários fatos e efetuar atos que de todo modo são contestados pela mídia e por pessoas influentes nos EUA e no mundo, um ataque de mísseis à Síria ocorreu, em nome da defesa de crianças e mulheres sírias afetadas pelo gás Sarin (não se sabe se pelo governo oficial da Síria ou se por rebeldes), ou seja, em nome da civilidade, das regras internacionais que proíbem o uso de armas químicas contra a população e na forma de defesa preventiva a ataques aos EUA com gás por armas terroristas.

O método, vocês podem ver, é o mesmo. Nos três casos houve problemas internos que prejudicavam a popularidade do Presidente norte-americano, e a saída é sempre efetuar guerra contra alguém, o que baixa a guarda daqueles que ofendem o Presidente e une todo o povo em torno dos esforços de guerra pelo bem do mundo, da civilidade e tal... ridículo. Só um cego não vê.

Agora, porque a mídia e os governos da Alemanha e da França, que foram contra a invasão do Iraque, por exemplo, foram a favor deste ato unilateral dos EUA, neste caso? Porque antes seus governos estavam com alta popularidade, com economia vigorosa, com desemprego baixo. Agora, Alemanha e França não estão tão bem e ainda há ataques terroristas em mais países, baixa de popularidade política por conta do grande contingente de exilados das guerras do Oriente Médico que estão se refugiando na Europa. Há muitos problemas internos que baixam a popularidade dos governos acossados pela oposição a seu governo, pelo avanço da direita radical... então, nesse momento, apoiar guerra dos americanos pela civilidade tem legitimidade mínima e distrai os cidadãos dos problemas imediatos do desemprego, problemas econômicos, aumento de dívida do governo, aumento de violência interna, atos de terrorismo, choques da população local com refugiados, etc..

Trump conseguiu fugir do debate sobre os problemas internos. Alemanha, França e outros países europeus podem fugir de problemas internos ou simplesmente dar uma resposta pública interna de estar fazendo algo em resposta aos atos de terrorismo que sua população sofreu recentemente (Berlim, Estocolmo, Nice..). Trump ainda dá um tapa na cara de quem disse que ele é amigo dos russos, pois a ação colocou em risco a relação com a Rússia que estava administrando a guerra no local e apoia o governo Sírio.

Mas, senhores e senhoras, não se enganem. O ato foi pensado para tirar Trump de um problema interno muito mais do que para defender o bem de alguém ou de crianças e mulheres sírias que sofreram com o abusivo e criminoso uso de bombas Sarin por quem quer que seja.

E a legitimidade disso ao argumento de que a defesa foi por humanidade e por "defesa preventiva", é possível de ser usada contra qualquer país, a qualquer momento, desde que seja oportuno. Amanhã pode ser porque o "tirânico Brasil ataca desumanamente seus índios", ou melhor, "nações indígenas" oprimidas em território amazônico. Amanhã pode ser porque a Amazônia é o "pulmão do mundo" e esse território importantíssimo para o ecossistema mundial deve ser administrado por organismos internacionais a bem do mundo e dos próprios brasileiros, claro (ninguém diz que as árvores de coníferas - região norte - pode ter um terço das árvores no mundo e que o oceano pacífico faz grande retirada de carbono da atmosfera através de plâncton). Amanhã pode ser contra a Rússia por oprimir os muçulmanos na Chechênia. Amanhã pode ser contra a China por impedir que o Tibete se torne independente. Quem não apoia que o país de Dalai Lahma, invadido em 1959 pela China,  seja independente?

Há motivos para se recriminar todos os países, principalmente os grandes e ricos, mas também os pobres e violentos. Mas admitir-se que os EUA decidam quem está errado e quem deve pagar, à revelia de processo internacional e investigação internacional com reunião de todos os países para proferir essa decisão é um absurdo e seria a tirania dos EUA, sob risco de todos.

O que pode impedir esse abuso unilateral dos EUA é o respeito à multilateralidade e aos organismos internacionais e suas instâncias decisórias. Nem sempre serão rápidos. Nem sempre decidirão o que achamos certo. Mas fora desse sistema vigora a lei do mais forte. E isso gera conflitos e possibilidades de mais guerras, desestabilizando o mundo.

Achamos uma lástima que o ataque tenha ocorrido. Queremos que os responsáveis pelo uso de gás Sarin paguem. Mas nos parece um pouco esquisito, mas não impossível, que depois de quase ser morto, exprimido em um fiasco do território da Síria, acossado por rebeldes a seu regime e por integrantes e avanços do Estado Islâmico, Bashar- Al- Assad não tenha usado o gás Sarin antes e o use agora, depois de obter amplo apoio tático e operacional russo que devolveu grandes partes do território Sírio.

Mas quem poderia elucidar isso? Uma comissão de investigação da ONU. Mas Trump não quis correr o risco da perda de tempo do procedimento, não ouviu sequer a ONU ou o Conselho de Segurança. Simplesmente atacou, motivado por seu sofrimento pessoal com o uso de armas químicas... como não se vê que ele se aproveitou de uma oportunidade para sair da berlinda nos EUA?!?!?! Simples assim.

Esse apoio que alguns dão ato de Trump é mal prenúncio. É o prenúncio de que os EUA estão autorizados, mediante alguns fatos publicados na mídia internacional (75% da produção de imagens internacionais são inglesas ou americanas), a passar por cima de análises, investigações e decisões internacionais multilaterais. O mundo está mais perigoso, desde então, para países sem capacidade de defesa militar.

A continuar isso, pode até chegar a ser necessário o desenvolvimento de bomba nuclear no Brasil, porque esses (os detentores de tecnologia nuclear) são os únicos países em que os EUA não entram, mesmo que todos os males do mundo esteja ocorrendo lá... vide a Coréia do Norte.

P.s. - Texto revisado.