segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Feliz Ano Novo!!!

Pessoal, com grande satisfação encerramos o oitavo ano do Blog Perspectiva. 2018 foi um ano duro para todos e muito mais para o nosso Brasil. Esses dois anos de Temer consolidaram o combate à inflação a partir da disposição do governo de manter quadro de recessão. Isto é muito mais fácil do que combater inflação considerando e trabalhando pelo crescimento econômico e de empregos.

Em nenhum momento a grande mídia tratou da influência da bolha imobiliária sobre a crise econômica brasileira, mesmo sabendo-se que que todo o excesso de valorização imobiliária é sucedido de estagnação econômica como ocorreu com a Europa e EUA na crise do subprime de 2008/2013 e como já ficou provado com o Japão quando teve grande valorização de seus imóveis em 1980 seguido de trinta anos de baixo crescimento enquanto os preços dos imóveis se corrigiam no tempo.

Houve pouquíssimos artigos explicando que o fechamentos de vários negócios também se deveu ao aumento do custo das empresas e lojas de comércio com os aluguéis comerciais pagos, eis que a bolha imobiliária fez com que os proprietários aumentassem exorbitantemente os aluguéis para tentar justificar a manutenção de tais imóveis em carteira ao invés de vendê-los a altos valores de mercado e aplicar no mercado financeiro brasileiro, tendo a Selic ficado por pouco tempo abaixo de 10% durante quase 10 anos, tendo variado de 11,18% em abril d 2008 a 14,5% nesse período e somente muito tardiamente tendo descido do patamar de 10% em julho de 2017.  Acima de 14% a Selic ficou de julho de 2015 a agosto de 2016. Criminoso.

Teve de haver, após nossa veemente crítica durante a maior parte desse tempo todo, desde que estivemos ativos em 2010, uma crítica da grande mídia e do próprio mercado para pedir que fossem baixados os juros porque nem o mercado mais via sentido no "conservadorismo excessivo do Banco Central".

A letargia do Governo Temer em debelar a crise pelo lado da receita cobrou caro ao país em falta de empregos. Não foram efetuados grandes leilões de petróleo, não foram efetuadas grandes concessões de aeroportos, ferrovias, hidrovias e muito mais. Tudo isso poderia ter ajudado a debelar a crise que vinha de uma complexa rede de erros econômicos do governo Dilma, em especial a partir do segundo semestre de 2013 e diante, bem como em virtude de baixo crescimento econômico mundial, como reflexo da crise de 2008/2013, esgotamento da poupança e capacidade de endividamento das famílias brasileiras dentre outras questões graves como mal gerenciamento do preço do petróleo, da gasolina, do gás e a questão do prejuízo da alteração de política de energia elétrica, muito por causa de o Brasil ter enfrentado no período a maior seca em mais de 89 anos.

Com ambiente ruim econômico e sem adotar medidas que incentivassem a economia, a reforma trabalhista e a da previdência foram apresentadas à população como a solução para a crise. Uma mentira escancarada. Entendemos que parte da letargia do governo Temer foi proposital para manter ambiente ruim econômico e chantagear a socieade para que aceitasse reformas draconianas que somente atingiam pessoas físicas: trabalhadores, servidores públicos, aposentados e pensionistas.

Em nenhum momento, ou em poucos, a grande mídia e o mercado deram espaço para que a informação do excesso de isenções fiscais e subsídios pusessem ser compreendidos pela população como causa do déficit fiscal brasileiro e mesmo da previdência. A verdade não foi propalada pela grande mídia.

Só no Estado do Rio de Janeiro a corrupção do governo Cabral e Pezão criou um rombo fiscal, via isenções fiscais para empresas, no valor de 180 bilhões de reais, hoje discutidos judicialmente em ação civil pública, sendo que o déficit fiscal do Estado não passa de 30 bilhões de reais!! Isso era para ser manchete. Mas a mídia calou-se.

Na União, o déficit fiscal é de de 159 bilhões de reais, mas as concessões e subsídios passam de 280 bilhões de reais anualmente. Quem está com déficit pode abdicar de receita? Claro que não. Mas a mídia e o mercado não criticam esse absurdo. A culpa é do gasto com a previdência. A culpa é do salário e do reajuste inflacionário do servidor público e de seus pensionistas. A culpa é da existência de direitos trabalhistas. Tsc, tsc.

A reforma trabalhista foi feita. Tiraram vários direitos de trabalhadores prometendo 2,5 milhões de empregos. Cadê esses empregos? Não vieram...como avisamos à época.. emprego só vem com crescimento econômico e não com menos direitos a trabalhadores.

Bom, na linha econômica, continuaremos criticando e denunciando a mentira propalada pela grande mídia de mercado.

Na área política, tivemos uma reviravolta: o brasileiro votou por opções antissistema. Ótimo. Mostra que o brasileiro é crítico e não quer mais político de maracutaias e "toma lá dá cá" clássico de nossas oligarquias históricas e das oligarquias empresariais e financeiras.

Mas temos aí o Bolsonaro. Sua entrada já está sendo com turbulências informativas. Mas a grande mídia está contra o Bolsonaro porque uma das coisas comentadas por ele é que as propagandas estatais, incluindo as do governo e das estatais, diminuirá. Só a Globo fatura 5 bilhões por ano com essa propaganda!

Estaremos atentos para denunciar erros do governo Bolsonaro assim como para elogiar medidas corretas adotadas pelo mesmo seja no tocante ao social, economia ou política interna ou externa.

Vemos como auspicioso mencionar-se que toda a tributação sobre a renda de pessoas físicas deve ser alinhada em torno de 20%. Só a taxação de lucros e dividendos pode gerar mais de 24 bilhões de reais anuais. A grande mídia, que é constituída por grandes empresas que distribuem lucros e dividendos, nunca apontou esse caminho como uma saída para diminuir o déficit fiscal brasileiro! auhauahuahuahauhah.

Reclama muitas vezes do impacto anula de 4 bilhões de reais que o reajuste ao funcionalismo federal causará, mas não acha interessante explicar para o seu leitor que somente a taxação de lucros e dividendos traria 25 bilhões de reais por ano!! Não é interessante? Só o Brasil e a Estônia não taxam lucros e dividendos, mas essa nunca foi uma "jabuticaba" criticada pelos colunistas econômicos ou pela opinião/editorial do Jornal O Globo! Não é demais? Rsrs.

Também nunca é publicado que o Brasil é considerado paraíso fiscal com sua taxa de 4% sobre a herança. Na França chega a 40% e nos EUA a 70%, dependendo do montante da herança, lógico.

E sobre a sanha para aprovar uma reforma draconiana da Previdência? Ninguém expõe direito o prejuízo que o INSS tem em receita que não existe porque não se cobram agricultores e seus empregadores para que contribuam com a Previdência. Dentre muitas outras receitas que não são respeitadas e nõa chegam ao INSS e criam o tal "déficit" que deve ser combatido. 

Enfim, há muita coisa para acompanharmos, criticarmos e denunciarmos em 2019! Estaremos atentos.

Fiquem atentos também ao lançamento do primeiro livro do Blog Perspectiva Crítica!!! Já está quase saindo! Avisaremos em tempo.

DE resto, senhores e senhoras leitores e seguidores, obrigado pela confiança!

Nós do Blog Perspectiva Crítica desejamos um Feliz e Próspero Ano Novo a todos os cidadãos brasileiros e desejamos que cada vez mais a verdade surja de letras responsáveis dos colunistas da Grande Mídia... a vida seria melhor e mais fácil para os brasileiros. Enquanto isso não ocorre, fazemos a nossa parte.

Felicidades a todos e um excelente 2019!!! Afinal, nós merecemos! Rsrsrsrs.

2 comentários:

  1. Feliz 2019 e vamos em frente. Aguardo o lançamento do livro. Abraço.

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  2. Gostaria que em 2019 vocês escrevessem mais, pois o espaço de tempo entre uma matéria e outra é tão grande!! Uma pena para um site tão rico e esclarecedor. Adoro!! Feliz 2019 a todos do blog.

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